Festivais de quadrinhos são uma grande festa do imaginário. Mais do que isso, são a grande festa do imaginário compartilhado – e reza a lenda que os sonhos que são compartilhados terminam por tornar-se realidade! -, pois é um encontro de leitores e autores, curiosos, aspirantes, veteranos. Movidos pela afeição comum a histórias e personagens que, quer tenham há muito encontrado lugar nas suas memórias afetivas, quer sejam surpreendentes recém-chegados, esses encontros mobilizam a criatividade, sopram nova vida no seio de projetos engavetados e movem forças insuspeitas dentro de nós.

Sou uma dessas, leitora e autora, que despediu-se desses encontros muitas vezes transformada pela experiência de ter diante de mim outros artistas publicando histórias autênticas, sensíveis, me mostrando que é possível sim tomarmos as rédeas de nossas carreiras e, com muita dedicação, contar nossas histórias. E, como leitora e autora, sou também mais uma que deixou o FIQ 2013 com a saudável e alegre expectativa de, nos próximos encontros, encontrar um panorama ainda mais rico.

Um imaginário dos quadrinhos brasileiros ainda mais diverso, mais povoado, mais inclusivo. 🙂

Obrigada e todos e todas que encontrei por lá, e que seguem sendo incentivadores e inspirações inestimáveis, principalmente quando o que nos resta é encarar a folha em branco, ou a solidão da mesa de desenho. Hora de baixar a cabeça e trabalhar! o/

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