{"id":5761,"date":"2023-03-11T19:59:12","date_gmt":"2023-03-11T22:59:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/?p=5761"},"modified":"2023-03-11T20:29:22","modified_gmt":"2023-03-11T23:29:22","slug":"andradina-de-oliveira-e-a-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/andradina-de-oliveira-e-a-cidade\/","title":{"rendered":"A Porto Alegre de Andradina de Oliveira"},"content":{"rendered":"<p>Andradina Am\u00e9rica Andrade de Oliveira (Porto Alegre, 1870 \u2013 S\u00e3o Paulo, 1935) foi uma l\u00edder feminista, dramaturga, escritora, jornalista e conferencista de destaque na Porto Alegre da virada do s\u00e9culo. Estudou no educand\u00e1rio da tamb\u00e9m escritora porto-alegrense Luciana de Abreu, e em Bag\u00e9, fundou em 1898 o jornal <em>O Escr\u00ednio<\/em>, que contou com muitas outras colaboradoras de todo o Brasil. De volta em Porto Alegre, passa a dirigir o jornal <em>Correio de Porto Alegre<\/em>, em 1901. Mulher din\u00e2mica e agitadora cultural, Andradina tamb\u00e9m escreveu pe\u00e7as de teatro, que eram anunciadas no jornal <em>O Exemplo<\/em>, da comunidade negra de Porto Alegre, e, em 1910, publica <em>O Perd\u00e3o,<\/em> talvez o primeiro romance urbano passado em Porto Alegre com caracter\u00edsticas modernas, como o uso da linguagem popular. &nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_5762\" aria-describedby=\"caption-attachment-5762\" style=\"width: 370px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Andradina_de_Oliveira-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-5762\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Andradina_de_Oliveira-834x1024.jpg\" alt=\"Foto de Andradina de Oliveira Presente no livro &quot;Contos de Natal&quot; (1908). Acervo da Biblioteca Rio-Grandense\/Wikip\u00e9dia.\" width=\"370\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Andradina_de_Oliveira-834x1024.jpg 834w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Andradina_de_Oliveira-244x300.jpg 244w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Andradina_de_Oliveira-768x943.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Andradina_de_Oliveira-1250x1536.jpg 1250w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Andradina_de_Oliveira-1667x2048.jpg 1667w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Andradina_de_Oliveira-8x10.jpg 8w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Andradina_de_Oliveira-432x531.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Andradina_de_Oliveira-396x486.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Andradina_de_Oliveira-1120x1376.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Andradina_de_Oliveira-660x811.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Andradina_de_Oliveira-179x220.jpg 179w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5762\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Andradina de Oliveira Presente no livro &#8220;Contos de Natal&#8221; (1908). Acervo da Biblioteca Rio-Grandense\/Wikip\u00e9dia.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Al\u00e9m de retratar o linguajar dos mais pobres e o desejo feminino, <em>O Perd\u00e3o <\/em>traz tamb\u00e9m bel\u00edssimas cenas do quotidiano de Porto Alegre no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, como na passagem abaixo:<\/p>\n<p>\u201cRaiara um esplendoroso dia. O c\u00e9u muito alto, muito azul, muito claro. Andavam no ar estrofes de perfumes. O Gua\u00edba, de uma limpidez de espelho, retratava a face iluminada do firmamento. E com as ilhas vi\u00e7osas, de nuances verdes e de v\u00e1rios matizes de flores r\u00f3seas ou brancas, e com os seus barcos leves, esguios uns, pesados e chatos outros, e os iates de longos mastros e velas encardidas, e os m\u00faltiplos vapores, e os paquetes de costados largos e alterosos canos, era o rio uma dessas pujantes aquarelas que uma vez encaixilhadas o nome guardam de um artista.<\/p>\n<p>A cidade banhada de sol tomava vida, um aspecto extraordin\u00e1rio.<\/p>\n<p>De um branco pur\u00edssimo as duas torres da Igreja das Dores, paralelas e c\u00e2ndidas, apontavam o infinito, como dois pontos exclamativos inversos, s\u00edntese das preces todas de mil almas angustiadas que ali o b\u00e1lsamo da f\u00e9 buscavam para as suas chagas.<\/p>\n<p>L\u00e1 numa ponta da cidade engalanada de sol, erguia-se a Casa de Corre\u00e7\u00e3o, oficina de trabalho, onde as almas transviadas e fracas se robustecem na esperan\u00e7a da regenera\u00e7\u00e3o e do perd\u00e3o da sociedade.<\/p>\n<p>A rua extens\u00edssima e movimentada, a Volunt\u00e1rios da P\u00e1tra, cingia uma parte da cidade com a sua larga faixa de progresso, entre os murm\u00farios do rio azul e os rutilamentos do c\u00e9u claro, como se agora \u00e9 que fosse um caminho novo<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, com apitar animador das suas m\u00e1quinas, a s\u00e9rie de obeliscos das altas chamin\u00e9s, com os mil ru\u00eddos das engrenagens dos seus engenhos, com a vida imensa e movimentada das f\u00e1bricas, e com a assombrosa vitalidade do seu com\u00e9rcio poderoso. E a agita\u00e7\u00e3o dela era feita de tudo isso e mais as vozes dos que transitavam e o rumor dos <em>bonds<\/em> que se cruzavam, e o rodar atroador dos carros e das carro\u00e7as, governadas estas por homens de peitos largos, pele dura, requeimada, como aqueles outros, suarentos, vergando os ombros herc\u00faleos ao peso das sacas de trigo que h\u00e1 de amassar o p\u00e3o de cada dia, o amargo p\u00e3o da vida para muitos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5769\" aria-describedby=\"caption-attachment-5769\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/A_Mascara_Num-Comemorativo-do-Centenario-da-Independencia_Voluntarios-da-Patria.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-5769\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/A_Mascara_Num-Comemorativo-do-Centenario-da-Independencia_Voluntarios-da-Patria-1024x706.jpg\" alt=\"&quot;Rua Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria, o velho Caminho Novo...&quot;. Revista &quot;A M\u00e1scara&quot;, N\u00famero Comemorativo ao Centen\u00e1rio da Independ\u00eancia, 1922. \" width=\"660\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/A_Mascara_Num-Comemorativo-do-Centenario-da-Independencia_Voluntarios-da-Patria-1024x706.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/A_Mascara_Num-Comemorativo-do-Centenario-da-Independencia_Voluntarios-da-Patria-300x207.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/A_Mascara_Num-Comemorativo-do-Centenario-da-Independencia_Voluntarios-da-Patria-768x530.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/A_Mascara_Num-Comemorativo-do-Centenario-da-Independencia_Voluntarios-da-Patria-1536x1059.jpg 1536w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/A_Mascara_Num-Comemorativo-do-Centenario-da-Independencia_Voluntarios-da-Patria-2048x1412.jpg 2048w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/A_Mascara_Num-Comemorativo-do-Centenario-da-Independencia_Voluntarios-da-Patria-10x7.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/A_Mascara_Num-Comemorativo-do-Centenario-da-Independencia_Voluntarios-da-Patria-432x298.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/A_Mascara_Num-Comemorativo-do-Centenario-da-Independencia_Voluntarios-da-Patria-396x273.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/A_Mascara_Num-Comemorativo-do-Centenario-da-Independencia_Voluntarios-da-Patria-1120x772.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/A_Mascara_Num-Comemorativo-do-Centenario-da-Independencia_Voluntarios-da-Patria-660x455.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/A_Mascara_Num-Comemorativo-do-Centenario-da-Independencia_Voluntarios-da-Patria-319x220.jpg 319w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5769\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Rua Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria, o velho Caminho Novo&#8230;&#8221;. Revista &#8220;A M\u00e1scara&#8221;, N\u00famero Comemorativo ao Centen\u00e1rio da Independ\u00eancia, 1922. Hemeroteca do MCSHJC.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O mercado<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, o emp\u00f3rio que o ventre insaci\u00e1vel da grande cidade n\u00e3o esvazia nunca, era era rodeado de dezenas de carro\u00e7as, atulhadas umas de verdura fresca, outras de fruta sazonada. A Doca coalhava-se de barcos, enegrecidos, velhos, desbotados. Aqui o carv\u00e3o enchendo uma por\u00e7\u00e3o deles, ali as frutas da esta\u00e7\u00e3o, de prefer\u00eancia as melancias de casca lisa e verdoenga ou listrada, acol\u00e1 outros, altos de fragmentos de outros cad\u00e1veres de vegetais que tiveram certamente a gra\u00e7a de flores no seio das matas e que, ben\u00e9ficos ainda, v\u00eam aquecer os lares para o aconchego terno da fam\u00edlia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5763\" aria-describedby=\"caption-attachment-5763\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Postais-Fam-Voigt-Mercado-Publico.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-5763\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Postais-Fam-Voigt-Mercado-Publico-1024x669.jpg\" alt=\"O Mercado P\u00fablico de Porto Alegre em 1905. 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Cole\u00e7\u00e3o de postais da Fam\u00edlia Voigt. Na parte de baixo, a antiga Doca das Frutas com os barcos carregados de produtos para abastecimento da cidade.<\/figcaption><\/figure>\n<p>E o dia avan\u00e7ava cada vez mais belo, cada vez mais r\u00fatilo.<\/p>\n<p>Pelas ruas a vida da cidade se desenrolava na realidade das coisas.\u201d<\/p>\n<p>Pp. 261-263<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: center;\">Agrade\u00e7o de cora\u00e7\u00e3o \u00e0 querida amiga <strong>Amanda Zampieri<\/strong> por ter me presenteado o livro&nbsp;<em>O Perd\u00e3o<\/em>, em 2010, e assim me apresentado \u00e0 personalidade e obra de Andradina de Oliveira.&nbsp;<\/p>\n<hr>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h3>\n<p>OLIVEIRA, Andradina. <em>O Perd\u00e3o<\/em>. Florian\u00f3polis: Ed. Mulheres, 2010.<\/p>\n<h3><strong>Notas:<\/strong><\/h3>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Aqui, a autora faz um trocadilho com o nome popular com que a avenida Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria era conhecido \u00e0 \u00e9poca: \u201cCaminho Novo\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> O Mercado P\u00fablico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Andradina Am\u00e9rica Andrade de Oliveira (Porto Alegre, 1870 \u2013 S\u00e3o Paulo, 1935) foi uma l\u00edder feminista, dramaturga, escritora, jornalista e conferencista de destaque na Porto Alegre da virada do s\u00e9culo. 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