{"id":5594,"date":"2022-10-28T17:36:55","date_gmt":"2022-10-28T20:36:55","guid":{"rendered":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/?p=5594"},"modified":"2022-10-28T17:36:55","modified_gmt":"2022-10-28T20:36:55","slug":"um-atentado-misterioso-no-viaduto-da-av-borges-de-medeiros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/um-atentado-misterioso-no-viaduto-da-av-borges-de-medeiros\/","title":{"rendered":"Um atentado misterioso no viaduto da av. Borges de Medeiros"},"content":{"rendered":"<p>Em 1933, o viaduto da avenida Borges de Medeiros ainda era cercado de barrancos escavados na rocha, e arbustos que cresciam junto \u00e0s escadarias, ainda sem os edif\u00edcios altos que conhecemos hoje. Aberto ao tr\u00e2nsito h\u00e1 apenas dois anos naquela \u00e9poca, o viaduto come\u00e7ava a povoar a imagina\u00e7\u00e3o dos habitantes da cidade como palco de acontecimentos dram\u00e1ticos, inclusive suic\u00eddios. Conforme o jornalista Celito De Grandi,<\/p>\n<blockquote><p>\u201c[&#8230;] h\u00e1 continuadas vers\u00f5es a indicar a constru\u00e7\u00e3o do viaduto Ot\u00e1vio Rocha, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 30, como o <em>leitmotiv<\/em>. Os cronistas registraram repetidos epis\u00f3dios de jovens ensimesmados, nos altos da Duque, a contemplar o Gua\u00edba e a Zona Sul da cidade, para depois se jogar em v\u00f4os fugidios\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p><\/blockquote>\n<p>Essa triste realidade \u00e9 uma das hip\u00f3teses que os rep\u00f3rteres do <em>Di\u00e1rio de Not\u00edcias<\/em> aventam para explicar o misterioso atentado a bala que se deu contra Valdemar Azevedo numa noite fria de junho. Aqui, cabe lembrar que a posse de armas n\u00e3o era controlada da mesma forma que \u00e9 hoje, e que n\u00e3o era raro pessoas comuns circularem normalmente pela cidade portando rev\u00f3lveres. Logicamente, as consequ\u00eancias est\u00e3o nas p\u00e1ginas policiais&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>\u201c<strong>Um atentado misterioso no Viaduto da Av. Borges de Medeiros<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/strong><\/h2>\n<p><strong>Em circunstancias ainda n\u00e3o esclarecidas um homem \u00e9 ferido a bala numa das suas escadarias<\/strong><\/p>\n<p><strong>Depois de fazer declara\u00e7\u00f5es vagas, a vitima afirma ter sido ela propria a autora do ferimento.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Os indicios colhidos pela reportagem do DIARIO DE NOTICIAS, por\u00e9m, p\u00f5em em xeque o \u00faltimo depoimento do ferido<\/strong><\/p>\n<p>Porto Alegre est\u00e1 se tronando a cidade dos misterios.<\/p>\n<p>Raro \u00e9 o dia em que os jornais n\u00e3o tenham a noticiar fatos cuja explica\u00e7\u00e3o n\u00e3o p\u00f3de ser perfeitamente encontrada.<\/p>\n<p>Ora \u00e9 um detento, que, num lance rocambolesco, consegue iludir a vigilancia dos guardas e fugir da Casa de Corre\u00e7\u00e3o, sem deixar vestigios, que levam a policia a descobrir o seu paradeiro. Outra vez, \u00e9 uma casa assaltada misteriosamente, sem que nenhuma das pessoas que nela se achavam, na hora em que ela devia ter sido visitada pelos meliantes, notassem algo de anormal. Outras, \u00e9 o roubo de joias por ladr\u00f5es audacios\u00edssimos que desaparecem como sombras&#8230; E, finalmente, s\u00e3o os crimes praticados por bandidos desconhecidos at\u00e9 mesmo de suas vitimas, ou homens que aparecem mortos em seus leitos sem que se saiba quais os motivos de sua morte&#8230;???<\/p>\n<h3><strong>Mais um misterio<\/strong><\/h3>\n<p>\u00c1 esquina da Avenida Borges de Medeiros com rua Coronel Fernando Machado, onde na noite de vespera um dos carros da Guarda Civil havia colhido um auto onibus, reduzindo-o a escombros, dois agentes da Diretoria do Trafego palestravam, tiritando de frio.<\/p>\n<p>Subito, sua aten\u00e7\u00e3o foi despertada por um estampido que partir das escadarias do viaduto da avenida, \u00e1quela hora completamente envoltas pela cerra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>Um homem ferido<\/strong><\/h3>\n<p>Os agentes pretendiam correr para o ponto de onde lhes parec\u00eara haver partido o tiro, quando viram, caminhando em sua dire\u00e7\u00e3o, a cambalear nas escadarias, o vulto de um homem, que se agarrava ao corrim\u00e3o com visivel esfor\u00e7o.<\/p>\n<p>Em vista disso, os dois agentes se aproximaram, indagando o que se passava.<\/p>\n<p>O homem, que trazia um sobretudo de gabardine, dirigindo-se aos policiais informou-os que f\u00f4ra atacado, no alto da escadaria, por um individuo desconhecido.<\/p>\n<p>Esse, armado de um revolver, escondera-se por detr\u00e1s de um dos pilares da escadaria, na esquina da rua Duque de Caxias, e quando ele ali pass\u00e1ra, deton\u00e1ra seu revolver, ferindo-o no flanco esquerdo.<\/p>\n<h3><strong>Para a Assistencia<\/strong><\/h3>\n<p>Em vista dessas declara\u00e7\u00f5es, os agentes da Diretoria do Trafego, providenciaram para a vinda de um dos auto-ambulancia da Assistencia Publica, afim de que o ferido fosse transportado para o Posto Central.<\/p>\n<p>Quando se dispunham a chamar um guarda civil, para que esse pedisse socorro, chegou ao local um desses policiais, que estando de servi\u00e7o em frente ao Museu do Estado, ouvira a detona\u00e7\u00e3o e corr\u00eara a ver o que se passava.<\/p>\n<p>Esse agente chamou a Assistencia, tendo comparecido ao local um auto-ambulancia, que transportou o ferido ao Posto Central.<\/p>\n<p>Ali ele foi medicado pelo dr. Rache Vitelo e dou[to]rando Franco.<\/p>\n<p>O ferido, que disse chamar-se Valdemar Azevedo, apresentava um ferimento por projetil de arma de fogo, com orif\u00edcio de entrada no sexto espa\u00e7o inter-costal do lado esquerdo.<\/p>\n<p>Como o ferimento fosse de bastante gravidade, foi ele recolhido ao Hospital de S\u00e3o Francisco, afim de ser submetido a uma interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>O Delegado<\/strong><\/h3>\n<p>Emquanto era chamada a Assistencia Publica, o fato era tambem levado ao conhecimento do dr. Mario Cunha, delegado de plant\u00e3o \u00e1 Chefatura de Policia, que imediatamente se conduziu ao local, tomando todas as providencias exigidas.<\/p>\n<p>Assim, a referida autoridade, fazendo-se acompanhar de seu amanuense, dirigiu-se, depois de haver ouvido os agentes que haviam prestado os primeiros socorros \u00e1 vitima, ao Hospital S\u00e3o Francisco, afim de ouvir as declara\u00e7\u00f5es de Valdemar Azevedo, que j\u00e1 se sabia trabalhar na firma Azevedo Bento e Cia., como chefe do servi\u00e7o de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>O que disse o ferido<\/strong><\/h3>\n<p>Logo \u00e1s primeiras perguntas do delegado, Valdemar Azevedo, que estava em estado bastante grave, narrou, novamente, fato como havia descrito aos agentes da Diretoria do Tr\u00e1fego, logo ap\u00f3s o ocorrido.<\/p>\n<p>Disse que havia sido atacado e ferido quase a queima-roupa por um desconhecido, quando se dispunha a descer a escadaria do viaduto da rua Duque de Caxias.<\/p>\n<p>Afirmou n\u00e3o suspeitar de pessoa alguma, pois n\u00e3o tinha inimigos e se negou a dar outras informa\u00e7\u00f5es, alegando que falar lhe custava muitissimo.<\/p>\n<p>Como os medicos aconselhassem n\u00e3o exigir que o enfermo falasse, o delegado saiu, pronto a fazer investiga\u00e7\u00f5es que esclarecessem um pouco o misterioso fato.<\/p>\n<p>Em virtude do sigilo das investiga\u00e7\u00f5es policiais, a reportagem do Di\u00e1rio de Not\u00edcias se p\u00f4s em campo, afim de v\u00ear se conseguia trazer alguma luz ao fato.<\/p>\n<p>Primeiramente procuramos falar com o proprio ferido, indo para isso ao Hospital S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>Valdemar Azevedo, por\u00e9m, n\u00e3o queria falar e mesmo seu estado era bastante grave para que insistissemos.<\/p>\n<p>Resolvemos, assim, ouvir pessoas da familia.<\/p>\n<p>Falamos com a esposa do ferido. Essa senhora, rodeada de amigas, disse-nos que o fato a havia surpreendido.<\/p>\n<p>N\u00e3o sabia quem poderia ter ferido seu marido, nem os motivos que o haviam preso f\u00f3ra de casa at\u00e9 \u00e1s 5,30 da manh\u00e3.<\/p>\n<h3><strong>No local<\/strong><\/h3>\n<p>Como nada conseguissemos, dirigimo-nos ao local do fato.<\/p>\n<p>Baseados nas informa\u00e7\u00f5es que haviamos conseguido sobre a maneira como deveria ter ocorrido a cena de sangue, desejavamos fazer a reconstitui\u00e7\u00e3o da mesma. O desenhista da reda\u00e7\u00e3o nos acompanhava.<\/p>\n<p>Chegados ao viaduto, come\u00e7amos por examinar detidamente o local do atentado. Vasculhamos todo[s] o[s] barrancos e arbustos, na esperan\u00e7a de encontrar indicios ou sinais que pudessem ter sido deixados pelo criminoso.<\/p>\n<figure id=\"attachment_5595\" aria-describedby=\"caption-attachment-5595\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Sioma-Breitman_foto-027f_Borges-de-Medeiros-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5595 size-large\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Sioma-Breitman_foto-027f_Borges-de-Medeiros-1024x647.jpg\" alt=\"Medeiros nos anos 1930 em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 zona sul. Fototeca Sioma Breitman do Museu de Porto Alegre Joaquim Jos\u00e9 Felizardo. foto 027f. Autor desconhecido.\" width=\"660\" height=\"417\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Sioma-Breitman_foto-027f_Borges-de-Medeiros-1024x647.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Sioma-Breitman_foto-027f_Borges-de-Medeiros-300x190.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Sioma-Breitman_foto-027f_Borges-de-Medeiros-768x485.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Sioma-Breitman_foto-027f_Borges-de-Medeiros-1536x971.jpg 1536w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Sioma-Breitman_foto-027f_Borges-de-Medeiros-2048x1294.jpg 2048w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Sioma-Breitman_foto-027f_Borges-de-Medeiros-10x6.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Sioma-Breitman_foto-027f_Borges-de-Medeiros-432x273.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Sioma-Breitman_foto-027f_Borges-de-Medeiros-396x250.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Sioma-Breitman_foto-027f_Borges-de-Medeiros-1120x708.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Sioma-Breitman_foto-027f_Borges-de-Medeiros-660x417.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/Sioma-Breitman_foto-027f_Borges-de-Medeiros-348x220.jpg 348w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5595\" class=\"wp-caption-text\">A avenida Borges de Medeiros nos anos 1930 em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 zona sul. Fototeca Sioma Breitman do Museu de Porto Alegre Joaquim Jos\u00e9 Felizardo. foto 027f. Autor desconhecido.<\/figcaption><\/figure>\n<p>N\u00e3o obstante nos demorarmos nesse exame, nada encontramos de anormal.<\/p>\n<p>Fizemos, ent\u00e3o, a reconstitui\u00e7\u00e3o e nos retiramos.<\/p>\n<h3><strong>Varias vers\u00f5es<\/strong><\/h3>\n<p>A reportagem n\u00e3o estava satisfeita. Nada vinha fazer luz sobre o fato. Unicamente algumas pessoas informavam que Valdemar Azevedo mantinha rela\u00e7\u00f5es com mulheres de vida facil. Seria verdade?<\/p>\n<p>Era o que nos faltava investigar.<\/p>\n<p>Depios de algumas tentativas infrut\u00edferas, conseguimos saber que de fato, a v\u00edtima do atentado visitava seguidamente mulheres que trabalham no \u2018cabaret\u2019 Chez Nous.<\/p>\n<p>Ainda domingo ultimo f\u00f4ra visto em companhia de outros amigos naquela casa de divers\u00f5es, donde saira para se recolher \u00e1 sua residencia.<\/p>\n<p>Soubemos, tambem, que em torno desse fato o delegado Mario Cunha estava fazendo girar suas investiga\u00e7\u00f5es, por suspeitar que o autor dos ferimentos fosse algum dos amantes das aludidas mulheres.<\/p>\n<p>Conseguimos, tambem, saber que a policia ia rodear com suas malhas os agentes da Diretoria do Trafego, que haviam atendido o ferido.<\/p>\n<p>Supunham as autoridades que houvesse sido um deles o autor do ferimento, que nesse caso teria sido casual.<\/p>\n<p>Quando a vitima vi\u00e9sse descendo a escadaria, um dos guardas, ao mecher no revolver ou de outra qualquer forma, tivesse feito disparar sua arma, indo atingir Azevedo. Este, sabendo-se vitima de um acidente narr\u00e1ra o f\u00e1to conforme lhe haviam pedido os culpados.<\/p>\n<p>Havia ainda a vers\u00e3o de haver Valdemar Azevedo sido vitima de um dos embarcadi\u00e7os da Companhia Comercio e Navega\u00e7\u00e3o, despedido por ele, e da qual \u00e9 alto funcionario.<\/p>\n<p>Nenhuma dessas vers\u00f5es, por\u00e9m, se baseiam em ftos concretos e n\u00f3s as registramos, simplesmente por as termos conseguido na marcha de nossas investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h3><strong>Suicidio?<\/strong><\/h3>\n<p>J\u00e1 haviamos composto a noticia acima quando soubemos que Valdemar Azevedo tinha se resolvido a falar, dizendo que f\u00f4ra ele proprio quem se ferira.<\/p>\n<p>N\u00e3o cont\u00e1ra nada \u00e1 policia. Apenas diss\u00e9ra isso a um dos seus chefes, o dr. Leopoldo Bastian, da firma Azevedo Bendo e Cia.<\/p>\n<p>Este, por\u00e9m, fora imediatamente \u00e1 Chefatura, onde narr\u00e1ra o ocorrido ao delegado Mario Cunha.<\/p>\n<p>O nosso informante disse-nos que a policia havia encontrado a arma de que se servira Valdemar para ferir-se num dos barrancos existentes ao lado da escadaria. Justamente no ponto onde a reportagem do Di\u00e1rio de Not\u00edcias estiv\u00e9ra a procura de rastos ou indicios&#8230; E onde a nossa reportagem nada encontr\u00e1ra, em pleno dia, haviam encontrado um revolver, depois de baixar o sol&#8230;<\/p>\n<p>O ferimento de Valdemar, tambem n\u00e3o l\u00e9va a que se creia haver sido ele proprio quem se deu o tiro. A bala penetrando no lado esquerdo e, segundo conseguimos saber, o seu percurso \u00e9 de traz para deante e de cima para baixo.<\/p>\n<p>N\u00e3o sabemos se o delegado Mario Cunha vai abandonar as diligencias iniciadas em torno do fato. Lembramo-lhe, por\u00e9m, que h\u00e1 quem para evitar um escandalo \u00e9 capaz de tudo. E que colocar um revolver em determinado local, com uma capsula detonada, tambem n\u00e3o custa grande coisa&#8230;\u201d<\/p>\n<p><em>Autoria desconhecida<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_5598\" aria-describedby=\"caption-attachment-5598\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DN_MCSHJC-27-06-1933-Um-atentado-misterioso-p05_b-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5598 size-large\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DN_MCSHJC-27-06-1933-Um-atentado-misterioso-p05_b-804x1024.jpg\" alt=\"&quot;Um atentado misterioso no viaduto da Av. Borges de Medeiros&quot;. Di\u00e1rio de Not\u00edcias, MCSHJC, 27\/06\/1933, p. 5. \" width=\"660\" height=\"841\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DN_MCSHJC-27-06-1933-Um-atentado-misterioso-p05_b-804x1024.jpg 804w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DN_MCSHJC-27-06-1933-Um-atentado-misterioso-p05_b-236x300.jpg 236w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DN_MCSHJC-27-06-1933-Um-atentado-misterioso-p05_b-768x978.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DN_MCSHJC-27-06-1933-Um-atentado-misterioso-p05_b-1206x1536.jpg 1206w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DN_MCSHJC-27-06-1933-Um-atentado-misterioso-p05_b-1608x2048.jpg 1608w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DN_MCSHJC-27-06-1933-Um-atentado-misterioso-p05_b-8x10.jpg 8w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DN_MCSHJC-27-06-1933-Um-atentado-misterioso-p05_b-432x550.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DN_MCSHJC-27-06-1933-Um-atentado-misterioso-p05_b-396x504.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DN_MCSHJC-27-06-1933-Um-atentado-misterioso-p05_b-1120x1426.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DN_MCSHJC-27-06-1933-Um-atentado-misterioso-p05_b-660x840.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DN_MCSHJC-27-06-1933-Um-atentado-misterioso-p05_b-173x220.jpg 173w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/10\/DN_MCSHJC-27-06-1933-Um-atentado-misterioso-p05_b-scaled.jpg 2011w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5598\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Um atentado misterioso no viaduto da Av. Borges de Medeiros&#8221;. Di\u00e1rio de Not\u00edcias, MCSHJC, 27\/06\/1933, p. 5.<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h3>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> DE GRANDI, Celito. <em>Di\u00e1rio de Not\u00edcias: o romance de um jornal<\/em>. Porto Alegre: L&amp;PM, 2005, p. 54.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> <em>Di\u00e1rio de Not\u00edcias<\/em>, 27\/06\/1933, p. 5. Hemeroteca do Museu de Comunica\u00e7\u00e3o Social Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa. A grafia original foi mantida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1933, o viaduto da avenida Borges de Medeiros ainda era cercado de barrancos escavados na rocha, e arbustos que cresciam junto \u00e0s escadarias, ainda sem os edif\u00edcios altos que conhecemos hoje. 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