{"id":5456,"date":"2022-03-31T11:12:53","date_gmt":"2022-03-31T14:12:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/?p=5456"},"modified":"2022-03-31T11:16:18","modified_gmt":"2022-03-31T14:16:18","slug":"a-cidade-a-epoca-em-que-surgiu-o-correio-do-povo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/a-cidade-a-epoca-em-que-surgiu-o-correio-do-povo\/","title":{"rendered":"\u201cA Cidade \u00e1 \u00e9poca em que surgiu o \u2018Correio do Povo'&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Celebrar a cidade e sua hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 exclusividade dos nossos tempos! H\u00e1 quase&nbsp; cem anos, o jornal <em>Correio do Povo <\/em>aproveitava a ocasi\u00e3o de seu pr\u00f3prio anivers\u00e1rio para relembrar como era a Porto Alegre de 1895. Lembrando a cidade como colonial portuguesa, a mat\u00e9ria traz fotografias do final do s\u00e9culo XIX e celebra a o desenvolvimento \u201cvertiginoso\u201d da cidade nas primeiras d\u00e9cadas do s\u00e9culo XX. Creio que o que pode fazer sorrir quando pensamos na Porto Alegre de 1930 comparada \u00e0 de hoje, s\u00e3o apenas testemunhos sinceros do espanto, deslumbramento e \u00e0s vezes estranhamento das pessoas diante da profundidade das mudan\u00e7as que presenciavam na paisagem urbana.<\/p>\n<h2><strong>\u201cA Cidade \u00e1 \u00e9poca em que surgiu o \u2018Correio do Povo\u2019<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/strong><\/h2>\n<h3>Que era Porto Alegre em 1895? \u2013 Reminisc\u00eancias de uma \u00e9poca ingenua e patriarcal \u2013 Costumes e tradi\u00e7\u00f5es que desappareceram \u2013 Aspectos e recorda\u00e7\u00f5es de 1895 \u2013 a metamorfose da capital<\/h3>\n<h3>O \u2018Correio do Povo\u2019 acompanhou, identificado, \u2018pari passu\u2019, o desdobramento vertiginoso da cidade<\/h3>\n<p>Em outubro de 1895, n\u00e3o apenas a cidade, mas todo o Rio Grande vivia, ainda sob a vibra\u00e7\u00e3onervosa do periodo revolucion\u00e1rio, cujas recorda\u00e7\u00f5es estavam ainda bem n\u00edtidas.<\/p>\n<p>Os jornaes, como as palestras de rua ou de casa, sofriam, ainda, o influxo das horas amargas por que havia passado o Estado. Caldas Junior compreendeu, com extraordin\u00e1ria lucidez, o momento e soube imprimir \u00e1 folha que lan\u00e7ava \u2013 o \u2018Correio do Povo\u2019 (1\u00ba de outubro) \u2013 a orienta\u00e7\u00e3o que a faria rapidamente vitoriosa.<\/p>\n<h2><strong>O jornal para o momento<\/strong><\/h2>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o da cpital e do interior anhelava por uma gazeta que fosse, ao mesmo tempo, um instrumento seguro de informa\u00e7\u00f5es honestas e uma distrac\u00e7\u00e3o do espirito. \u00c9 que todos sentiam a necessidade de espairecer dos dias de apreens\u00f5es ainda recentes.<\/p>\n<p>Foi o que com uma invulgar sagacidade, soube fazer Caldas Junior.<\/p>\n<p>O \u2018Correio do Povo\u2019, de 1895 \u00e9 o espelho fiel da sua \u00e9poca.<\/p>\n<h2><strong>Porto Alegre em 1895<\/strong><\/h2>\n<p>Que era Porto Alegre quando a iniciativa de Caldas Junior, Mario Totta, Paulino de Azurenha e alguns outros, lan\u00e7ou o primeiro numero do \u2018Correio do Povo\u2019?<\/p>\n<p>Uma cidade colonial e pittoresca, mas apenas nebulosa do que viria a ser menos de meio s\u00e9culo depois.<\/p>\n<p>O movimento urbano circumscrevia-se \u00e1 rua da Praia, entre pra\u00e7a da Alfandega e rua Marechal Floriano.<\/p>\n<p>A antiga rua da Gra\u00e7a \u2013 que tal foi o primeiro nome da rua dos Andradas \u2013 n\u00e3o era, ainda, a rua moderna de hoje.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Os antigos e pesados sobrados de dois andares, com beiraes e jacar\u00e9s<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, eram os alterosos edif\u00edcios da nossa principal art\u00e9ria<\/strong>.<\/p><\/blockquote>\n<h2><strong>O <a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/a-confeitaria-colombo\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">COLOMBO<\/a> de hoje<\/strong><\/h2>\n<p>Era, ent\u00e3o, uma casa de esquina de um s\u00f3 pavimento, onde [&#8230;]onava um armaz\u00e9m de seccos e molhados.<\/p>\n<p>Defronte, onde hoje est\u00e1 o Nacional, se localizava a Livraria Americana num pr\u00e9dio tamb\u00e9m baixo.<\/p>\n<p>Ali, como hoje, era o ponto de maior affluencia da cidade.<\/p>\n<p>\u00c1 tarde, os elegantes faziam ponto de parada ali, para ver passar as mo\u00e7as que eram, naquella \u00e9poca, o que s\u00e3o hoje, as suas netas: figuras da sociedade porto-alegrense.<\/p>\n<h2><strong>Curiosidades de Porto Alegre de ent\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>O per\u00edmetro urbano da capital era, ent\u00e3o, muito pequeno.<\/p>\n<p>A rua da Independencia ia at\u00e9 a pra\u00e7a Julio de Castilhos.<\/p>\n<p>Dahi para diante era matto, onde aos domingos, fam\u00edlias inteiras faziam pic-nic.<\/p>\n<p>A rua da Indepedencia, por\u00e9m, n\u00e3o era nem uma pallida sombra do que hoje \u00e9. De longe em longe, um predio.<\/p>\n<p>Basta lembrar que a esquina, hoje, da rua Barros Cassal com Independencia, face norte, era o morro do Carneiro, cuja fralda era hoje a rua Christov\u00e3o Colombo.<\/p>\n<p>Tambem o terreno onde se encontra hoje o Apollo<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> era um morro abandonado.<\/p>\n<p>A Redemp\u00e7\u00e3o era um pantanal onde, no inverno, os ca\u00e7adores logravam ca\u00e7ar marrec\u00f5es.<\/p>\n<p>No trecho fronteiro \u00e1 rua Lopo Gon\u00e7alves estava o \u2018cemiterio dos cachorros\u2019. Era um pequeno trecho da Varzea onde eram sepultados os c\u00e3es que morriam na cidade.<\/p>\n<blockquote><p><strong>A Colonia Africana, hoje bairro Rio Branco, era, igualmente, um espesso mattagal muito visitado pelos ca\u00e7adores de pequenos p\u00e1ssaros.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<h2><strong>Arrabaldes<\/strong><\/h2>\n<p>O arrabalde mais populoso da cidade era o Menino Deus.<\/p>\n<p>Moinhos de Vento, como dissemos, era, por aquelle tempo, floresta propicia aos passeios dominicaes.<\/p>\n<p>Os Navegantes n\u00e3o haviam ainda perdido, totalmente, o antigo caracter do Caminho Novo e da Costa do Rio.<\/p>\n<p>O Parthenon era o segundo arrabalde em popula\u00e7\u00e3o e importancia. Era, tambem, um recanto perdido da cidade.<\/p>\n<h2><strong>Prados<\/strong><\/h2>\n<p>Quatro eram os prados que funcionavam, regularmente, em Porto Alegre: o dos Moinhos de Vento, \u00fanico sobrevivente, e dos Navegantes, o Rio-Grandense, no Menino Deus o Boavista, no Parthenon.<\/p>\n<blockquote><p><strong>A corrida de cavalos era um dos sports predilectos da popula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se conhecia, ent\u00e3o, ainda, o foot-ball, em Porto Alegre, que foi trazido por um team da cidade do Rio Grande, que visitou Porto Alegre por volta de 1900.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<h2><strong>O Divino e carnaval<\/strong><\/h2>\n<p>Festas populares predilectas de Porto Alegre de ha 35 annos, eram o Carnaval e o Divino.<\/p>\n<p>O Carnaval, ent\u00e3o, era feito pelas fam\u00edlias de maior conceito da cidade, as quaes se dividiam em dois partidos, na \u00e9poca do Entrudo: os Venezianos e a Esmeralda, duas importantes sociedades que se apresentavam com muito luxo e gosto, sob os aplausos delirantes dos seus enthusiastas.<\/p>\n<p>O lan\u00e7a perfume n\u00e3o era conhecido e s\u00f3 veiu a ser muitos annos mais tarde.<\/p>\n<p>O entrudo era praticado com bisnagas, grandes seringas de folha de flandres e \u2018lim\u00f5es de cheiro\u2019, que, a principio eram de c\u00eara e mais tarde passaram a ser de gomma elastica.<\/p>\n<p>A verdadeira festa da Cidade, por\u00e9m, era a do Divino, \u00e1 pra\u00e7a da Matriz.<\/p>\n<p>Nos dias de novenas e de fogos, a cidade affluia para aquelle logradouro, emprestando-lhe o aspecto de uma grande feira nocturna. Tamb\u00e9m essa festa interessava a melhor sociedade porto alegrense.<\/p>\n<p>O cinema n\u00e3o era ainda conhecido. Mas havia uma sess\u00e3o de \u2018vistas\u2019 \u2013 Kosmorama \u2013 muito apreciada que precedia os \u2018fogos\u2019, nos quaes tomavam parte as \u2018jardineiras\u2019.<\/p>\n<h2><strong>Servi\u00e7o de transportes<\/strong><\/h2>\n<p>Os transportes urbanos para os poucos arrabaldes era feito em bondes de burros.<\/p>\n<p>Os conductores desses vehiculos primitivos usavam um enorme chicote com que castigavam os infelizes animaes e, durante o trajecto, sopravam uns apitos caracter\u00edsticos.<\/p>\n<p>Por esse tempo, os bondes demandavam o Menino Deus, a Gloria, Theresopolis, Parthenon, faziam o itiner\u00e1rio do \u2018Circular\u2019 de hoje, pelo Gazometro, tomando, na Redemp\u00e7\u00e3o, o seu rumo.<\/p>\n<p>Os passeios eram feitos a carro, pois os autos n\u00e3o existiam.<\/p>\n<h2><strong>O Mercado P\u00fablico<\/strong><\/h2>\n<p>que h\u00e1 poucos annos, menos de 20 talvez, soffreu um incendio, se localizava entre duas docas: a que foi extincta com a pra\u00e7a Parob\u00e9 e a que se localizava aos fundos da Intendencia.<\/p>\n<p>A pra\u00e7a do Mercado, hoje 15 de Novembro, era ponto de carros e carretas.<\/p>\n<h2><strong>A Pra\u00e7a da Alfandega<\/strong><\/h2>\n<p>A pra\u00e7a Senador Florencio era muito primitiva.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Ao centro se encontrava o edif\u00edcio da Alfandega, de material \u2013 uma horr\u00edvel construc\u00e7\u00e3o colonial.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Aos domingos \u00e1 noite, quando havia retreta ao p\u00e9 do chafariz, fronteiro ao edif\u00edcio do Club do Commercio de hoje, as fam\u00edlias affluiam para ali, movimentando e animando o mais central dos nossos logradouros p\u00fablicos.<\/p>\n<h2><strong>Eis ahi<\/strong><\/h2>\n<p>em r\u00e1pido esbo\u00e7o o que era Porto Alegre quando surgiu o primeiro numero do \u2018Correio do Povo\u2019.<\/p>\n<p>Basta compulsar as edi\u00e7\u00f5es desta folha daquella \u00e9poca para sentir como ella era o espelho fiel da cidade e da gente ingenua e boa de 1895.<\/p>\n<p>Nestes r\u00e1pidos 35 annos a cidade cresceu, desdobrou-se, avassalou quil\u00f4metros e quil\u00f4metros de terras.<\/p>\n<p>Metamorphoseou-se.<\/p>\n<p>A luz electrica, o automovel, o cal\u00e7amento, os bondes electricos e os edif\u00edcios alterosos, os lindos jardins \u2013 tudo isso transformou a pacata Porto Alegre patriarcal nessa cidade laboriosa, inquieta, moderna, que ahi est\u00e1.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Comparada \u00e1 de 1895, Porto Alegre dos nossos dias \u00e9 uma metr\u00f3pole vertiginosa.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<h2><strong>A trajectoria do \u2018Correio\u2019<\/strong><\/h2>\n<p>foi paralela \u00e1 da cidade. Nestes trinta e cinco annos decorridos, as quatro paginas do \u2018Correio do Povo\u2019, compostas a m\u00e3o e impressas em machina plana movida a vapor, se converteram no grande jornal de hoje, composto em 10 linotypos e impresso num pal\u00e1cio de a\u00e7o que \u00e9 nossa Marinoni.<\/p>\n<p>A cada progresso da cidade corresponde um progresso do \u2018Correio do Povo\u2019.<\/p>\n<p>De resto, filho da cidade, reflectindo todos os seus anseios, todas as necessidades, todas suas amarguras, todas as suas alegrias, outro n\u00e3o podia ser o destino do \u2018Correio do Povo\u2019.<\/p>\n<p>A cidade soube pre[&#8230;] dando-lhe um desenvolvimento igual ao que ella soffreu [em] relativamente curto espa\u00e7o de tempo\u201d.<\/p>\n<p><em>Autoria desconhecida.<\/em><\/p>\n<hr>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Em trinta e cinco annos&#8230;<\/strong><\/h3>\n<p>Porto Alegre, hoje, indiscutivelmente, \u00e9 uma grande cidade. E uma das mais belas do Brasil, pela gra\u00e7a de sua natureza, que sorri em magn\u00edficos panoramas, e pelo esfor\u00e7o humano, na obra de continuo embelezamento.<\/p>\n<p>Uma das maiores satisfa\u00e7\u00f5es de quantos trabalham nesta casa \u2013 e sel-o-ia, principalmente, do seu inolvid\u00e1vel fundados, se vivo f\u00f4sse \u2013 \u00e9 esta verdade simples, meridiana e consoladora: O \u2018Correio do Povo\u2019 vem acompanhando, passo a passo, o ciclo de crescimento urbano. Cresceu com a pr\u00f3pria cidade, expandiu-se na expans\u00e3o dela engrandeceu-se na sua grandeza. N\u00e3o se p\u00f3de dissociar o rytmo de desenvolvimento de Porto Alegre do rythmo que marca, paralelamente, as sucessivas etapas do \u2018Correio do Povo\u2019.<\/p>\n<p>A nossa reportagem, com ilustra\u00e7\u00f5es da \u00e9poca, reproduz aspectos de Porto Alegre no anno em que surgiu esta folha. A fixa\u00e7\u00e3o desses aspectos do passado nunca \u00e9 desinteressante. O passado \u00e9 a sombra da nossa vida, tanto mais alta quando mais os annos vividos, sombra que se alonga com a edade.<\/p>\n<p>Os velhos, aquelles que teem vivido muito, gostar\u00e3o de reavivar na memoria as recorda\u00e7\u00f5es de uma cidade transformada por essa for\u00e7a multiforme, que \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o. As gera\u00e7\u00f5es novas, comparando o passado com o presente, tamb\u00e9m gostar\u00e3o de entir as medidas do progresso de sua cidade. Que era Porto Alegre, quando o \u2018Correio\u2019 surgiu? Os dados que a seguir estampamos satisfar\u00e3o essa curiosidade.<\/p>\n<p>Os recenseamentos federaes de 1890 e 1900 accusaram, respectivamente, as seguintes cifras para a popula\u00e7\u00e3o de Porto Alegre:<\/p>\n<p>Pop. 52.186 \u2013 1890; Pop. 72.274 \u2013 1900. O coeficiente geom\u00e9trico de crescimento da popula\u00e7\u00e3o do decennio foi 3,69%, o que d\u00e1 para a popula\u00e7\u00e3o calculada: em 62.513 habitantes no anno de 1895 e em 64.819, no anno de 1896. Portanto, no anno em que foi lan\u00e7ado o \u2018Correio do Povo\u2019 a nossa capital contava 62.513 habitantes<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>Nesse mesmo anno, atingiu a 9.132 o numero de predios lotados. No anno seguinte, esse numero se elevou a 9.914.<\/p>\n<p>A receita or\u00e7ada para o exerc\u00edcio de 1895, foi de 904:510$000 e a despeza or\u00e7ada em igual quantia.<\/p>\n<p>A receita arrecadada em 1896 foi de 1.186:271$261. A receita arrecadada dos immoveis urbanos foi, em 1895, de&nbsp; 477:854$121, e, em 1896, 507:487$734.<\/p>\n<p>Todos esses algarismos cobram relevo num cotejo de express\u00f5es num\u00e9ricas relativas ao quatro actual da cidade.<\/p>\n<p>Segundo dados colhidos na Directoria de Estatistica, a popula\u00e7\u00e3o da capital deve elevar-se hoje a 280.000 habitantes. Em todo o munic\u00edpio, o numero de pr\u00e9dios lotados se extressa pelo numero de 34.000.<\/p>\n<p>A receita municipal foi or\u00e7ada para 1930 em 32.126:000$000, total que se decomp\u00f5e nas seguintes parcelas: 26.491 contos, correspondentes \u00e1 renda ordin\u00e1ria e 5.635 contos, correspondentes \u00e1 renda extraordin\u00e1ria.<\/p>\n<p>Anteriores ano anno de 1924, n\u00e3o possu\u00edmos elementos estat\u00edsticos relativos ao movimento de construc\u00e7\u00f5es. Mas os dados que reproduzimos d\u00e3o precisa id\u00e9a do prodigioso desenvolvimento de Porto Alegre, em materia de constru\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"217\"><strong>Annos: <\/strong><\/td>\n<td width=\"246\"><strong>Numero de pr\u00e9dios construidos<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"217\">1924<\/td>\n<td width=\"246\">601<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"217\">1925<\/td>\n<td width=\"246\">783<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"217\">1926<\/td>\n<td width=\"246\">1.045<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"217\">1927<\/td>\n<td width=\"246\">1.318<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"217\">1928<\/td>\n<td width=\"246\">1.470<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"217\">1929<\/td>\n<td width=\"246\">1.567<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o inclu\u00edmos aqui, est\u00e1 claro, reconstruc\u00e7\u00f5es, aumentos e construc\u00e7\u00f5es ligeiras\u201d.<\/p>\n<p><em>Autoria desconhecida.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_5457\" aria-describedby=\"caption-attachment-5457\" style=\"width: 621px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_01-10-1930_A-cidade-na-epoca-em-que-surgiu-o-CP-p10_w-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-5457\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_01-10-1930_A-cidade-na-epoca-em-que-surgiu-o-CP-p10_w-621x1024.jpg\" alt=\"Correio do Povo, 01\/10\/1930, p. 10. Hemeroteca do Arquivo Hist\u00f3rico Municipal Moys\u00e9s Vellinho. \" width=\"621\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_01-10-1930_A-cidade-na-epoca-em-que-surgiu-o-CP-p10_w-621x1024.jpg 621w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_01-10-1930_A-cidade-na-epoca-em-que-surgiu-o-CP-p10_w-182x300.jpg 182w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_01-10-1930_A-cidade-na-epoca-em-que-surgiu-o-CP-p10_w-768x1266.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_01-10-1930_A-cidade-na-epoca-em-que-surgiu-o-CP-p10_w-932x1536.jpg 932w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_01-10-1930_A-cidade-na-epoca-em-que-surgiu-o-CP-p10_w-1243x2048.jpg 1243w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_01-10-1930_A-cidade-na-epoca-em-que-surgiu-o-CP-p10_w-6x10.jpg 6w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_01-10-1930_A-cidade-na-epoca-em-que-surgiu-o-CP-p10_w-432x712.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_01-10-1930_A-cidade-na-epoca-em-que-surgiu-o-CP-p10_w-396x653.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_01-10-1930_A-cidade-na-epoca-em-que-surgiu-o-CP-p10_w-1120x1846.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_01-10-1930_A-cidade-na-epoca-em-que-surgiu-o-CP-p10_w-660x1088.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_01-10-1930_A-cidade-na-epoca-em-que-surgiu-o-CP-p10_w-134x220.jpg 134w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_01-10-1930_A-cidade-na-epoca-em-que-surgiu-o-CP-p10_w-scaled.jpg 1554w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5457\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;A cidade \u00e1 \u00e9poca em que surgiu o Correio do Povo&#8221;. <em>Correio do Povo<\/em>, 01\/10\/1930, p. 10. Hemeroteca do Arquivo Hist\u00f3rico Municipal Moys\u00e9s Vellinho.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h3>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <em>Correio do Povo<\/em>, 01\/10\/1930, p. 10. Hemeroteca do Arquivo Hist\u00f3rico Municipal Moys\u00e9s Vellinho. A grafia original foi mantida.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Esp\u00e9cie de g\u00e1rgula met\u00e1lica para escoamento das \u00e1guas da chuva do telhado, caracter\u00edstica das constru\u00e7\u00f5es do s\u00e9culo XIX no Brasil.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Provavelmente o <em>Cine-Theatro Apollo<\/em>, constru\u00eddo em 1914 na avenida Independ\u00eancia junto \u00e0 Pra\u00e7a Dom Feliciano, em frente \u00e0 Santa Casa de Miseric\u00f3rdia.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Em 2021, a popula\u00e7\u00e3o estimada de Porto Alegre \u00e9 de 1.492.530 habitantes segundo o IBGE: https:\/\/www.ibge.gov.br\/cidades-e-estados\/rs\/porto-alegre.html<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celebrar a cidade e sua hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 exclusividade dos nossos tempos! H\u00e1 quase&nbsp; cem anos, o jornal Correio do Povo aproveitava a ocasi\u00e3o de seu pr\u00f3prio anivers\u00e1rio para relembrar como era a Porto Alegre de 1895. Lembrando a cidade como colonial portuguesa, a mat\u00e9ria traz fotografias do final do s\u00e9culo XIX e celebra a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5458,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[349,9],"tags":[35,467,48,306],"class_list":["post-5456","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidade","category-permanencias","tag-correiodopovo","tag-desenvolvimentourbano","tag-imprensa","tag-memoria","entry-image--portrait"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5456","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5456"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5456\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5462,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5456\/revisions\/5462"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5458"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}