{"id":5444,"date":"2022-09-15T13:47:53","date_gmt":"2022-09-15T16:47:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/?p=5444"},"modified":"2022-09-15T13:47:53","modified_gmt":"2022-09-15T16:47:53","slug":"sem-ar-e-sem-luz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/sem-ar-e-sem-luz\/","title":{"rendered":"&#8220;Sem ar e sem luz!&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Mais uma vez o assunto dos por\u00f5es alugados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o pobre surge na imprensa de Porto Alegre, e com raz\u00e3o. Com a escassez de moradias, muitas delas demolidas na onda de aberturas de avenidas modernas, morar no centro da cidade n\u00e3o era apenas prec\u00e1rio como tamb\u00e9m caro.<\/p>\n<p>Heran\u00e7a da arquitetura do s\u00e9culo XIX, que procurava construir edifica\u00e7\u00f5es elevadas relativamente ao solo, os por\u00f5es tamb\u00e9m eram uma boa solu\u00e7\u00e3o para adaptar as constru\u00e7\u00f5es ao relevo acidentado da regi\u00e3o central da cidade, compensando desn\u00edveis nos lotes. Esse detalhe pode ser observado em algumas das fotografias da reportagem.<\/p>\n<p>Esta reportagem do <em>Estado do Rio Grande<\/em> detalha as condi\u00e7\u00f5es de habita\u00e7\u00e3o de alguns destes por\u00f5es, alguns com entradas ex\u00edguas, e quase todos com p\u00e9ssima ilumina\u00e7\u00e3o e ventila\u00e7\u00e3o. Ora, em pleno movimento de sanear a cidade, transformando-a de cidade colonial em cidade moderna, a insalubridade das habita\u00e7\u00f5es era assunto das autoridades p\u00fablicas.<\/p>\n<h2><strong>\u201cUm problema de grande interesse a resolver<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/strong><\/h2>\n<h3><strong>Os por\u00f5es existentes em quasi todas as ruas da cidade, s\u00e3o alugados \u00e1s classes pobres por pre\u00e7os exorbitantes<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>Infectos e h\u00famidos, onde a luz do dia n\u00e3o penetra, constituem elles um gr\u00e1ve perigo para a sa\u00fade de seus moradores<\/strong><\/h3>\n<p>Em mat\u00e9ria de hygiene muito temos ainda por fazer em Porto Alegre.<\/p>\n<p>N\u00e3o queremos com isso ferir a Directoria de Hygiene, que, de dia para dia, vem se esfor\u00e7ando em pr\u00f3l da sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>Esse departamento, \u00e0 frente do qual se encontra o professor Freitas e Castro, procura, cada vez mais, resolver o problema de saneamento desta capital, problema esse que viveu no mais completo abandono durante trinta annos.<\/p>\n<p>Entretanto, como tem dito, por diversas vezes, a imprensa, a Directoria de Hygiene, por falta de pessoal para fazer face \u00e0s exig\u00eancias do servi\u00e7o, o que, naturalmente, acarreta grandes transtornos.<\/p>\n<p>Explica-se, desse modo, o retardamento de certos problemas de urg\u00eancia a resolver por esse importante departamento do Estado.<\/p>\n<p>A imprensa porto-alegrense vem prestando inestim\u00e1veis servi\u00e7os \u00e0 Directoria de Hygiene, na sua merit\u00f3ria obra de zelar pela sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<p>O \u2018Estado do Rio Grande\u2019 ocupa-se, hoje, de uma quest\u00e3o que est\u00e1 a exigir uma provid\u00eancia imediata. Trata-se dos por\u00f5es existentes em quasi toas as ruas da cidade, e transformados em habita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Dado o seu elevado n\u00famero, n\u00e3o nos foi poss\u00edvel visitar a todas essas habita\u00e7\u00f5es. Da inspec\u00e7\u00e3o que fizemos, a alguns delles, conseguimos os informes abaixo, que, naturalmente, v\u00e3o merecer a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico accostumado a v\u00ea-los exteriormente.<\/p>\n<h3><strong>O por\u00e3o de Jo\u00e3o Maria<\/strong><\/h3>\n<p>\u00c0 rua General Jo\u00e3o Manoel n. 405, a poucos passos da Duque de Caxias, est\u00e1 situado o por\u00e3o do preto Jo\u00e3o Maria, no pr\u00e9dio n. 405.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Maria, um modesto oper\u00e1rio, habita esse local h\u00e1 muito tempo, com sua mulher e tres filhinhos.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Contou-nos a pobre mulher que, n\u00e3o podendo morar distante do centro, viram-se obrigados a ali residir, sujeitando-se a pagar 55$000 de aluguel por m\u00eas.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Com a licen\u00e7a de sua inquilina, penetr\u00e1mos nesse por\u00e3o, que mais se assemelhava a um subterr\u00e2neo. Ficamos assombaros pelo que acab\u00e1vamos de observar.<\/p>\n<p>A escurid\u00e3o \u00e9 ali profunda, n\u00e3o se enxergando um palmo adeante dos olhos. N\u00e3o chega a ter em alguns logares a altura de um homem. O tecto que vem a ser o assoalho da casa de cima, \u00e9 atravessado por grossas vigas de madeira, cobertas de teias de aranha.<\/p>\n<p>O ar, nesse cub\u00edculo, \u00e9 irrespir\u00e1vel e chega a causar n\u00e1useas. O ch\u00e3o \u00e9 de terra, passando por elle uma extensa calha para o escoamento das aguas servidas.<\/p>\n<p>\u00c9 uma deshumanidade cobrar-se 55$000 por esse infecto por\u00e3o, que \u00e9 destinado s\u00f3mente ao dep\u00f3sito de m\u00f3veis velhos ou lenha.<\/p>\n<p>Dali nos retiramos penalizados da triste situa\u00e7\u00e3o dessa pobre gente, principalmente das tr\u00eas creancinhas, com essa habita\u00e7\u00e3o anti-hygienica.<\/p>\n<p>Por\u00f5es como esses, talvez em peores condi\u00e7\u00f5es, se encontram em Porto Alegre e por bom pre\u00e7o, quando nem de gra\u00e7a deveriam consentir que fossem elles alugados.<\/p>\n<h3><strong>O mercadinho de Jos\u00e9 Rodrigues<\/strong><\/h3>\n<p>N\u00e3o \u00e9 dos peores o por\u00e3o onde est\u00e1 situado o mercadinho de Jos\u00e9 Rodrigues, \u00e0 rua General Portinho nr. 396 e 394, esquina da Duque de Caxias, fazendo frente para a pra\u00e7a General Os\u00f3rio.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 em determinados pontos de pouca altura e sem condi\u00e7\u00f5es de hygiene.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Rodrigues, que \u00e9 de nacionalidade espanhola, est\u00e1 mais do que habituado a residir em sua \u2018casa-por\u00e3o\u2019. Parece at\u00e9 que n\u00e3o deseja troc\u00e1-la por outra moradia confort\u00e1vel.<\/p>\n<p>Pud\u00e9ra, n\u00e3o, pois ali reside, com sua esposa, h\u00e1 mais de 18 annos.<\/p>\n<p>Foi nesse local que se tornou conhecido da vizinhan\u00e7a, e ali ganha a sua vida vendendo frutas.<\/p>\n<p>O por\u00e3o em quest\u00e3o possue quatro portas, todas fazendo frente para a rua General Portinho. Na rua Duque de Caxias existe somente uma abertura na parede, em forma de circunfer\u00eancia, e que serve para renovar o ar.<\/p>\n<p>As duas primeiras portas s\u00e3o destinadas ao compartimento para a venda de frutas e as duas ultimas para um deposito de carv\u00e3o.<\/p>\n<p>Informou-nos Jos\u00e9 Rodrigues pagar por essa habita\u00e7\u00e3o sem conforto e nociva \u00e0 sa\u00fade 100$000 mensaes.<\/p>\n<h3><strong>Noventa mil reis por um subterr\u00e2neo<\/strong><\/h3>\n<p>Um dos peores por\u00f5es que encontr\u00e1mos, em nossa visita, \u00e9 o que est\u00e1 situado \u00e0 rua General Bento Martins, a poucos passos da Duque de Caxias.<\/p>\n<p>Est\u00e1 situado qu\u00e1si dois metros abaixo do n\u00edvel da rua, e para nelle penetrar \u00e9 necess\u00e1rio descer uma escada de v\u00e1rios degr\u00e1os.<\/p>\n<p>Esse compartimento \u00e9 todo revestido de cimento, n\u00e3o possuindo fundos.<\/p>\n<p>Na parte da frente, seu inquilino, Antonio Gomes da Silva, instalou um mercadinho, que denominou \u2018S\u00e3o Jorge\u2019.<\/p>\n<p>Na parte dos fundos desse subterr\u00e2neo reside elle com sua mulher e tr\u00eas filhinhos, al\u00e9m de outras pessoas.<\/p>\n<p>Esse por\u00e3o \u00e9 h\u00famido. Das paredes cae agua, sendo o ar viciado. N\u00e3o podemos compreender como as tres crean\u00e7as resistem \u00e0 humidade, principalmente na esta\u00e7\u00e3o que atravessamos.<\/p>\n<p>O aspecto desses pequenos entes \u00e9 doentio, devido naturalmente ao logar que lhes serve de abrigo.<\/p>\n<p>O propriet\u00e1rio do pr\u00e9dio todo, al\u00e9m de auferir bons lucros nos demais andares, alugou o subterr\u00e2neo pela import\u00e2ncia de 90$000 por m\u00eas.<\/p>\n<blockquote><p><strong>E as classes pobres, n\u00e3o tendo outros recursos, v\u00eam-se na conting\u00eancia de procurar os infectos por\u00f5es, que lhes arru\u00ednam a sa\u00fade, para nelles residir.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Allegam alguns donos de pr\u00e9dios verem-se obrigados a assim proceder para aliviarem dos pesados impostos de que est\u00e3o sobrecarregados pela municipalidade.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Por isso, s\u00e3o obrigados a transformar seus por\u00f5es em habita\u00e7\u00f5es collectivas.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<h3><strong>SEM AR E SEM LUZ!<\/strong><\/h3>\n<p>Na mesma rua, a dois passos da Coronel Fernando Machado, na casa n. 527, existe um por\u00e3o cuja entrada n\u00e3o tem mais do que um metro de altura.<\/p>\n<p>Esse immundo cub\u00edculo foi dividido em diversos compartimentos, nelle residindo duas fam\u00edlias, compostas de seis pessoas.<\/p>\n<p>O por\u00e3o em quest\u00e3o \u00e9 completamente escuro. O ch\u00e3o \u00e9 cimentado e as paredes n\u00e3o tem reboco.<\/p>\n<p>Nos fundos, onde a luz do dia n\u00e3o penetra, foi elle alugado por 30$000 mensaes.<\/p>\n<p>A parte da frente, que em immundicie nada fica a dever \u00e0 dos fundos, \u00e9 alugada a raz\u00e3o de 50$000 por m\u00eas.<\/p>\n<p>Ottilia de tal \u00e9 a propriet\u00e1ria do tal por\u00e3o, que se nos afigurou o mais anti-hygienico.<\/p>\n<p>Saimos dali horrorizados, a pensar que em Porto Alegre existem muitos dessa natureza e em peores condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>E \u00e9 de espantar que a maioria desses cub\u00edculos esteja situada no cora\u00e7\u00e3o da cidade.<\/p>\n<h3><strong>Opportunas declara\u00e7\u00f5es do professor Freitas e Castro<\/strong><\/h3>\n<p>Em face do que nos foi dado observar sobre esses horrorosos por\u00f5es, dirigimo-nos \u00e0 Directoria de Hygiene, para ouvir, a respeito, a opini\u00e3o do professor Fernando Freitas e Castro.<\/p>\n<p>Sempre atencioso para com as pessoas que o v\u00e3o procurar, e principalmente para com os representantes da imprensa, o illustre hygienista assim se expressou sobre essas habita\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>\u2018Temo uma infinidade de problemas de hygiene e de sa\u00fade p\u00fablica a resolver. O problema dos por\u00f5es transformados em habita\u00e7\u00f5es \u00e9 um delles.<\/p>\n<p>Tive j\u00e1 o cuidado de visitar um grande n\u00famero delles e, nestas visitas, observei os mais clamorosos attentados \u00e0 hygiene e a sa\u00fade publica.<\/p>\n<p>Os chamados por\u00f5es habit\u00e1veis est\u00e3o reclamando uma provid\u00eancia en\u00e9rgica.<\/p>\n<blockquote><p><strong>H\u00e1, alugados, em qu\u00e1si todas as ruas de Porto Alegre, por\u00f5es s\u00f3rdidos, imundos, onde o ar \u00e9 escasso e a ventila\u00e7\u00e3o deficient\u00edssima, e onde a luz do dia n\u00e3o penetra. <\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Conhe\u00e7o um, no Navegantes, onde os habitantes n\u00e3o s\u00e3o capazes de dizer quando \u00e9 dia. A luz do s\u00f3l nelle nunca penetra.<\/p>\n<p>O nosso c\u00f3digo de construc\u00e7\u00e3o precisa ser reformado, e sei que a Directoria de Obras da Municipalidade est\u00e1 trabalhando nesse sentido.<\/p>\n<p>O actual c\u00f3digo permite a construc\u00e7\u00e3o de por\u00f5es de qualquer altura, reservando para serem habitados os que tiverem no m\u00ednimo um p\u00e9 direito de dois metros e vinte cent\u00edmetros.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 muito vago e d\u00e1 margem ao abuso que est\u00e1 sendo observado, pois h\u00e1 muitos meios de burlar a vigil\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Conhe\u00e7o por\u00f5es com menos de dois metros e vinte cent\u00edmetros que est\u00e3o alugados, por\u00e9m os propriet\u00e1rios n\u00e3o d\u00e3o recibos aos inquilinos, para evitar qualquer prova, e fazem com que permane\u00e7am fechados, para n\u00e3o despertar a atten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para uma fiscaliza\u00e7\u00e3o eficiente, precisaria um numero de fiscais que ainda n\u00e3o temos, e \u00e9 por isso que a Directoria de Hygiene ainda n\u00e3o iniciou o servi\u00e7o de policia sanit\u00e1ria dos pr\u00e9dios occupados.<\/p>\n<p>Ao nosso c\u00f3digo \u00e9 necess\u00e1rio que o por\u00e3o inhabit\u00e1vel n\u00e3o tenha mais do que um metro e meio de altura, e que da\u00ed para cima s\u00f3 seja permitido com mais dois metros e meio.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o p\u00e9 direito que interessa \u00e0 autoridade sanit\u00e1ria. Esse, com as dimens\u00f5es da \u00e1rea, assegura apenas um certo volume de ar. \u00c9 necess\u00e1ria, por\u00e9m a renova\u00e7\u00e3o desse ar e isso somente se consegue com uma ventila\u00e7\u00e3o efficiente.<\/p>\n<blockquote><p><strong>A grande maioria dos por\u00f5es, em Porto Alegre, possue p\u00e9ssima ventila\u00e7\u00e3o, mesmo os que t\u00eam p\u00e9 direito suficiente para serem classificados como habit\u00e1veis.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Com cubagem de ar insuficiente, ventila\u00e7\u00e3o defeituosa, m\u00e1 ilumina\u00e7\u00e3o e h\u00famido o por\u00e3o \u00e9 alugado, com preju\u00edzo dos ocupantes.<\/p>\n<p>Assim \u00e9 imposs\u00edvel a luta contra a tuberculose e outras mol\u00e9stias, sobre as quaes exercem grande influ\u00eancia as condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n<p>Entre n\u00f3s muito h\u00e1 ainda a fazer, em mat\u00e9ria de hygiene e sa\u00fade p\u00fablica, e o que temos conseguido com o valioso auxilio, sobretudo, da imprensa, encarado em confronto com o que est\u00e1 por fazer, \u00e9 uma diminuta parcela.<\/p>\n<p>N\u00e3o falta estimulo entre os que trabalham na reparti\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria do Estado, e nem o desejo forte de levar avante a merit\u00f3ria obra de defesa da sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entretanto, as dificuldades creadas pelo momento que atravessamos s\u00e3o tantas e de tal ordem que o pouco que se consegue \u00e9 sempre com grandes sacrif\u00edcios\u2019.<\/p>\n<p>Foram essas as declara\u00e7\u00f5es que nos prestou o o professor Freitas de Castro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 presente reportagem\u201d.<\/p>\n<p><em>Autoria desconhecida.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_5445\" aria-describedby=\"caption-attachment-5445\" style=\"width: 1779px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BNDigital_Estado-do-RGS_Ed00250_14-08-1930-p06-Um-problema-de-grande-interesse-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-5445\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BNDigital_Estado-do-RGS_Ed00250_14-08-1930-p06-Um-problema-de-grande-interesse-scaled.jpg\" alt=\"&quot;Um problema de grande interesse a resolver&quot;. Estado do Rio Grande, Ed00250, 14\/08\/1930, p. 06-7. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.\" width=\"1779\" height=\"2560\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BNDigital_Estado-do-RGS_Ed00250_14-08-1930-p06-Um-problema-de-grande-interesse-scaled.jpg 1779w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BNDigital_Estado-do-RGS_Ed00250_14-08-1930-p06-Um-problema-de-grande-interesse-208x300.jpg 208w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BNDigital_Estado-do-RGS_Ed00250_14-08-1930-p06-Um-problema-de-grande-interesse-712x1024.jpg 712w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BNDigital_Estado-do-RGS_Ed00250_14-08-1930-p06-Um-problema-de-grande-interesse-768x1105.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BNDigital_Estado-do-RGS_Ed00250_14-08-1930-p06-Um-problema-de-grande-interesse-1067x1536.jpg 1067w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BNDigital_Estado-do-RGS_Ed00250_14-08-1930-p06-Um-problema-de-grande-interesse-1423x2048.jpg 1423w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BNDigital_Estado-do-RGS_Ed00250_14-08-1930-p06-Um-problema-de-grande-interesse-7x10.jpg 7w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BNDigital_Estado-do-RGS_Ed00250_14-08-1930-p06-Um-problema-de-grande-interesse-432x622.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BNDigital_Estado-do-RGS_Ed00250_14-08-1930-p06-Um-problema-de-grande-interesse-396x570.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BNDigital_Estado-do-RGS_Ed00250_14-08-1930-p06-Um-problema-de-grande-interesse-1120x1612.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BNDigital_Estado-do-RGS_Ed00250_14-08-1930-p06-Um-problema-de-grande-interesse-660x950.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/BNDigital_Estado-do-RGS_Ed00250_14-08-1930-p06-Um-problema-de-grande-interesse-153x220.jpg 153w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5445\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Um problema de grande interesse a resolver&#8221;. Estado do Rio Grande, Ed00250, 14\/08\/1930, p. 06-7. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h3>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <em>Estado do Rio Grande<\/em>, Ed00250, 14\/08\/1930, p. 06-7. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. A grafia original foi mantida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mais uma vez o assunto dos por\u00f5es alugados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o pobre surge na imprensa de Porto Alegre, e com raz\u00e3o. Com a escassez de moradias, muitas delas demolidas na onda de aberturas de avenidas modernas, morar no centro da cidade n\u00e3o era apenas prec\u00e1rio como tamb\u00e9m caro. 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