{"id":5393,"date":"2022-03-24T10:50:25","date_gmt":"2022-03-24T13:50:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/?p=5393"},"modified":"2022-03-24T10:50:25","modified_gmt":"2022-03-24T13:50:25","slug":"a-cidade-precisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/a-cidade-precisa\/","title":{"rendered":"&#8220;A cidade precisa&#8230;&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Como \u00e9 sabido, entre os anos 1920 e 1940 Porto Alegre se modernizava a passos largos. A cidade se remodelava em resposta aos problemas surgidos da concentra\u00e7\u00e3o de pessoas no que hoje \u00e9 conhecido como centro hist\u00f3rico, e que n\u00e3o contava com uma infraestrutura bem estabelecida de esgotos, ilumina\u00e7\u00e3o, adu\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e recolhimento de lixo. Tanto esses problemas quanto as grandes obras urbanas em resposta a eles despertavam o interesse da imprensa e popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, o <em>Correio do Povo<\/em> entrevistava um engenheiro afim de esclarecer seus leitores sobre a recente ci\u00eancia do urbanismo, com seus conceitos e pr\u00e9-conceitos. Se at\u00e9 hoje, como destaca o entrevistado, se mant\u00e9m a evid\u00eancia do urbanismo como campo de conhecimento multidisciplinar, &nbsp;por outro lado n\u00e3o se considera mais a cidade como um organismo vivo cujos \u201ctrechos apodrecidos\u201d devem ser extirpados como em uma cirurgia. Contudo, era uma id\u00e9ia corrente \u00e0 \u00e9poca. Tamb\u00e9m se nota a divis\u00e3o entre engenharia e arquitetura, com esta \u00faltima sendo considerada apenas uma contribui\u00e7\u00e3o est\u00e9tica \u00e0s determina\u00e7\u00f5es rigorosamente t\u00e9cnicas da primeira.<\/p>\n<p>Mesmo com alguns conceitos ultrapassados, \u00e9 importante ressaltar o que o engenheiro diz, e que d\u00e1 o car\u00e1ter cient\u00edfico ao urbanismo: a preocupa\u00e7\u00e3o em basear pol\u00edticas p\u00fablicas n\u00e3o s\u00f3 em conceitos pr\u00f3prios da \u00e1rea, mas tamb\u00e9m em levantamentos cadastrais e estat\u00edsticos. Por fim, o entrevistado apresenta a id\u00e9ia de elaborar um plano que coordene n\u00e3o apenas os melhoramentos da cidade na presente administra\u00e7\u00e3o, mas nas futuras tamb\u00e9m: eis a\u00ed o embri\u00e3o do conceito de <em>plano diretor<\/em>.<\/p>\n<h1><strong>\u201cA cidade precisa&#8230;<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/strong><\/h1>\n<h3><strong>Prosseguindo na sua reportagem em torno das mais immediatas necessidades da nossa capital, o \u2018Correio do Povo\u2019 abriu um inqu\u00e9rito entre os engenheiros, os quaes se veem mostrando interessados em contribuir para a solu\u00e7\u00e3o dos nossos problemas urgentes<\/strong><\/h3>\n<p><strong>O que, em palestra, nos disse o dr. Miranda Netto, que revela um conhecimento panor\u00e2mico dos assumptos urbanos, que s\u00e3o fixados com clareza<\/strong><\/p>\n<p>Prosseguindo na sua interessante reportagem em torno das necessidades mais immediatas da Cidade, o \u2018Correio do Povo\u2019 ouviu, hontem, o engenheiro Miranda Netto, que fez uma serie de curiosas e oportunas considera\u00e7\u00f5es em torno do assumpto.<\/p>\n<p>Da palestra que mantivemos com o dr. Miranda Netto, que allia aos seus conhecimentos technicos uma variada cultura liter\u00e1ria e art\u00edstica, vamos dar, a seguir, um resumo, conservando, o mais fielmente poss\u00edvel, n\u00e3o apenas o seu pensamento, como a f\u00f3rma por que se exprimiu.<\/p>\n<p>\u00c1s nossas primeiras perguntas, o nosso interlocutor foi falando.<\/p>\n<p>N\u00e3o nos foi preciso, mesmo indicar os assumptos a abordar. Elle o ia fazendo.<\/p>\n<h3><strong>Um pouco de historia<\/strong><\/h3>\n<p>&#8211; A urbaniza\u00e7\u00e3o de Porto Alegre, come\u00e7ou o dr. Miranda Netto, \u00e9 um problema sobremodo complexo. Como ali\u00e1s todo o problema de melhoramento e expans\u00e3o de uma idade desenvolvida mesmo desde a funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Todos os planos de coordena\u00e7\u00e3o urbana em nossa capital, por falta de verbas ou descaso, at\u00e9 1924 n\u00e3o passaram de id\u00e9as. A n\u00e3o ser um t\u00edmido ensaio de projecto em 1916<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> (J. M. Maciel).<\/p>\n<blockquote><p><strong>A administra\u00e7\u00e3o Octavio Rocha iniciou a cirurgia urbana. Radicalmente. Rasgou o casario de alto a baixo, extirpou-lhe os trechos apodrecidos, come\u00e7ou enfim o movimento de remodela\u00e7\u00e3o que hoje agita a cidade.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Porto Alegre tem v\u00edcios graves. E qualidades soberbas. A correc\u00e7\u00e3o daqueles e o aproveitamento destas, depende apenas da supervis\u00e3o indispens\u00e1vel. De um plano harm\u00f4nico abrangendo o conjunto.<\/p>\n<p>Esta necessidade de um \u2018dossier urbano\u2019 completo, minucioso, antes de qualquer tentativa \u00e9 repisada por todos os autores. Eu gostaria de repetir-lhe o que disse Marcel Po\u00e9te, ao abrir os cursos de 1928 no \u2018Institut d\u2019Urbanisme\u2019, de Paris.<\/p>\n<p>Affirma na lic\u00e7\u00e3o inaugural que n\u00e3o se p\u00f3de entregar o futuro do urbanismo \u00e1 arte do desenhador de planos. Seria deixar o destino das cidades sob o dom\u00ednio de meros conceitos lineares. Teriamos aqui o \u2018civic centre\u2019, ali o \u2018park-system\u2019, numa rigidez de \u2018zoning\u2019. Ora isto \u00e9 absolutamente errado. E depois de examinar friamente a quest\u00e3o afirma. \u2018A reconstitui\u00e7\u00e3o de uma cidade sem um programma de trabalhos especial, technicamente perfeito, \u00e9 um crime\u2019.<\/p>\n<p>Para que veja o que representa o urbanismo moderno vou indicar sumariamente o que constitue essa arte-sciencia.<\/p>\n<h3><strong>Urbanismo<\/strong><\/h3>\n<p>&#8211; Todo o mundo se julga urbanista. A sciencia \u00e9 nova. E de moda. Made in France. Agache, Redont &amp; Cia.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 preciso que se saiba que a technica do engenheiro civil, do architecto, do paysagista s\u00e3o insuficientes, tomadas em separado. Juntas ainda precisar\u00e3o pedir o auxilio do economista, do historiador e do hygienista para a solu\u00e7\u00e3o integral do problema. Este n\u00e3o admite meio termo: ou \u00e9 resolvido seriamente, constituindo um dos mais dif\u00edceis casos da technica, melhor da polytechnica moderna, ou n\u00e3o passar\u00e1 de uma insufficiencia, de uma ridicularia e \u00e1s vezes de um crime contra a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>Tendencias<\/strong><\/h3>\n<p>&#8211; H\u00e1 no moderno urbanismo duas escolas, direi com mais acerto duas tend\u00eancias, opostas e igualmente externadas.<\/p>\n<p>&#8230; \u2018O romantismo\u2019, cuja express\u00e3o mais lidima \u00e9 Camillo Sitte, o vienense, (Der St\u00e4dtebau nach seinen K\u00fcnstlerische Grunds\u00e4tzen, 1909) e que tirou as suas raz\u00f5es do pitoresco das cidades antigas e medievas e o \u2018racionalismo\u2019, cujo precursos foi Hippodamos de Mileto, tr\u00eas s\u00e9culos antes de Christo interpretado hoje violente a enthusiasticamente por Le Corbusier (\u2018Urbanisme\u2019, 1924).<\/p>\n<p>A maioria dos urbanistas modernos est\u00e1 em um ponto de vista intermedi\u00e1rio. (Ford, Raymundo, Po\u00e9te, Parker, Pfeifer, Fischer, Stubben, Unwin, etc). As teorias de Camillo Sitte, demonstradas no \u2018St\u00e4dtebau\u2019 com o exemplo de cidades pequenas ou antigas n\u00e3o podem ser aplicadas ao \u2018centro urbano\u2019 de uma grande cidade.<\/p>\n<p>Uma vez ahi o problema s\u00f3 pode ser guiado por dous factores: Transporte e saneamento. Uma vez tra\u00e7adas as normas r\u00edgidas, dentro das coordenadas que delles resultam \u00e9 que o problema esthetico se apresenta.<\/p>\n<p>Na engenharia moderna a forma \u00e9 uma func\u00e7\u00e3o de fim.<\/p>\n<p>Repugna, talvez, a alguns architectos urbanistas aceitar essa pratica, corrente para o engenheiro. E querem ficar no ponto de vista tradicional.<\/p>\n<p>No entanto n\u00e3o discutem quando se lhes afirma que quem dicta as formas de uma grande estrutura em concreto armado s\u00e3o as leis da resist\u00eancia&#8230;<\/p>\n<p>E que a esthetica de um arranha c\u00e9us \u00e9 func\u00e7\u00e3o das curvas dos momentos. \u00c9 preciso generalizar o problema urbano. A cidade \u00e9 um organismo \u00fanico. E o problema urbano um problema altamente technico.<\/p>\n<h3><strong>Coopera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/h3>\n<p>A remodela\u00e7\u00e3o de uma cidade n\u00e3o p\u00f3de ser effectuada por um \u00fanico \u00f3rg\u00e3o administrativo. S\u00f3 p\u00f3de nascer da coopera\u00e7\u00e3o intima, harm\u00f4nica, dos poderes municipaes e estadoaes e, mais ainda, do povo.<\/p>\n<p>O urbanismo \u00e9 para o povo. Quem lucra com elle \u00e9 o povo. Quando se trata, no entanto, de uma desapropria\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria e intransfer\u00edvel a grita dos propriet\u00e1rios \u00e9 geral. Chega o per\u00edodo das especula\u00e7\u00f5es. S\u00f3 algum tempo mais tarde, com a valorisa\u00e7\u00e3o, \u00e9 que o possuidor dos immoveis reconhece o seu erro. Aproveitemos da lic\u00e7\u00e3o do passado e tentemos instruir o povo em mat\u00e9ria urbana. Aos senhores, jornalistas, \u00e9 que cabe a parte mais nobre desta miss\u00e3o. Na America do Norte as quest\u00f5es urbanas s\u00e3o resolvidas geralmente por associa\u00e7\u00f5es privadas.<\/p>\n<p>E estas tem como for\u00e7a principal a imprensa. Temos aqui um exemplo no bello movimento do Rotary-Club a respeito da execu\u00e7\u00e3o do plano Agache (Parque da Redemp\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<h3><strong>O \u2018dossier\u2019 urbano<\/strong><\/h3>\n<p>\u00c9 func\u00e7\u00e3o da municipalidade, porem, a organiza\u00e7\u00e3o de um \u2018dossier urbano\u2019, completo com dados geol\u00f3gicos, hydrologicos, topogr\u00e1ficos, climat\u00e9ricos econ\u00f4micos e sociaes. Al\u00e9m de um estudo sobre a localiza\u00e7\u00e3o da cidade com rela\u00e7\u00e3o ao plano do Rio Grande do Sul. Porque as estradas e as vias naveg\u00e1veis tra\u00e7am sobre o mappa o que os americanos chamam o \u2018state-planning\u2019.<\/p>\n<p>E dessa posi\u00e7\u00e3o relativa p\u00f3de-se prever muita cousa \u00fatil para o estudo em apre\u00e7o.<\/p>\n<p>A arma do urbanista \u00e9 a estat\u00edstica. As suas curvas esclarecem as complexidades e interpretam os factores evolutivos de uma cidade. Os \u2018services d\u2019extension\u2019 de Paris, tem um aparelhamento not\u00e1vel de estat\u00edstica. Um exemplo interessante \u00e9 a curva de accrescimo da popula\u00e7\u00e3o organizada por M. Bonnefond com a reuni\u00e3o das curvas de diversos centros de Paris. A curva, que reproduzimos, \u00e9 a composta do I\u00ba, X\u00ba, XV\u00ba districtos e de St. Denis.<\/p>\n<p>Os gr\u00e1ficos relativos \u00e1 circula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o indispens\u00e1veis.<\/p>\n<p>Para a solu\u00e7\u00e3o dos diversos problemas que nascem da observa\u00e7\u00e3o das estatisticas \u00e9 necess\u00e1rio o cadastro da cidade.<\/p>\n<p>Nenhum urbanista pode trabalhar seriamente sem um cadastro completo, sem o \u2018dossier\u2019 urbano nas m\u00e3os. Neste ponto n\u00e3o h\u00e1 duas opini\u00f5es.<\/p>\n<p>A n\u00e3o ser que se considere o urbanismo como a arte de tornar attrahentes e pitorescos alguns pontos esquecendo o seu papel de transformador racional do organismo da cidade.<\/p>\n<h3><strong>Os problemas<\/strong><\/h3>\n<p>&#8211; Eu creio que no decorrer de uma palestra r\u00e1pida n\u00e3o se podem sequer enumerar os problemas urbanos de Porto Alegre.<\/p>\n<p>Uma s\u00f3 administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode resolvel-os todos. Seria um idealismo pueril ou uma exig\u00eancia descabida tal pensamento.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Entretanto o administrador que tratasse de p\u00f4-los todos em foco, organizando um plano systematico a ser seguido pelos vindouros faria obra de benem\u00e9rito.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Os problemas de nossa cidade s\u00e3o de quatro especie [<em>sic<\/em>].<\/p>\n<p>Hygienicos, de via\u00e7\u00e3o, sociaes e estheticos.<\/p>\n<p>Na primeira especie est\u00e1 compreendido o saneamento de S\u00e3o Jo\u00e3o e Navegantes, bairros baixos e inund\u00e1veis, problema de solu\u00e7\u00e3o dif\u00edcil e que talvez d\u00ea origem \u00e1 constru\u00e7\u00e3o de um caes de saneamento. Exgottos da cidade, cuja rede \u00e9 ridiculamente pequena para a popula\u00e7\u00e3o extendida que temos, caes de passeios na bel\u00edssima praia que vae da cadeia ao Crystal, com a Avenida circular resultante de sua construc\u00e7\u00e3o, canaliza\u00e7\u00e3o do Riacho, crea\u00e7\u00e3o de parques e jardins como \u2018pulm\u00f5es da cidade\u2019, etc.<\/p>\n<p>Na segunda as avenidas, os alargamentos de ruas e o estudo de um plano de via\u00e7\u00e3o pra a cidade.<\/p>\n<p>\u00c9 de necessidade determinar a comunica\u00e7\u00e3o r\u00e1pida entre o centro de neg\u00f3cios (commercio, administra\u00e7\u00e3o, governo) e todos os bairros. As ruas naturalmente indicadas para esses caminhos directos de centro a bairros s\u00e3o Vol. da Patria, a futura Avenida Farrapos, Julio de Castilhos, Avenida S. Raphael<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>, Christovam Colombo, Independencia, Bomfim, Redemp\u00e7\u00e3o \u2013 Azenha \u2013 Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, 13 de Maio e a futura Avenida circular, \u00e1 beira-rio.<\/p>\n<p>Isto systematicamente; como communica\u00e7\u00e3o radial, formando quasi um systema em leque.<\/p>\n<blockquote><p><strong>A Avenida Borges de Medeiros \u00e9 uma avenida de liga\u00e7\u00e3o entre os raios extremos, evitando a rampa resultante da topographia do centro.<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>O estudo das linhas de omnibus e bondes, de trens de sub\u00farbio \u00e9 necess\u00e1rio. E, como ultima quest\u00e3o, que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil como parece e exige a collabora\u00e7\u00e3o do Estado e do Municipio, temos o problema da esta\u00e7\u00e3o terminal da Via\u00e7\u00e3o Ferrea.<\/p>\n<p>Debaixo do ponto de vista social, h\u00e1 exig\u00eancia, para os bairros que se est\u00e3o a formar, de uma vis\u00e3o de conjunto. A maneira pela qual se fazem hoje os chamados bairros-jardins \u00e9 verdadeiramente anarchica. Porque n\u00e3o se trata, na maioria dos casos, de bairros-satellites, que viveriam isolados, mas de bairros que v\u00e3o constituir, unidos, um systema urbano cerrado. Com o futuro, as liga\u00e7\u00f5es de bairros projectados t\u00e3o diversamente ser\u00e3o um problema insol\u00favel.<\/p>\n<p>O estudo e a organiza\u00e7\u00e3o dos bairros oper\u00e1rios \u00e9 uma necessidade grande. Deve fazer parte do plano de conjuncto.<\/p>\n<p>Vem a ultima especie de problemas: os estheticos. T\u00eam a palavra os architectos. O engenheiro determina as coordenadas, r\u00edgidas. Prev\u00ea, calcula, Cabe \u00e1quelles disfar\u00e7ar asperesas da ras\u00e3o [<em>sic<\/em>] com a subtileza da arte.<\/p>\n<p>Porto Alegre tem muita cousa b\u00f4a feita nestes \u00faltimos sete annos.<\/p>\n<p>Mas a sua maior necessidade \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o urgente do cadastro para um plano de conjuncto que permita, em vagar e seguran\u00e7a, transformar a nossa cidade em uma metr\u00f3pole digna da communh\u00e3o gaucha\u201d.<\/p>\n<p><em>Autoria desconhecida.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_5395\" aria-describedby=\"caption-attachment-5395\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_04-05-1930_-A-cidade-precisa-p09_w.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-5395 size-large\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_04-05-1930_-A-cidade-precisa-p09_w-1024x935.jpg\" alt=\"&quot;A cidade precisa...&quot; Correio do Povo, 04\/05\/1930, p. 9. Hemeroteca do AHMMV.\" width=\"660\" height=\"603\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_04-05-1930_-A-cidade-precisa-p09_w-1024x935.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_04-05-1930_-A-cidade-precisa-p09_w-300x274.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_04-05-1930_-A-cidade-precisa-p09_w-768x702.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_04-05-1930_-A-cidade-precisa-p09_w-1536x1403.jpg 1536w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_04-05-1930_-A-cidade-precisa-p09_w-10x10.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_04-05-1930_-A-cidade-precisa-p09_w-432x395.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_04-05-1930_-A-cidade-precisa-p09_w-396x362.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_04-05-1930_-A-cidade-precisa-p09_w-1120x1023.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_04-05-1930_-A-cidade-precisa-p09_w-660x603.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_04-05-1930_-A-cidade-precisa-p09_w-241x220.jpg 241w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/CP_AHMMV_04-05-1930_-A-cidade-precisa-p09_w.jpg 1850w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-5395\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;A cidade precisa&#8230;&#8221; <em>Correio do Povo<\/em>, 04\/05\/1930, p. 9. Hemeroteca do Arquivo Hist\u00f3rico Municipal Moys\u00e9s Vellinho.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<h3><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h3>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <em>Correio do Povo<\/em>, 04\/05\/1930, p. 9. Hemeroteca do Arquivo Hist\u00f3rico Municipal Moys\u00e9s Vellinho. A grafia original foi mantida.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> A data correta do Plano de Melhoramentos de Jo\u00e3o Moreira Maciel \u00e9 de 1914.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Atualmente, a avenida Alberto Bins.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como \u00e9 sabido, entre os anos 1920 e 1940 Porto Alegre se modernizava a passos largos. A cidade se remodelava em resposta aos problemas surgidos da concentra\u00e7\u00e3o de pessoas no que hoje \u00e9 conhecido como centro hist\u00f3rico, e que n\u00e3o contava com uma infraestrutura bem estabelecida de esgotos, ilumina\u00e7\u00e3o, adu\u00e7\u00e3o de \u00e1gua e recolhimento de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5396,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[349],"tags":[35,48,341,305,167],"class_list":["post-5393","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidade","tag-correiodopovo","tag-imprensa","tag-reformasviarias","tag-urbanismo","tag-reformasurbanas","entry-image--landscape"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5393","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5393"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5393\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5398,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5393\/revisions\/5398"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5396"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5393"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5393"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5393"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}