{"id":4559,"date":"2021-05-21T13:11:14","date_gmt":"2021-05-21T16:11:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/?p=4559"},"modified":"2021-05-25T11:42:06","modified_gmt":"2021-05-25T14:42:06","slug":"relogios-desajustados-na-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/relogios-desajustados-na-cidade\/","title":{"rendered":"Rel\u00f3gios desajustados na cidade"},"content":{"rendered":"<p>O tempo na cidade moderna \u00e9, naturalmente, o tempo na modernidade: medido com precis\u00e3o, regulando a vida urbana e o trabalho, ele precisa estar por tudo, onipresente, na forma do seu \u201colho\u201d, o rel\u00f3gio, que observa condenando o desperd\u00edcio de tempo, a \u201cvadiagem\u201d, o flanar. Para andar na cidade moderna tem-se que andar <em>\u00e0 americana<\/em>, ou seja, com pressa. Afinal, tudo isso \u00e9 sinal de um novo ritmo de vida, acelerado gra\u00e7as aos autom\u00f3veis, aos bondes, aos tel\u00e9grafos, \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, na Porto Alegre ainda meio provinciana, os rel\u00f3gios s\u00e3o ligeiramente desajustados como constatam os jornalistas que a percorrem: o deslocamento no espa\u00e7o informa tempos diferentes.<\/p>\n<h2><strong>\u201cQuasi uma conflagra\u00e7\u00e3o horaria&#8230;<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/strong><\/h2>\n<h3><strong>Seis relogios, dos pontos urbanos mais concorridos, em desaccordo<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>Pequena reportagem, num giro citadino<\/strong><\/h3>\n<blockquote><p>&#8211; Que \u00e9 isso, mo\u00e7o?<\/p>\n<p>&#8211; Nada, que eu saiba. De mim, estou apenas vendo a hora&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Onde?<\/p>\n<p>&#8211; Nesse relogio ahi!<\/p>\n<p>&#8211; Est\u00e1 V. bem arrumado&#8230; N\u00e3o perca tempo nisso!<\/p><\/blockquote>\n<h3><strong>Prologo natural<\/strong><\/h3>\n<p>O dialogo era-nos proporcionado por um cidad\u00e3o de oculos, tra\u00e7o macambuzio, mas espirituoso \u2013 qual se v\u00ea&#8230; \u2013 ali, \u00e1 beira da estatua do Grande Chanceller, no Largo dos Correios e Telegraphos. Fixavamos a pequena columna, onde se ostenta o relogio despido, contemplando vagamente os dois edificios que ali se erguem, magnificos nas suas linhas architectonicas.<\/p>\n<p>E extasiavamo-nos nas duas recorda\u00e7\u00f5es do governo marechal\u00edcio \u2013 a dos Correios<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> e a Delegacia Fiscal<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a> &#8211; quando, subitamente, nos assaltou o brocardo corriqueiro: &#8211; \u2018Por f\u00f3ra, muita far\u00f3fa, por dentro, mulambo s\u00f3\u2019&#8230;<\/p>\n<h3><strong>A far\u00f3fa e o mulambo<\/strong><\/h3>\n<p>Porque, n\u00e3o sabemos se todos sabem, aquella soberbia toda exterior engolpha perfeitamente o dictado da giria: um dos edificios, o dos Correios, est\u00e1 sabidamente fendido; o outro, o da Delegacia, ficou com a cumieira intacta e at\u00e9, parece empinado&#8230; S\u00e3o as galas da cidade: o que \u00e9 bom, acceit\u00e1vel por f\u00f3ra, \u00e9 precario por dentro.<\/p>\n<p>Talqualmente a \u2018far\u00f3fa\u2019 e o \u2018mulambo\u2019&#8230;<\/p>\n<h3><strong>Nos Correios: &#8211; 7<\/strong><\/h3>\n<p>Mas o cidad\u00e3o dos oculos, que nos despert\u00e1ra da indifferen\u00e7a, f\u00f4ra, evidentemente, providencial. Plant\u00e1ramo-nos ali para constatar realmente a hora. De ch\u00f4fre, por\u00e9m, verific\u00e1mos que o nosso modesto chronometro guardava a hora official.<\/p>\n<p>M\u00e9ra quest\u00e3o climaterica impediu o tirassemos do bolso: estava t\u00e3o frio&#8230; E compar\u00e1mos: os Correios \u2013 n\u00e3o \u00e9 o servi\u00e7o! \u2013 estavam atrazados de 7 minutos. E pens\u00e1mos:<\/p>\n<p>&#8211; Quem sabe? Aquelle homem dos oculos&#8230;<\/p>\n<h3><strong>Na For\u00e7a e Luz: + 2<\/strong><\/h3>\n<p>&#8211; Eis-nos decididos a empreender uma pequena reportagem chronometrica. Rod\u00e1mos nos calcanhares e f\u00f4mos nos estatelar frente \u00e1 For\u00e7a e Luz. Adeantava de 2 minutos.<\/p>\n<p>Transpuz\u00e9mos uma das embocaduras e caimos no sagu\u00e3o. L\u00e1 dentro tem outro relogio. Mas isso, sem deixarmos de nos identificar com a assistencia: n\u00e3o se destacasse um mortal tetrico de trabuco \u00e1 cinta&#8230; Era, por\u00e9m, a fatal For\u00e7a e Luz de sempre: o n. 2 estava em desaccordo com o n. 1: adeantava de 3 minutos!<\/p>\n<p>Saimos. F\u00f4mos, decididamente, adeante.<\/p>\n<h3><strong>Na Matriz: + 8<\/strong><\/h3>\n<p>Embarafust\u00e1mos Ladeira<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a> acima. \u00c1 Matriz! Um bacharel saltitante, na lomba estafante, pretende deter-nos, mas n\u00e3o o consegue. E, l\u00e9pidos, estavamos logo nos defrontanto com a pre-historica S\u00e9, testemunha austera, secular e silenciosa do \u2018pinh\u00e3o quentinho\u2019, da roda do Divino&#8230;<\/p>\n<p>Adeantava, e adeantava vantajosamente: augmentava de 8 minutos. Mas&#8230; caluda! Nada de irreverencias impensadas. Era a casa de Deus!<\/p>\n<h3><strong>Na Intendencia<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>: \u2018Eureka\u2019!<\/strong><\/h3>\n<p>Retroced\u00edamos. Vencendo a antiga rua da Ponte<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>, estavamos, num apice, na de Bragan\u00e7a<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a> &#8211; que magnifica via para desastres, pela sua confus\u00e3o vehicular! Mas desciamo-la, resolutos, constatando o erro: poderiamos ter abreviado o caminho. Nada disso: a fatalidade nos impellia a um accidente&#8230;<\/p>\n<p>Curados j\u00e1 ent\u00e3o, da inadvertencia, galg\u00e1mos a rua, a tradicional rua da Praia, deslis\u00e1mos ela do Commercio<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>, sempre apinhada, e estavamos, em tres tempos, defrontando o palacete da Pra\u00e7a Montevid\u00e9o<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>. Estava sympathico o executivo e legislativo da cidade. Por isso, talvez com a hora certa, num pendo [<em>sic<\/em>] verdadeiramente regulador. Salve-se, ao menos, isso&#8230;<\/p>\n<h3><strong>Na Via\u00e7\u00e3o Ferrea<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a>: + 3<\/strong><\/h3>\n<p>E agora? A \u2018gare\u2019 da estrada de ferro. O Caminho Novo<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> \u00e9 chronicamente hostilizante ao pedestre; mas&#8230; cavacos do officio. Ainda assim, com toda a preven\u00e7\u00e3o, lev\u00e1mos um \u2018baita\u2019 encontr\u00e3o de carregador desabrido e quase resval\u00e1mos num loda\u00e7al \u2013 coisa vulgar ali.<\/p>\n<p>Mas vencemos tudo, e alcan\u00e7\u00e1mos a esta\u00e7\u00e3o, de m\u00e1 catadura,&nbsp; num tumulto detest\u00e1vel de carro\u00e7as e vozes. O relogio adeantava 3 minutos, em contraste, certamente, com a Estrada, algo atrazada sempre horariamente. Valha-nos, por\u00e9m, as&#8230; apparencias.<\/p>\n<h3><strong>Na Igreja das D\u00f4res: + 9<\/strong><\/h3>\n<p>Faltavamos, ainda, uma constata\u00e7\u00e3o. Era a Igreja das D\u00f4res, o templo das torres dominadoras da cidade. Mas mud\u00e1mos de tactica: embarc\u00e1mos em dois electricos, um ap\u00f3s o outro, sen\u00e3o pela duvidosa velocidade delles, pelo allivio das pernas, j\u00e1 bem castigadas. E quasi tiv\u00e9mos de nos arrepender: por um triz, e a p\u00e9, chegariamso talvez [&#8230;] Mais ao alto, acima do templo e na torre \u00e1 direita, o relogio, de configura\u00e7\u00e3o agradavel, adeantava-se de 9 minutos. Apenasmente: o \u2018record\u2019 da excurs\u00e3o. Venceu a Matriz por um&#8230; iamos dizer \u2018goal\u2019. Mas n\u00e3o: outro seio de Deus. Estava certo&#8230; adeantado.<\/p>\n<h3><strong>Epilogo banal<\/strong><\/h3>\n<p>O nosso \u2018raid\u2019 confortavemente installados em macios pneumaticos, attenuado, apenas, do Caminho Novo ao Quartel-General, por dois bondes que n\u00e3o valiam um, &#8211; o nosso \u2018raid\u2019 jornalistico comprovou a victoria da Intendencia. No torneio chronometrico, ao menos, tem ella o \u2018record\u2019 citadino assegurado.<\/p>\n<p>N\u00e3o sabemos se isso influir\u00e1, em alguma coisa, no seu desenvolvimento administrativo. Depois, n\u00e3o h\u00e1 muita correla\u00e7\u00e3o, em rig\u00f4r. Mas devemos proclamal-o, alto e bom som:<\/p>\n<p>&#8211; Senhores! A nossa Municipalidade \u2018est\u00e1 na hora\u2019!\u201d<\/p>\n<p><em>Autoria desconhecida.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_4562\" aria-describedby=\"caption-attachment-4562\" style=\"width: 465px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/cpovo_18071925_quasi_conflagra\u00e7\u00e3o_horaria_w.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-4562\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/cpovo_18071925_quasi_conflagra\u00e7\u00e3o_horaria_w-465x1024.jpg\" alt=\"Correio do Povo, 18\/07\/1925, s\/p. Hemeroteca do Museu de Comunica\u00e7\u00e3o Social Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa. \" width=\"465\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/cpovo_18071925_quasi_conflagra\u00e7\u00e3o_horaria_w-465x1024.jpg 465w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/cpovo_18071925_quasi_conflagra\u00e7\u00e3o_horaria_w-136x300.jpg 136w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/cpovo_18071925_quasi_conflagra\u00e7\u00e3o_horaria_w-768x1691.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/cpovo_18071925_quasi_conflagra\u00e7\u00e3o_horaria_w-698x1536.jpg 698w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/cpovo_18071925_quasi_conflagra\u00e7\u00e3o_horaria_w-930x2048.jpg 930w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/cpovo_18071925_quasi_conflagra\u00e7\u00e3o_horaria_w-5x10.jpg 5w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/cpovo_18071925_quasi_conflagra\u00e7\u00e3o_horaria_w-432x951.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/cpovo_18071925_quasi_conflagra\u00e7\u00e3o_horaria_w-396x872.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/cpovo_18071925_quasi_conflagra\u00e7\u00e3o_horaria_w-660x1453.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/cpovo_18071925_quasi_conflagra\u00e7\u00e3o_horaria_w-100x220.jpg 100w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/cpovo_18071925_quasi_conflagra\u00e7\u00e3o_horaria_w.jpg 950w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4562\" class=\"wp-caption-text\">Correio do Povo, 18\/07\/1925, s\/p. Hemeroteca do Museu de Comunica\u00e7\u00e3o Social Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa.<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h3>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <em>Correio do Povo<\/em>, 18\/07\/1925, s\/p. Hemeroteca do Museu de Comunica\u00e7\u00e3o Social Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa. A grafia original foi mantida.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Atualmente, o Memorial do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Atualmente, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Atual rua General C\u00e2mara, que liga a rua da Praia na altura do Largo dos Medeiros \u00e0 Pra\u00e7a da Matriz, onde se localizava a antiga Igreja Matriz de Porto Alegre.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Atualmente, a Prefeitura antiga, ao lado do Mercado P\u00fablico.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Atual rua Riachuelo.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Atual rua Marechal Floriano.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Atual rua Uruguai.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> O atual largo \u00e0 frente da Prefeitura antiga.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> A antiga esta\u00e7\u00e3o f\u00e9rrea de Porto Alegre, mais ou menos onde hoje \u00e9 o final da rua J\u00falio de Castilhos junto \u00e0 Rodovi\u00e1ria.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> Atual rua Volunt\u00e1rios da P\u00e1tria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O tempo na cidade moderna \u00e9, naturalmente, o tempo na modernidade: medido com precis\u00e3o, regulando a vida urbana e o trabalho, ele precisa estar por tudo, onipresente, na forma do seu \u201colho\u201d, o rel\u00f3gio, que observa condenando o desperd\u00edcio de tempo, a \u201cvadiagem\u201d, o flanar. Para andar na cidade moderna tem-se que andar \u00e0 americana, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5088,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[349],"tags":[35,44,48,250,60,249,248,141],"class_list":["post-4559","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cidade","tag-correiodopovo","tag-historiaurbana","tag-imprensa","tag-modernidadeurbana","tag-portoalegre","tag-relogiosurbanos","tag-tempo","tag-modernidade","entry-image--portrait"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4559","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4559"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4559\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5089,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4559\/revisions\/5089"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5088"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4559"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4559"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4559"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}