{"id":4548,"date":"2021-09-10T10:00:58","date_gmt":"2021-09-10T13:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/?p=4548"},"modified":"2021-09-10T10:30:36","modified_gmt":"2021-09-10T13:30:36","slug":"os-supplicios-do-porto-alegrense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/os-supplicios-do-porto-alegrense\/","title":{"rendered":"Os supplicios do porto-alegrense"},"content":{"rendered":"<p>Com a moderniza\u00e7\u00e3o e crescimento das cidades brasileiras, o transporte p\u00fablico sempre foi um problema recorrente. Como fazer para levar um n\u00famero crescente de trabalhadores e cidad\u00e3os de suas casas para seus trabalhos, e vice- versa, com comodidade e, claro, tarifas razo\u00e1veis, em cidades que se estendem cada vez mais no territ\u00f3rio, tornando os trajetos cada vez mais longos?<\/p>\n<p>Seja por bondes ou, mais recentemente, por \u00f4nibus e lota\u00e7\u00f5es, o deslocamento dentro da cidade permanece at\u00e9 hoje um desafio, e h\u00e1 quase cem anos n\u00e3o era diferente. O autor deste artigo no jornal <em>Novidades<\/em>, de 29\/05\/1923, lamenta o inc\u00f4modo que \u00e9 pegar um bonde em Porto Alegre: superlotados, perigosos, e com tarifas caras. Isso, quando a cidade rec\u00e9m atingia 200 mil habitantes&#8230;<\/p>\n<figure id=\"attachment_4553\" aria-describedby=\"caption-attachment-4553\" style=\"width: 660px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CP_06051926_Os-melhoramentos-da-For\u00e7a-e-Luz.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4553 size-large\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CP_06051926_Os-melhoramentos-da-For\u00e7a-e-Luz-1024x777.jpg\" alt=\"&quot;Os melhoramentos da For\u00e7a e Luz&quot;. Correio do Povo, 06\/05\/1926. Hemeroteca do MCSHJC. Prov\u00e1vel desenho de Fancis Pelichek.\" width=\"660\" height=\"501\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CP_06051926_Os-melhoramentos-da-For\u00e7a-e-Luz-1024x777.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CP_06051926_Os-melhoramentos-da-For\u00e7a-e-Luz-300x228.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CP_06051926_Os-melhoramentos-da-For\u00e7a-e-Luz-768x583.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CP_06051926_Os-melhoramentos-da-For\u00e7a-e-Luz-1536x1166.jpg 1536w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CP_06051926_Os-melhoramentos-da-For\u00e7a-e-Luz-10x8.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CP_06051926_Os-melhoramentos-da-For\u00e7a-e-Luz-432x328.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CP_06051926_Os-melhoramentos-da-For\u00e7a-e-Luz-396x301.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CP_06051926_Os-melhoramentos-da-For\u00e7a-e-Luz-1120x850.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CP_06051926_Os-melhoramentos-da-For\u00e7a-e-Luz-660x501.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CP_06051926_Os-melhoramentos-da-For\u00e7a-e-Luz-290x220.jpg 290w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/CP_06051926_Os-melhoramentos-da-For\u00e7a-e-Luz.jpg 1902w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4553\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Os melhoramentos da For\u00e7a e Luz&#8221;. Correio do Povo, 06\/05\/1926. Hemeroteca do MCSHJC. Prov\u00e1vel desenho de Fancis Pelichek.<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>\u201cOs supplicios do porto-alegrense<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/strong><\/h3>\n<p><strong>Um delles \u00e9, positivamente, a escassez dos meios de transporte<\/strong><\/p>\n<p>Muitos s\u00e3o os supplicios que hoje se defrontam ao porto-alegrense. Abstrahindo j\u00e1 tudo quanto se relaciona com a caresta da vida, nos seus crueis effeitos e nas suas terriveis perspectivas, vemos outros impecilhos que se antep\u00f5em \u00e1 actividade quotidiana, como trope\u00e7os irritantes a lhe tornarem ainda mais arreliada a vida difficil de hoje.<\/p>\n<p>Temos assim, no terreno da explora\u00e7\u00e3o, o famigerado agio dos 2% sobre os trocos, e de que nos temos occupado, relatando-lhe minucias e aspectos que seriam mais ou menos toleraveis, apezar de tudo, se elles n\u00e3o revelassem a explora\u00e7\u00e3o revoltante que os determina. No terreno da commodidade \u2013 se \u00e9 que \u00e1s classes mais modestas esse luxo lhes \u00e9 permittido, &#8211; no terreno da commodidade temos os bondes da Companhia For\u00e7a e Luz, com todas as suas despoticas defficiencias e todos os seus pittorescos aspectos que, no fim das contas, redundam sempre em novos entraves \u00e0 vida laboriosa que diariamente agita a cidade.<\/p>\n<p><strong>Nos bons tempos que l\u00e1 v\u00e3o&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Antigamente, quando a nossa popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o ia muito acima da casa dos cem mil, podia-se regressar aos penates, depois da luta de todo o dia, com alguma commodidade. Os bondes eram j\u00e1 um pequeno supplicio, com as suas demoras enfadonhas e as suas constantes, successivas infrac\u00e7\u00f5es do horario da Companhia. Mas sempre, quando affinal apparecia o vehiculo desejado, o cidad\u00e3o, sem grande esfor\u00e7o, conseguia aboletar-se num banco, accender seu cigarrinho de palha e meditar serenamente sobre o \u2018bicho\u2019 que tinha dado. O bonde era at\u00e9 mesmo um logar propicio \u00e1s gymnasticas espirituaes&#8230;<\/p>\n<p>Na vinda para a cidade, o honesto pae de familia organisava o seu programma, recapitulava as encomendas que a esposa lhe fiz\u00e9ra e decidia \u2013 isso j\u00e1 quase ao saltar \u2013 se era o cachorro ou o porco que ia merecer, na hora nervosa da \u2018f\u00e9sinha\u2019, a preferencia singela dos seus magros mil r\u00e9is. E na volta para casa, que de pensamentos n\u00e3o o assaltavam! A recorda\u00e7\u00e3o dos factos passados durante o dia \u2013 o \u2018palpite\u2019 infeliz, a conversa na reparti\u00e7\u00e3o, os dois dedos de prosa no caf\u00e9, o ultimo \u2018potin\u2019, o ultimo telegramma do exterior, o annuncio de uma nova marca de bom vinho, ou de um novo rotulo de cerveja, etc., etc. \u2013 tudo lhe perpassava pela mente, dourando-a com a ventura, ephemera mas simples, de um bem-estar honradamente ganho.<\/p>\n<p>\u00c1s vezes ia um amigo ao seu lado. E se esse amigo n\u00e3o era \u2018mordedor\u2019, que de encantadora uma palestra inocente sobre os feios peccados dos outros! E se, ao envez do amigo amavel, que at\u00e9 pagava os 200 r\u00e9is da passagem, provocando-lhe um \u2013 \u2018ora, seu Fulano, muito obrigado; n\u00e3o precisa incommodar-se: entre n\u00f3s n\u00e3o h\u00e1 cerimonia! \u2013 e se, ao envez do \u2018mordedor\u2019 indesejavel, era uma linda criaturinha, viuva sempre no caso, que o distrahia com os seus olhares brejeiros e o perturbava com o seu d\u00f4ce e inebriante perfume? Ah! Ent\u00e3o, o pae de familia chegava em casa radiante, transbordante de felicidade. E jantava com appetite, e lia o seu jornal com interesse, e discutia a guerra com paix\u00e3o, e jogava o vispora com enthusiasmo , &#8211; afinal, dormia tranquillo, sobre o travesseiro camarada e os colch\u00f5es discretos, o somno aben\u00e7oado dos justos&#8230;<\/p>\n<p><strong>Nos tempos \u2018appertados\u2019 de hoje&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Mas esse tempo j\u00e1 passou. Adeus, passeios deliciosos de bondes! O bonde \u00e9, hoje, um longo e torturante supplicio, um dos maiores do porto-alegrense. Muito embora a popula\u00e7\u00e3o duplicasse quase &#8211;&nbsp; ultimo censo d\u00e1 a cifra respeitavel de quasi duzentos mil \u2013 e os arrabaldes mais longinquos se tivessem desenvolvido extraordinariamente, nem por isso a For\u00e7a e Luz augmentou proporcionalmente o numero de seus vehiculos.<\/p>\n<p><strong>Por que a \u2018For\u00e7a e Luz\u2019 n\u00e3o providencia, remediando o mal?<\/strong><\/p>\n<p>Augmentou um ou outro carro electrico, um ou outro comboio. Allega a Companhia que s\u00f3 em determinadas horas do dia \u2013 de manh\u00e3, ao meio-dia e \u00e0 tardinha \u2013 os bondes se enchem, permanecendo, durante o resto do dia e da noite, quasi vazios. Mas isso \u00e9 perfeitamente natural! Ou quer a For\u00e7a e Luz que a popula\u00e7\u00e3o toda, num movimento permanente, n\u00e3o saia nunca de dentro de seus vehiculos? A anomalia \u00e9 de facil remo\u00e7\u00e3o: \u2018primo\u2019, a Companhia deve augmentar os bondes e p\u00f4-los todos a trafegar nas horas de maior movimento; \u2018secondo\u2019, nas horas da vas\u00e3o, os bondes s\u00e3o recolhidos \u00e1 esta\u00e7\u00e3o geral, e assim, se n\u00e3o d\u00e9rem resultado, preju\u00edzo tamb\u00e9m n\u00e3o poder\u00e3o dar, observadas, claro est\u00e1, uma boa organisa\u00e7\u00e3o do pessoal.<\/p>\n<p>Qual se v\u00ea, isto \u00e9 perfeitamente rudimentar e digno daquelle \u2018sabido\u2019 conselheiro Accacio&#8230; Mas a For\u00e7a e Luz n\u00e3o o entende, ou n\u00e3o quer entender assim. Dahi essa balburdia na tomada dos bondes, em certas horas nos pontos centrais da [&#8230;] difficuldade com que se lucta para obter-se um transporte commodo. Dahi os atropellos, a confus\u00e3o, os vexames, os protestos e at\u00e9 os conflictos que occasionam essa inexplicavel, essa absurda anomalia.<\/p>\n<blockquote><p>E dahi, sobretudo, essa institui\u00e7\u00e3o, curiosa mas deploravel pelos perigos a que exp\u00f5e o publico, dos \u2018pingentes\u2019, &#8211; isto \u00e9: dos cidad\u00e3os corajosos que viajam nos estribos dos carros, \u00e0 falta de logares nos mesmos.<\/p><\/blockquote>\n<p>Passou, portanto, a \u00e9poca em que andar de bonde era um prazer, um fino e espiritual prazer. Porque hoje mudou-se esse interessante aspecto das coisas. J\u00e1 n\u00e3o se p\u00f3de ler, nem fumar, nem conversar, nem \u2018flirtar\u2019 nos bondes. S\u00f3 o martyrio para conseguir-se uma vaga no estribo ensombra o pensamento mais luminoso, mais claro, mais cheio de sol da alegria.<\/p>\n<p>A For\u00e7a e Luz bem poderia fazer uma pequena despeza, comprando bondes e mais bondes, que de bondes \u2013 e n\u00e3o tanto de augmento no pre\u00e7o das passagens \u2013 precisa o porto-alegrense a quem o Destino n\u00e3o presenteou um automovel&#8230;\u201d<\/p>\n<p><em>Autoria desconhecida.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_4552\" aria-describedby=\"caption-attachment-4552\" style=\"width: 552px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Novidades_BNDigital_29-05-1923_Ed0004_Os-supplicios-do-porto-alegrense_detalhe.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4552 size-large\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Novidades_BNDigital_29-05-1923_Ed0004_Os-supplicios-do-porto-alegrense_detalhe-552x1024.jpg\" alt=\"Novidades, Ed0004, 29\/05\/1923, s\/p. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. \" width=\"552\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Novidades_BNDigital_29-05-1923_Ed0004_Os-supplicios-do-porto-alegrense_detalhe-552x1024.jpg 552w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Novidades_BNDigital_29-05-1923_Ed0004_Os-supplicios-do-porto-alegrense_detalhe-162x300.jpg 162w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Novidades_BNDigital_29-05-1923_Ed0004_Os-supplicios-do-porto-alegrense_detalhe-5x10.jpg 5w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Novidades_BNDigital_29-05-1923_Ed0004_Os-supplicios-do-porto-alegrense_detalhe-432x801.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Novidades_BNDigital_29-05-1923_Ed0004_Os-supplicios-do-porto-alegrense_detalhe-396x734.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Novidades_BNDigital_29-05-1923_Ed0004_Os-supplicios-do-porto-alegrense_detalhe-119x220.jpg 119w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Novidades_BNDigital_29-05-1923_Ed0004_Os-supplicios-do-porto-alegrense_detalhe.jpg 587w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4552\" class=\"wp-caption-text\">Novidades, Ed0004, 29\/05\/1923, s\/p. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h3>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <em>Novidades<\/em>, Ed0004, 29\/05\/1923, s\/p. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. A grafia original foi mantida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a moderniza\u00e7\u00e3o e crescimento das cidades brasileiras, o transporte p\u00fablico sempre foi um problema recorrente. 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