{"id":4410,"date":"2020-06-29T01:30:58","date_gmt":"2020-06-29T04:30:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/?p=4410"},"modified":"2021-05-25T11:48:52","modified_gmt":"2021-05-25T14:48:52","slug":"recordando-uma-grande-epidemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/recordando-uma-grande-epidemia\/","title":{"rendered":"&#8220;Recordando uma grande epidemia&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>A crise sanit\u00e1ria pela qual passa o Brasil na atualidade, e que tem atingido muito severamente algumas cidades como S\u00e3o Paulo, Manaus, Bel\u00e9m e tantas outras, repete um triste padr\u00e3o que, justificadamente, j\u00e1 havia desaparecido da mem\u00f3ria. H\u00e1 mais de cem anos, na epidemia de 1918, cenas semelhantes \u00e0 da falta de caix\u00f5es, o grande n\u00famero de mortos e a necessidade de enterr\u00e1-los prontamente tamb\u00e9m espalhavam o desespero pelo pa\u00eds, e em Porto Alegre n\u00e3o foi diferente.<\/p>\n<p>Nesta reportagem do jornal <em>Correio do Povo<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/em> de 22 de janeiro de 1929, o jornalista n\u00e3o-identificado recorda a abertura de valas comuns vizinhas ao cemit\u00e9rio da Santa Casa, bem como a desola\u00e7\u00e3o frente a tantas perdas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h1><strong>Recordando uma grande epidemia<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/strong><\/h1>\n<h3><strong>Est\u00e3o sendo reabertas as valas communs, onde foram enterradas centenas de victimas da \u2018hespanhola\u2019<\/strong><\/h3>\n<h3><strong>J\u00e1 foram incinerados os restos mortaes de 392 victimas dessa molestia<\/strong><\/h3>\n<p>Porto Alegre, como outras cidades do velho e novo continente, pagou o seu tributo \u00e1 terr\u00edvel epidemia mais conhecida por \u2018influenza hespanhola\u2019, verificada no ultimo trimestre do anno de 1918.<\/p>\n<p>Os primeiros casos foram notificados em nossa capital, em fins de outubro, mas na primeira quinzena de novembro, foi quando a molestia attingiu ao auge, fazendo diariamente mais de 100 victimas.<\/p>\n<p>No dia 14 desse mez, somente na Santa Casa de Misericordia se retiraram 154 guias de sepultamento.<\/p>\n<h3><strong>A valla commum<\/strong><\/h3>\n<p>Houve, por\u00e9m, dias, em que n\u00e3o havendo pessoal sufficiente para abrir sepulturas, apesar de se ter recorrido aos servi\u00e7os dos reclusos da Casa de Correc\u00e7\u00e3o, fizeram-se sepultamentos em vallas communs.<\/p>\n<p>Estas foram abertas num grande terreno situado ao lado direito do cemiterio da Santa Casa e que d\u00e1 para \u00e1 avenida Theresopolis.<\/p>\n<p>Varias centenas de pessoas foram ali sepultadas, sendo que muitas dellas n\u00e3o se chegar\u00e1 a fazer identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_4411\" aria-describedby=\"caption-attachment-4411\" style=\"width: 173px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_02_fotos-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-4411 size-medium\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_02_fotos-173x300.jpg\" alt=\"Recordando uma grande epidemia - fotos\" width=\"173\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_02_fotos-173x300.jpg 173w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_02_fotos-590x1024.jpg 590w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_02_fotos-768x1332.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_02_fotos-886x1536.jpg 886w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_02_fotos-1181x2048.jpg 1181w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_02_fotos-6x10.jpg 6w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_02_fotos-432x749.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_02_fotos-396x687.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_02_fotos-1120x1942.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_02_fotos-660x1145.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_02_fotos-127x220.jpg 127w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_02_fotos-scaled.jpg 1476w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4411\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Ao alto &#8211; operarios reabrindo as vallas communs. Em baixo: &#8211; uma das vallas j\u00e1 reabertas.&#8221; Fot\u00f3grafo desconhecido. Correio do Povo, 22\/01\/1929, p. 5.<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Crema\u00e7\u00e3o de restos mortaes<\/strong><\/h3>\n<p>Passados que s\u00e3o agora dez annos da terr\u00edvel epidemia, a Santa Casa, desejando crear um quadro especial para o sepultamento de crean\u00e7as, lembrou-se de aproveitar o terreno, onde inhumaram em commum centenas de victimas da \u2018hespanhola\u2019.<\/p>\n<p>Assim \u00e9 que, de uns dias a esta parte, est\u00e3o sendo reabertas as vallas communs, sendo os restos mortaes ali existentes levados para o forno annexo ao cemiterio, afim de serem cremados.<\/p>\n<p>De quatro vallas abertas, j\u00e1 foram retirados 392 cadaveres que, em pequenos vehiculos, foram levados ate ao local destinado \u00e1 sua crema\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3><strong>Ouvindo o administrador do cemiterio<\/strong><\/h3>\n<p>A reabertura de vallas communs tem alvoro\u00e7ado um pouco os moradores da Avenida Theresopolis, que v\u00eam, nisso, um perigo \u00e1 sua saude.<\/p>\n<p>E, attendendo aos reclamos, fomos hontem, ao cemiterio, onde o respectivo administrador nos declarou n\u00e3o haver nenhum perigo, por haver passado muitos annos do sepultamento das victimas da hespanhola.<\/p>\n<p>Antes disso, accrescentou-nos, dezenas de pessoas inhumadas em catacumbas, ou sepulturas simples, decorridos tres annos regulamentares, foram retiradas de seus jazigos, sem que nada houvesse.<\/p>\n<p>Precisando agora a Santa Casa crear mais um quadro para menores, a sua administra\u00e7\u00e3o lembrou-se de desoccupar o terreno das vallas communs.<\/p>\n<h3><strong>Recordando os tristes dias<\/strong><\/h3>\n<p>Enquanto faziamos esta reportagem, tivemos occasi\u00e3o de nos encontrar com o sr. Ant\u00e3o Pfeiffer, que, no anno de 1918, exercia interinamente as func\u00e7\u00f5es de administrador do cemiterio.<\/p>\n<p>Recordou-nos, em rapida palestra os tristes dias passados durante a epidemia, dizendo-nos que, \u00e1s vezes, os mortos chegavam ao cemiterio em caminh\u00f5es, fazendo-se o sepultamento em vallas communs, pois as casas funerarias n\u00e3o davam vencimento na confec\u00e7\u00e3o de caix\u00f5es mortuarios e n\u00e3o havia pessoal sufficiente para a abertura de sepulturas.<\/p>\n<p>Dias depois, uma verdadeira romaria de pessoas se registrou a esses logares, afim de saber onde se inhumara este ou aquelle cadaver. Um grupo de cidad\u00e3os suissos anciosamente procurou um seu compatriota de nome Redel, e como lhe dessem mais ou menos o sinal do seu jazigo ali depositou uma cruz.<\/p>\n<h3><strong>A procura de um coveiro<\/strong><\/h3>\n<p>Emquanto na epidemia se trabalhavam fortemente, disse-nos ainda o sr. Pfeiffer no sepultamento de innumeras victimas, do nosso quadro de coveiros desappareceu um delles, appelidado Mondongo.<\/p>\n<p>Pois dois dias delle n\u00e3o se teve noticia. Mas, quando um caminh\u00e3o da Brigada Militar trazia alguns cadaveres no meio destes foi encontrado Mondongo, sabendo-se ent\u00e3o haver elle fallecido num dos hospitaes ent\u00e3o creados.<\/p>\n<p>Seus companheiros, abriram, ent\u00e3o, uma sepultura no Campo Santo, depositando, \u00e0 sua cabeceira, uma pequena cruz.<\/p>\n<p>Era a ultima homenagem que os coveiros prestavam ao seu collega.\u201d<\/p>\n<p><em>Jornalista desconhecido.<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_4419\" aria-describedby=\"caption-attachment-4419\" style=\"width: 309px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_01_completo-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-4419\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_01_completo-309x1024.jpg\" alt=\"&quot;Recordando uma grande epidemia&quot; - completo\" width=\"309\" height=\"1024\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_01_completo-309x1024.jpg 309w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_01_completo-768x2542.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_01_completo-464x1536.jpg 464w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_01_completo-3x10.jpg 3w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_01_completo-432x1430.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_01_completo-396x1311.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_01_completo-1120x3708.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_01_completo-660x2185.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_01_completo-66x220.jpg 66w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/CP_AHMMV_22-01-1929-Recordando-uma-grande-epidemia-p5_01_completo-scaled.jpg 773w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-4419\" class=\"wp-caption-text\">Fotografia da reportagem completa feita pela pesquisadora.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p><em>Recordando uma grande epidemia. <\/em>Jornal <em>Correio do Povo, <\/em>22\/02\/1929, p. 5<em>. <\/em>Hemeroteca do Arquivo Hist\u00f3rico Municipal Moys\u00e9s Vellinho de Porto Alegre. Consultado em 30\/11\/2018.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Hemeroteca do Arquivo Hist\u00f3rico Municipal Moys\u00e9s Vellinho de Porto Alegre.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> A grafia original foi mantida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise sanit\u00e1ria pela qual passa o Brasil na atualidade, e que tem atingido muito severamente algumas cidades como S\u00e3o Paulo, Manaus, Bel\u00e9m e tantas outras, repete um triste padr\u00e3o que, justificadamente, j\u00e1 havia desaparecido da mem\u00f3ria. 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