{"id":4345,"date":"2020-03-20T12:53:06","date_gmt":"2020-03-20T15:53:06","guid":{"rendered":"https:\/\/becodorosario.wordpress.com\/?p=3991"},"modified":"2021-05-25T11:49:30","modified_gmt":"2021-05-25T14:49:30","slug":"influenza-e-gotas-de-acido-cloridrico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/influenza-e-gotas-de-acido-cloridrico\/","title":{"rendered":"Influenza e gotas de \u00e1cido clor\u00eddrico"},"content":{"rendered":"\r\n<p>Em tempos de pandemia, vale recordar que a <em>influenza <\/em>que chegou em 1918 em Porto Alegre, erroneamente conhecida como <em>gripe espanhola<\/em>, foi causa de muito alvoro\u00e7o e preocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o da revista ilustrada <em>A M\u00e1scara<\/em> de outubro de 1918, um pequeno artigo comentava a aproxima\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, e como os vizinhos Uruguai e Argentina haviam sabido \u201ccortar os naipes\u201d com medidas firmes de prote\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Aqui, reconhecendo a duvidosa qualidade da \u00e1gua fornecida pelo servi\u00e7o municipal, alertava para adicionar duas ou tr\u00eas gotas de \u00e1cido clor\u00eddrico (!) a cada copo d\u2019\u00e1gua que fosse servido. N\u00e3o saberia dizer se de fato foi uma medida adequada para combater o v\u00edrus, mas talvez fosse eficaz para matar outros microorganismos presentes na \u00e1gua que sa\u00eda n\u00e3o muito limpa das torneiras&#8230;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p><strong>A influenza espanhola: uma medida util<a href=\"#_ftn1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/strong><\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u201c\u00c1 hora em que escrevemos esta nota, a nova de que a \u2018influenza espanhola\u2019 se aproxima desta capital alarma a popula\u00e7\u00e3o. Como ninguem ignora, esta epidemia parece que se fez <em>globe trotter<\/em> e dispoz-se, desta f\u00f3rma, exercer as mesmas fun\u00e7\u00f5es da guerra nos paizes que n\u00e3o est\u00e3o nella envolvidos, auxiliando-a nos que nella tomam parte.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Na Republica Oriental do Uruguay, por\u00e9m, assim como na Republica Argentina, n\u00e3o foi bem succedida a influenza, visto\u00a0 como, aos primeiros casos, tanto o dr. Spino como o dr. Gonzales, respectivamente director da Hygiene municipal de Montevid\u00e9o e director da Hygiene municipal de Buenos Aires, cortaram-lhe os naipes, como se costuma dizer, tomando as mais energicas e decisivas providencias, inutilizando-lhe a ac\u00e7\u00e3o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Claro que entre n\u00f3s, os que se interessam pela sa\u00fade publica n\u00e3o cruzar\u00e3o os bra\u00e7os deante do mal que nos amea\u00e7a. Entretanto a agua, essa agua que bebemos, \u00e9 o nosso maior inimigo. \u00c9 conveniente por consequencia que nos saibamos defender, e o que \u00e9 melhor, preservar-nos do mal que ella nos pretenda fazer, auxiliando assim, as medidas severas que as autoridades sanitarias sem duvida alguma v\u00e3o p\u00f4r em pratica.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Como a nossa agua n\u00e3o \u00e9 das mais inoffensivas, e como os philtros que por ahi andam tem um poder limitadissimo, aconselhamos aos nossos leitores, a que derramem, antes de a beber, duas ou tres gottas de acido chlorydrico dentro de cada copo. O acydo chlorydrico \u00e9 um microbicida de reconhecida ac\u00e7\u00e3o, e o seu effeito estomacal \u00e9 muito recommendavel.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Tomando-se a que ahi fica e as medidas prophylacticas que os nossos collegas do \u2018Correio do Povo\u2019 j\u00e1 divulgaram, estaremos n\u00f3s mais apparelhadas a receber a intrusa que come\u00e7ou a fazer sentir sua ac\u00e7\u00e3o no Brasil victimando quatro medicos da miss\u00e3o que env\u00e1mos \u00e1 Europa.\u201d<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-image\">\r\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3994\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2020\/03\/a-mascara_bndigital_1918_ed00036-1_p20_detalhe.jpg?w=627\" alt=\"\" width=\"505\" height=\"449\" \/>\r\n<figcaption>&#8220;Dr. Sylla Teixeira, distincto medico rio-grandense victimado pela influenza espanhola quando viajava com a miss\u00e3o medica brasileira. V\u00ea-se, na photographia, sua excma. esposa, que o acompanhava.&#8221; <br \/>Fot\u00f3grafo desconhecido, <em>A M\u00e1scara, <\/em>12\/10\/1918, p. 20.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><em>Autoria desconhecida.<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h3>\r\n\r\n\r\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Revista <em>A Mascara<\/em>, Ed00036-1, acervo da BNDigital, 12\/10\/1918. Anno I, N\u00famero XXXVI, p. 20. A grafia original foi mantida.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em tempos de pandemia, vale recordar que a influenza que chegou em 1918 em Porto Alegre, erroneamente conhecida como gripe espanhola, foi causa de muito alvoro\u00e7o e preocupa\u00e7\u00e3o. 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