{"id":4218,"date":"2019-08-25T14:22:07","date_gmt":"2019-08-25T17:22:07","guid":{"rendered":"http:\/\/becodorosario.com\/?p=3395"},"modified":"2021-05-25T11:50:57","modified_gmt":"2021-05-25T14:50:57","slug":"o-bizarro-e-fino-desenhista-da-porto-alegre-de-1920","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/o-bizarro-e-fino-desenhista-da-porto-alegre-de-1920\/","title":{"rendered":"O &#8220;bizarro e fino&#8221; desenhista da Porto Alegre de 1920"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align:justify;\">Quando pela primeira vez comecei a folear as edi\u00e7\u00f5es da\nrevista <em>A M\u00e1scara<\/em> de 1918 e 1920, na sala de consulta da hemeroteca do\nmuseu Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa, n\u00e3o apenas as fotografias n\u00edtidas e abundantes\ndaquele tempo j\u00e1 t\u00e3o long\u00ednquo me fascinaram, mas tamb\u00e9m os desenhos que\nilustravam a publica\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">Entre eles, \u00e9 muito comum encontrarmos desenhos de artistas\nestrangeiros, <em>clich\u00e9s<a href=\"#_ftn1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/em>\ngen\u00e9ricos adquiridos pelas publica\u00e7\u00f5es para, paradoxalmente, ilustrar cr\u00f4nicas\nsociais, editoriais, resenhas e outros escritos sobre acontecimentos e costumes\nlocais. Por\u00e9m, quando me deparei com este desenho, cujo estilo e desenvoltura\nnada deixa a dever aos estrangeiros, percebi que, al\u00e9m da data, o artista\nregistrou o lugar de sua feitura: Porto Alegre!<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a_mascara_15121924_stelius_american_baar.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3397\" width=\"514\" height=\"752\" \/><figcaption><em>American Baar<\/em>.  Atentar para a legenda <em>P. Alegre &#8211; maio de 1919<\/em> abaixo do t\u00edtulo. Revista <em>A Mascara<\/em>, 15\/12\/1924. Hemeroteca do Museu de Comunica\u00e7\u00e3o Social Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa, Porto Alegre. Fotografia da pesquisadora.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">Ent\u00e3o t\u00ednhamos um artista dessa qualidade atuando na\nimprensa da cidade h\u00e1 um s\u00e9culo, e eu n\u00e3o o conhecia? <\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">Na \u00e9poca fiquei curiosa, mas como minha disserta\u00e7\u00e3o de\nmestrado n\u00e3o tratava do tema, fotografei a ilustra\u00e7\u00e3o e ao longo do tempo,\nconsultando as revistas, fui encontrando outras. De fato, terminei descobrindo\nque Jos\u00e9 Rasgado Filho, ou J\u00fanior, cujo pseud\u00f4nimo <em>Stelius <\/em>sugere uma\nforma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica tanto no seu estilo quanto na sua educa\u00e7\u00e3o, teve trabalhos\npublicados na imprensa ilustrada de Porto Alegre nas d\u00e9cadas de 1910, 1920 e\n1930. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/revista-do-globo_002_p014_retrato.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3400\" \/><figcaption> Jos\u00e9 Rasgado Filho na Revista do Globo, n\u00ba 2, p. 14. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/revista-do-globo_002_p011.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3401\" \/><figcaption>Fotografia da <em>Revista do Globo <\/em>n\u00ba 2, p. 11, em que figura Jos\u00e9 Rasgado Filho. L\u00ea-se: <em>Sentados: dr. Vargas Netto, dr. Jo\u00e3o Carlos Machado, dr. Eurico Rodrigues, Andr\u00e9 Carrazzoni, dr. Jo\u00e3o Soares, Isolino Leal e Jo\u00e3o Sant&#8217;Anna. &#8211; Em p\u00e9: dr. Luiz Vergara, dr. Abdos de Mello, dr. Miranda Netto, dr. Ruben Machado Rosa, dr. Oscar Daudt, Theodemiro Testes, J. M. Cavalcanti, Jetro Saraiva,<\/em><strong><em> J. Rasgado<\/em>.<\/strong><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">Contudo, pouco consegui apurar at\u00e9 o momento a respeito desse\nartista cuja marca s\u00e3o desenhos de personagens urbanos, elegantes e de ar\nmisterioso. Discretos, inseridos em contextos sofisticados da cidade como nas\nilustra\u00e7\u00f5es da revista <em>A M\u00e1scara<\/em>, o estilo desse artista me chamou\naten\u00e7\u00e3o pelo dom\u00ednio da figura humana, da luz e sombra e pela fluidez de suas\nlinhas. Seres longil\u00edneos, de olhares penetrantes e enigm\u00e1ticos, ora envoltos\nnuma atmosfera totalmente afeita \u00e0quilo que \u00e0 \u00e9poca (d\u00e9cadas de 1910-1930) se\nconsiderava como a modernidade urbana, como ruas elegantes e iluminadas, palcos\nde cabar\u00e9s e bares, ora dramaticamente isolados numa rua pouco iluminada, abandonados\n\u00e0 pr\u00f3pria sorte, ou ainda contra suntuosas paisagens naturais.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">Curiosa, fui procurar por ind\u00edcios de sua vida em Porto\nAlegre na imprensa. No jornal <em>A Federa\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn2\"><strong>[2]<\/strong><\/a><\/em>,\no nome <em>Jos\u00e9 Rasgado<\/em> aparece diversas vezes e em diversos tempos,\nespeculando-se que o <em>Jos\u00e9 C. Rasgado<\/em> que \u00e9 mencionado como um dos \u201cju\u00edzes\nde pesagem\u201d em 1899 possa se tratar do pai de Jos\u00e9 Rasgado Filho<a href=\"#_ftn3\">[3]<\/a>.\nAnos mais tarde, em 1909, o jornal indica que um Jos\u00e9 Rasgado Filho estudou no\nGymnasio Anchieta<a href=\"#_ftn4\">[4]<\/a>,\ne, em 1917<a href=\"#_ftn5\">[5]<\/a>,\n<em>Jos\u00e9 C. Rasgado Filho<\/em> teria sido aprovado nos exames de admiss\u00e3o da Escola\nM\u00e9dico-Cirurgica de Porto Alegre, o que indica que talvez o artista tenha\ntentado, originalmente, uma forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">De qualquer modo, fato \u00e9 que seus\ndesenhos come\u00e7am a aparecer nas revistas ilustradas de Porto Alegre desde seus\nprimeiros tempos. Conforme o cr\u00edtico de arte Carlos Scarinci, Jos\u00e9 Rasgado\nFilho j\u00e1 publicava em 1913 na Revista <em>Kodak<\/em>, informa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m trazida\npela historiadora da arte Neiva Maria Fonseca Bohns, que escreve em sua tese\nque em \u201c1912 \u2013 \u00c9 lan\u00e7ada a <em>Revista Kodak<\/em>. Entre seus\ncolaboradores estavam Flor\u00eancio Ygartua e o ilustrador Jos\u00e9 Rasgado Filho (<em>Stelius<\/em>)\u201d<a href=\"#_ftn6\">[6]<\/a>.\n<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/kodak-bpergs-ano-ii-nr-84-30-05-1914-p05_ultimas-folhas.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3404\" width=\"498\" height=\"725\" \/><figcaption><em>\u00daltimas folhas<\/em>. Revista <em>Kodak<\/em>, Ano II, nr. 84, 30\/05\/1914, p. 5.  Biblioteca P\u00fablica do Estado do Rio Grande do Sul, fotografia da pesquisadora.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">J\u00e1 naquela \u00e9poca, a qualidade de seus trabalhos fez com que <em>Stelius<\/em> fosse destacado at\u00e9 na pujante imprensa da ent\u00e3o capital federal. Na carioca <em>Fon-Fon<\/em>, de 1\u00ba de janeiro de 1915, um cronista n\u00e3o identificado escreve:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Chama-se <em>A Rua <\/em>a pequena revista que me d\u00e1 a alegria de recordar o Pedro Velho. <em>A Rua <\/em>appareceu, a 18 do mez de novembro [<em>de 1914<\/em>] na Capital do Rio Grande do Sul. Toda de trabalhos de gente n\u00f3va, entre ella Jos\u00e9 Rasgado, <em>Stelius<\/em>, &#8211; mais, muito mais do que <em>um menino que promette<\/em>.<a href=\"#_ftn7\">[7]<\/a><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">De fato, o prest\u00edgio do artista \u00e9 atestado anos depois na\nrevista <em>M\u00e1scara<\/em>, que confirma a publica\u00e7\u00e3o dos seus trabalhos no Rio de\nJaneiro:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u00c9 j\u00e1 bastante conhecido, n\u00e3o s\u00f3 nos nossos circulos artisticos, como de toda a gente que se interessa pelas coisas de Arte, o nome de Jos\u00e9 Rasgado Filho, que com o suggestivo pseudonymo de <em>Stelius<\/em> tem publicado, n\u00e3o s\u00f3 em revistas desta Capital, como do Rio, desenhos magnificos, onde a originalidade de concep\u00e7\u00e3o se allia a uma virtuosidade admiravel. Os trabalhos de <em>Stelius <\/em>s\u00e3o inconfundiveis, j\u00e1 pelos assumptos finos e bizarros, j\u00e1 pela execu\u00e7\u00e3o s\u00f3bria, correcta e pessoalissima. No presente numero, \u2018Mascara\u2019 publica um estudo de cabe\u00e7a executado por este artista culto, e n\u00e3o podia deixar de prestar uma justa homenagem ao seu talento vigoroso.<a href=\"#_ftn8\">[8]<\/a><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1921_ed00046_p98.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3430\" width=\"348\" height=\"545\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1921_ed00046_p98.jpg 750w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1921_ed00046_p98-191x300.jpg 191w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1921_ed00046_p98-653x1024.jpg 653w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1921_ed00046_p98-6x10.jpg 6w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1921_ed00046_p98-432x677.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1921_ed00046_p98-396x621.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1921_ed00046_p98-660x1035.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1921_ed00046_p98-140x220.jpg 140w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><figcaption><em>Estudo de cabe\u00e7a<\/em>. <em>A Mascara<\/em>, BNDigital, 1921, Ed00046, p98.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">A respeito do estilo e da forma\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Rasgado Filho, Carlos Scarinci considera que ele era um\nartista <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>[&#8230;] &nbsp;cujo tra\u00e7o revela um sentido expressionista, dada a acentua\u00e7\u00e3o pat\u00e9tica ou melodram\u00e1tica que imprime a seus temas. Autodidata, embora deva suspeitar-se que em algum momento tenha passado pelos ateli\u00eas locais<a href=\"#_ftn9\">[9]<\/a>, sua forma\u00e7\u00e3o percorreu os manuais de desenho e livros art\u00edsticos que, na \u00e9poca, com facilidade se importavam da Europa. Apesar de sua produ\u00e7\u00e3o poder ser constatada desde 1913, nas p\u00e1ginas da revista \u2018Kodak\u2019, trata-se de um artista epis\u00f3dico, pois n\u00e3o era poss\u00edvel ainda um exerc\u00edcio realmente profissional em arte. Jos\u00e9 Rasgado trabalhava no setor banc\u00e1rio, sendo na verdade um diletante, muito embora mostrasse muito talento.<a href=\"#_ftn10\">[10]<\/a><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular\"><div class=\"tiled-gallery__gallery\"><div class=\"tiled-gallery__row\"><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"&quot;Zingaro&quot;. Revista &quot;A Mascara&quot;, Ano VII, nr. 5, mar\u00e7o de 1925, p25.\" data-height=\"622\" data-id=\"3420\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a-mascara_ano-vii_nr5_marc3a7o-de-1925_p25_zingaro-stelius\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_ano-vii_nr5_marc3a7o-de-1925_p25_zingaro-stelius.jpg\" data-width=\"750\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_ano-vii_nr5_marc3a7o-de-1925_p25_zingaro-stelius.jpg\" \/><\/figure><\/div><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o na revista &quot;A Mascara&quot;, Ano VII, nr. 4, 06\/02\/1925, p. 61.\" data-height=\"1140\" data-id=\"3421\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a-mascara_anovii_nr4_06-02-1925_p61_1875-stelius-1\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_anovii_nr4_06-02-1925_p61_1875-stelius-1.jpg\" data-width=\"750\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_anovii_nr4_06-02-1925_p61_1875-stelius-1.jpg\" \/><\/figure><\/div><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"&quot;Um cego&quot;. Revista &quot;A Mascara&quot;, BNDigital, 1918, Ed00018, p. 18.\" data-height=\"1166\" data-id=\"3422\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a-mascara_bndigital_1918_ed00018_p18\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1918_ed00018_p18.jpg\" data-width=\"750\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1918_ed00018_p18.jpg\" \/><\/figure><\/div><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"&quot;Portrait de mlle. Idalina Fournier&quot;. Revista &quot;A Mascara&quot;, BNDigital, 1918, Ed00024, p13.\" data-height=\"1024\" data-id=\"3423\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a-mascara_bndigital_1918_ed00024_p13\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1918_ed00024_p13.jpg\" data-width=\"750\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1918_ed00024_p13.jpg\" \/><\/figure><\/div><\/div><div class=\"tiled-gallery__row\"><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"&quot;Um artista&quot;. Revista &quot;A Mascara&quot;, BNDigital, 1919, Ed00006, p15.\" data-height=\"1124\" data-id=\"3424\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a-mascara_bndigital_1919_ed00006_p15\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1919_ed00006_p15.jpg\" data-width=\"750\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1919_ed00006_p15.jpg\" \/><\/figure><\/div><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" data-height=\"1107\" data-id=\"3425\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a-mascara_bndigital_1919_ed00008_p01\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1919_ed00008_p01.jpg\" data-width=\"750\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1919_ed00008_p01.jpg\" \/><\/figure><\/div><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"&quot;Zingaro&quot;. Revista &quot;A Mascara&quot;, BNDigital, 1919, Ed00027, p21.\" data-height=\"1123\" data-id=\"3426\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a-mascara_bndigital_1919_ed00027_p21\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1919_ed00027_p21.jpg\" data-width=\"750\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1919_ed00027_p21.jpg\" \/><\/figure><\/div><\/div><div class=\"tiled-gallery__row\"><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"&quot;L'artiste&quot;. Revista &quot;A Mascara&quot;, BNDigital, 1920, Ed00005, p23.\" data-height=\"1166\" data-id=\"3427\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a-mascara_bndigital_1920_ed00005_p23\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1920_ed00005_p23.jpg\" data-width=\"750\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1920_ed00005_p23.jpg\" \/><\/figure><\/div><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"&quot;Um senhor de chap\u00e9o alto&quot;. Revista &quot;A Mascara&quot;, BNDigital, 1920, Ed00006, p26.\" data-height=\"1148\" data-id=\"3428\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a-mascara_bndigital_1920_ed00006_p26\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1920_ed00006_p26.jpg\" data-width=\"450\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1920_ed00006_p26.jpg\" \/><\/figure><\/div><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"&quot;Camorrista&quot;. Revista &quot;A Mascara&quot;, Ano III,_nr. III, 19\/06\/1920, p. 26.\" data-height=\"1144\" data-id=\"3419\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a-mascara_ano-iii_nriii_19-06-1920_p26_stelius_camorrista\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_ano-iii_nriii_19-06-1920_p26_stelius_camorrista.jpg\" data-width=\"750\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_ano-iii_nriii_19-06-1920_p26_stelius_camorrista.jpg\" \/><\/figure><\/div><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" data-height=\"1140\" data-id=\"3416\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a-mascara_anovii_nr4_06-02-1925_p61_1875-stelius\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_anovii_nr4_06-02-1925_p61_1875-stelius.jpg\" data-width=\"750\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_anovii_nr4_06-02-1925_p61_1875-stelius.jpg\" \/><\/figure><\/div><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">De fato, a\nprofiss\u00e3o de artista n\u00e3o garantia a sobreviv\u00eancia, e, assim como hoje, j\u00e1\nnaqueles tempos muitos dos ilustradores cujos desenhos e pinturas figuram nas\np\u00e1ginas das revistas ilustradas tamb\u00e9m se viam obrigados a exercer outras\nprofiss\u00f5es afim de garantir o seu sustento. Nesse sentido, Jos\u00e9 Rasgado parecer\nter tomado o rumo mais seguro: segundo Neiva Maria Bohns, ele \u201c[&#8230;]\nnunca se decidiu pela carreira art\u00edstica, preferindo dedicar o seu tempo \u00e0\natividade banc\u00e1ria, em que chegou a cargos de dire\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_ftn11\">[11]<\/a>. Assim, dedicava-se eventualmente \u00e0 sua arte e\nintegralmente \u00e0 sua profiss\u00e3o diurna.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">Boa parte de\nseu universo tem\u00e1tico, contudo, aponta para a vida noturna e urbana de seu\ntempo, o que leva a pensar que, provavelmente, Jos\u00e9 Rasgado tenha sido um\nfrequentador da noite porto-alegrense. Entre seus amigos pr\u00f3ximos, contava-se\nningu\u00e9m menos que Francis Pelichek, o pintor tcheco que chegara em Porto Alegre\nem 1922 e atuava tamb\u00e9m como professor do ent\u00e3o <em>Instituto Livre de Belas Artes<a href=\"#_ftn12\"><strong>[12]<\/strong><\/a><\/em>. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/j-rasgado-filho_dic3a1rios-de-pelichek-10-p51.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3405\" width=\"358\" height=\"574\" \/><figcaption>Recorte da revista <em>A M\u00e1scara<\/em> nos di\u00e1rios de Francis Pelichek. Arquivo Hist\u00f3rico do Instituto de Artes da UFRGS.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">Pelichek era\num not\u00f3rio bo\u00eamio, e traz em seus di\u00e1rios um recorte de revista da fotografia do\namigo. \u00c9 poss\u00edvel que os dois tenham participado dos c\u00edrculos intelectuais da\ncidade, compostos por jornalistas, m\u00fasicos, poetas, artistas e figuras c\u00e9lebres\nda cultura local nos restaurantes, cabar\u00e9s e caf\u00e9s de Porto Alegre.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular\"><div class=\"tiled-gallery__gallery\"><div class=\"tiled-gallery__row\"><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" data-height=\"2493\" data-id=\"3414\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a_mc3a1scara_1924_anno-vii-num-iii_interior-stelius\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a_mc3a1scara_1924_anno-vii-num-iii_interior-stelius.jpg\" data-width=\"1863\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a_mc3a1scara_1924_anno-vii-num-iii_interior-stelius.jpg\" \/><\/figure><\/div><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" data-height=\"619\" data-id=\"3415\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a_mascara_15121924_stelius_o_coronel\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a_mascara_15121924_stelius_o_coronel.jpg\" data-width=\"900\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a_mascara_15121924_stelius_o_coronel.jpg\" \/><\/figure><\/div><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">Contudo,\nJos\u00e9 Rasgado e Pelichek diferiam bastante em suas express\u00f5es. As ilustra\u00e7\u00f5es do\nprimeiro, frequentemente aparentando terem sido executadas com t\u00e9cnica seca\n(grafite) ao inv\u00e9s do tradicional nanquim usado comumente nos desenhos de\nimprensa, mostra uma elabora\u00e7\u00e3o de volumes, tecidos e sombras que lhes conferem\numa precis\u00e3o e delicadeza invulgares. Ao contr\u00e1rio de Pelichek e outros\nartistas de imprensa de sua \u00e9poca, que simplificavam e deformavam linhas no\nsentido de caricatur\u00e1-las, <em>Stelius <\/em>parecia procurar\nmanter na pintura simbolista dos primeiros anos do s\u00e9culo XX sua principal\nrefer\u00eancia estil\u00edstica. <\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">Assim como seu colega Pelichek, Jos\u00e9 Rasgado Filho tamb\u00e9m\ncolaborou com o <em>Correio do Povo<\/em>, conforme afirma Neiva Maria Fonseca Bohns:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Segundo o cr\u00edtico Carlos Scarinci<a href=\"#_ftn13\">[13]<\/a>, o melhor de sua produ\u00e7\u00e3o pode ser acompanhado nas p\u00e1ginas dominicais do Correio do Povo, por curto per\u00edodo, a partir de 1929.<a href=\"#_ftn14\">[14]<\/a><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">Assim como naquele jornal, Jos\u00e9 Rasgado Filho tamb\u00e9m aparece\nnas p\u00e1ginas da <em>Revista do Globo<\/em> em suas primeiras edi\u00e7\u00f5es. Para esta\nrevista, ilustrou capas e p\u00e1ginas internas, sendo mencionado em uma cr\u00f4nica do\npintor e cr\u00edtico \u00c2ngelo Guido, em 1929:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Jos\u00e9 Rasgado \u00e9 outro esp\u00edrito interessante do meio art\u00edstico de Porto Alegre, um dos valores reaes da nova gera\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m estylista do tra\u00e7o, autor de poucos mas valiosos trabalhos que lhe revelam um temperamento muito seu e marcadamente moderno.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Bem diverso de Sot\u00e9ro Cosme, com mais tendencias a acentuar volumes, o seu desenho n\u00e3o tem o senso decorativo e a finura de estyliza\u00e7\u00e3o deste \u00faltimo, mas \u00e9 mais pl\u00e1stico, mais pr\u00f3ximo \u00e0 pintura, propriamente, do que \u00e1 ilustra\u00e7\u00e3o.<a href=\"#_ftn15\">[15]<\/a><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular\"><div class=\"tiled-gallery__gallery\"><div class=\"tiled-gallery__row\"><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" data-height=\"565\" data-id=\"3406\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/revista-do-globo_002_p028\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/revista-do-globo_002_p028.jpg\" data-width=\"800\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/revista-do-globo_002_p028.jpg\" \/><\/figure><\/div><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" data-height=\"1001\" data-id=\"3407\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/revista-do-globo_004_capa1\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/revista-do-globo_004_capa1.jpg\" data-width=\"750\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/revista-do-globo_004_capa1.jpg\" \/><\/figure><\/div><\/div><div class=\"tiled-gallery__row\"><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" data-height=\"966\" data-id=\"3408\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/revista-do-globo_005_capa1\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/revista-do-globo_005_capa1.jpg\" data-width=\"750\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/revista-do-globo_005_capa1.jpg\" \/><\/figure><\/div><div class=\"tiled-gallery__col\"><figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" data-height=\"983\" data-id=\"3409\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/revista-do-globo_009_p017\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/revista-do-globo_009_p017.jpg\" data-width=\"750\" 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src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/revista-do-globo_001_p029.jpg\" \/><\/figure><\/div><\/div><\/div><\/div>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">Posteriormente, as men\u00e7\u00f5es feitas a Jos\u00e9 Rasgado Filho no\njornal <em>A Federa\u00e7\u00e3o <\/em>relacionam o seu nome \u00e0s associa\u00e7\u00f5es de t\u00eanis e \u00e0\npr\u00e1tica deste esporte, bem como a da esgrima. At\u00e9 o momento, contudo, n\u00e3o foi\nposs\u00edvel confirmar se se trata do artista ou de um hom\u00f4nimo.<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:justify;\">De qualquer maneira, \u00e9 muito importante conhecer e trazer de\nvolta \u00e0 mem\u00f3ria da cidade artistas como Jos\u00e9 Rasgado Filho, ou <em>Stelius<\/em>,\nque se formaram artisticamente e atuaram em Porto Alegre, muito embora pouco\ntenha conseguido levantar a respeito de sua biografia at\u00e9 aqui. Ele \u00e9 o\ntestemunho de que, h\u00e1 mais de cem anos, t\u00ednhamos artistas de alta qualidade e\nsensibilidade, e que retratavam os seus tempos e os costumes de sua cidade de\nmaneira a fascinar ainda os olhares da contemporaneidade. Al\u00e9m de ser ex\u00edmio\nartista, de estilo \u00fanico, <em>Stelius <\/em>tecia tamb\u00e9m narrativas de Porto\nAlegre que remetem aos seus espa\u00e7os, personagens e costumes.<br><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/stelius-no-beco-do-rosc3a1rio-vol2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3519\" width=\"250\" height=\"470\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/stelius-no-beco-do-rosc3a1rio-vol2.jpg 350w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/08\/stelius-no-beco-do-rosc3a1rio-vol2-160x300.jpg 160w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><figcaption>Personagem inspirado nos desenhos de <em>Stelius<\/em> no segundo volume de Beco do Ros\u00e1rio. Desenho da pesquisadora.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nDesenhos, charges, ilustra\u00e7\u00f5es de moda e outras, comercializadas\ninternacionalmente e compradas por publica\u00e7\u00f5es brasileiras para ilustrar\ncr\u00f4nicas de costumes, reportagens e outras mat\u00e9rias. Eram provavelmente\nproduzidas por artistas estadunidenses e europeus, e podiam repetir-se de\nedi\u00e7\u00e3o para edi\u00e7\u00e3o das revistas e jornais.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a>\nHemeroteca\nDigital da Biblioteca Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a>\nN\u2019<em>A Federa\u00e7\u00e3o<\/em>,\nEd000230, p. 3, 07.10.1899. Hemeroteca\nDigital da Biblioteca Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a>\nN\u2019<em>A Federa\u00e7\u00e3o<\/em>,\nEd000282, p. 4, 06.12.1909. Hemeroteca\nDigital da Biblioteca Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a>\nN\u2019<em>A Federa\u00e7\u00e3o<\/em>,\nEd000155, p. 1, 05.07.1917. Hemeroteca\nDigital da Biblioteca Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a>\nBOHNS, 2005, p. 362.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a>\n<em>Fon-Fon<\/em>, 1915, Ed0001, p. 24; 01-01-1915 Anno IX N\u00famero 1. Hemeroteca\nDigital da Biblioteca Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a>\n<em>A Mascara<\/em>, 1921, Ed00046, p. 121, 30.03.1921. Anno III, N\u00famero XLVI. Hemeroteca Digital da Biblioteca\nNacional.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref9\">[9]<\/a> \u201cO artista em entrevista\npessoal ao autor negou ter tido qualquer aprendizado al\u00e9m do exerc\u00edcio\nautodidata em arte.\u201d (nas <em>Refer\u00eancias<\/em> originais do autor)<em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref10\">[10]<\/a> SCARINCI, 1980, p. 7.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref11\">[11]<\/a>[11] BOHNS, 2005, p. 125.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref12\">[12]<\/a>\nO atual Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref13\">[13]<\/a>\nSCARINCI, 1982, p. 30.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref14\">[14]<\/a>\nBOHNS, 2005. P. 125.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref15\">[15]<\/a> <em>Revista do Globo<\/em>, n\u00ba 2, p. 14.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias:<\/h3>\n\n\n\n<p>BOHNS, Neiva Maria Fonseca. <strong><em>Continente Improv\u00e1vel:Artes Visuais no Rio Grande do Sul do final do s\u00e9culo XIX a meados do s\u00e9culo XX<\/em>.<\/strong> Tese de Doutorado em Artes Visuais_ &#8211; Instituto de Artes, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2005. P. 362.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fon-Fon<\/em><\/strong>, 1915, Ed0001, p. 24; 01-01-1915 Anno IX N\u00famero 1. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>SCARINCI, Carlos. <em><strong>A gravura contempor\u00e2nea no Rio Grande do Sul \u2013 I : 1900 a 1960<\/strong><\/em>. Porto Alegre, RS: Museu de Arte do Rio Grande do Sul, 1980. P. 7.<\/p>\n\n\n\n<p>SCARINCI, Carlos. <strong><em>A gravura no Rio Grande do Sul: 1900-1980<\/em>.<\/strong> Porto Alegre: Mercado Aberto, 1982. (Documenta, 10), p. 30.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando pela primeira vez comecei a folear as edi\u00e7\u00f5es da revista A M\u00e1scara de 1918 e 1920, na sala de consulta da hemeroteca do museu Hip\u00f3lito Jos\u00e9 da Costa, n\u00e3o apenas as fotografias n\u00edtidas e abundantes daquele tempo j\u00e1 t\u00e3o long\u00ednquo me fascinaram, mas tamb\u00e9m os desenhos que ilustravam a publica\u00e7\u00e3o. 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