{"id":4031,"date":"2019-07-26T11:15:59","date_gmt":"2019-07-26T14:15:59","guid":{"rendered":"http:\/\/becodorosario.com\/?p=3349"},"modified":"2021-05-25T11:51:20","modified_gmt":"2021-05-25T14:51:20","slug":"modas-1905-1921-entre-nostalgia-e-alivio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/modas-1905-1921-entre-nostalgia-e-alivio\/","title":{"rendered":"\u201cModas 1905-1921\u201d \u2013 entre nostalgia e al\u00edvio?"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u201cAquella silhueta de talho fino e apertado, os quadris salientes, os seios bem altos e comprimidos&#8230; que contraste com a linha actual, direita, quasi estatuaria, o corpo livre do collete!\u201d<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/post-modas-1905-1921-capa-instagram.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3367\" width=\"457\" height=\"495\" \/><figcaption>Estudo de personagem e figurino para o volume 1 de <em>Beco do Ros\u00e1rio<\/em>, em momentos da hist\u00f3ria que se desenrolam por volta de 1910. Desenho feito pela pesquisadora usando  l\u00e1pis, bico de pena, nanquim e aquarela sobre papel, 2014.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A moda marca visualmente uma \u00e9poca,\ncaracterizando n\u00e3o apenas as linhas e as silhouetas de um momento hist\u00f3rico\ncomo tamb\u00e9m suas sociabilidades e sensibilidades. Hoje em dia, por exemplo, o\nguarda-roupa feminino apresenta uma variedade t\u00e3o grande de op\u00e7\u00f5es de figurinos\nque v\u00e3o do mais elegante e rigoroso ao mais despojado e confort\u00e1vel, que talvez\ncomo nunca antes esteja t\u00e3o distante das lindas por\u00e9m sofridas silhouetas do\nin\u00edcio do s\u00e9culo XX. <\/p>\n\n\n\n<p>Aqui, o curioso \u00e9 encontrar numa\nrevista de 1921 um testemunho da mudan\u00e7a radical na moda feminina que se deu\nap\u00f3s a I Guerra Mundial. Como j\u00e1 apontei aqui antes, a necessidade de bra\u00e7os\nfemininos na ind\u00fastria armamentista e pesada, em fun\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia\nmassiva dos homens para os <em>front<\/em>, fez com que grandes cabeleiras, saias\nestreitas e compridas, e chap\u00e9us enormes se tornassem n\u00e3o apenas pouco pr\u00e1ticos\ncomo at\u00e9 perigosas entre os maquin\u00e1rios. Assim, os vestidos tornaram-se pr\u00e1ticos,\nconfort\u00e1veis, de linhas simples e tamb\u00e9m mais curtos. O mesmo caminho seguiram\nos sapatos e os cabelos, sem esquecer os chap\u00e9us. <\/p>\n\n\n\n<p>No artigo reproduzido abaixo,\nescrito pela colaboradora Judith para a revista <em>A M\u00e1scara<a href=\"#_ftn2\"><strong>[2]<\/strong><\/a><\/em>,\nnota-se como a diferen\u00e7a entre as duas \u00e9pocas da moda comparadas pela autora \u2013\nela mesmo aparentemente uma especialista cuja forma\u00e7\u00e3o come\u00e7ou na primeira\nd\u00e9cada do s\u00e9culo \u2013 j\u00e1 era sens\u00edvel. Entre nostalgia e al\u00edvio, Judith nos brinda\ncom um relato precioso de como a mulher de 1921 via a moda de 1905:<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_anoiv_nriv_09-04-1921_p36_modas-1905-1921_w.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3353\" width=\"480\" height=\"730\" \/><figcaption> Montagem mostrando as modas de 1905 e 1921 na revista <em>A Mascara<\/em>, Ano IV, nr. IV, 09-04-1921, p36. Acervo da Biblioteca P\u00fablica do Estado do Rio Grande do Sul, Setor Rio Grande do Sul.  Fotografia da pesquisadora. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><strong>As modas 1905-1921<\/strong><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cEm meu atelier, recordei-me do in\u00edcio da\nminha ardua tarefa de aprendizagem no meu paiz t\u00e3o longinquo.<\/p>\n\n\n\n<p>Fui momentaneamente transportada\nao lindo atelier da \u2018Maison Serra\u2019 uma das casas de moda mais preferidas pela\n\u00e9lite portugueza. Toda a fidalguia frequentava os seus lindos sal\u00f5es de venda,\ne como eu, bem pequena, sentia-me bem, quando tinha occasi\u00e3o de contemplar\ntanta distinc\u00e7\u00e3o e nobreza!<\/p>\n\n\n\n<p>Como eram nobres as fidalgas do\ntempo da velha monarchia!<\/p>\n\n\n\n<p>Lembrando-me das modas desse\ntempo, procurei a minha velha collec\u00e7\u00e3o de figurinos. Deparou-se-me um do anno\nde 1905, ou sejam passados desasseis annos. Nesse tempo precisamente ainda n\u00e3o\ntinha iniciado a minha aprendizagem, mas poucos annos tardaram; por isso,\nrecordo-me perfeitamente da execu\u00e7\u00e3o das modas que apresento, apezar de\npassados desasseis annos!<\/p>\n\n\n\n<p>Desasseis annos&#8230; palavras\nmagicas que fazem surgir uma vis\u00e3o deliciosa de juventude em flor de belleza,\nao mesmo tempo a delicadeza da adolescencia e o desabrochar da mulher!<\/p>\n\n\n\n<p>Desasseis annos, que s\u00e3o, durante\ntantos seculos? Menos que um momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, n\u00e3o julgem que um\ncentenario passou entre as modas de outr\u2019ora e as de hoje!<\/p>\n\n\n\n<p>Quantos caprichos, elegancias,\ninvenc\u00e7\u00f5es as mais exquisitas, algumas at\u00e9 loucas, mas sempre seductoras, n\u00e3o\ntem passado pelos figurinos durante desasseis primaveras, para satisfazer as\nelegantes nos seus prazeres, emo\u00e7\u00f5es e caprichos?<\/p>\n\n\n\n<p>Passando os olhos sobre os\nfigurinos desse tempo, \u00e9 um mundo que os separa de n\u00f3s.<\/p>\n\n\n\n<p>Aquella silhueta de talho fino e\napertado, os quadris salientes, os seios bem altos e comprimidos&#8230; que\ncontraste com a linha actual, direita, quasi estatuaria, o corpo livre do\ncollete<a href=\"#_ftn3\">[3]<\/a>! O modo r\u00e1pido de andar, \u00e9\nf\u00e1cil na actualidade, imagine-se com os vestidos compridos de 1905, comprimidos\nn\u00e3o s\u00f3mente na cauda, mas tambem adeante, mais compridas ainda de que a senhora\nque os vestia. Para andar, era preciso for\u00e7ar o p\u00e9, empurrando-os adeante com um\nmovimento onde se revelava a distinc\u00e7\u00e3o duma verdadeira elegante \u2013 movimento lindo\n\u2013 mas muito incommodo!<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_anoiv_nriv_09-04-1921_p37_modas-1905-1921_w.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3354\" width=\"523\" height=\"778\" \/><figcaption> Texto original n&#8217;<em>A Mascara<\/em>, Ano IV, nr. IV, 09-04-1921, p37. Acervo da Biblioteca P\u00fablica do Estado do Rio Grande do Sul, Setor Rio Grande do Sul. Fotografia da pesquisadora.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Os chap\u00e9os! oh! os chap\u00e9os! Eis a mudan\u00e7a\nmais assombrosa. Por um milagre de equilibrio sustinham-se na cabe\u00e7a, altos,\nencarapitados sobre a aureola de puffes ondulados os grandes chap\u00e9os que pareciam\nedificios de complicada construc\u00e7\u00e3o&#8230;<a href=\"#_ftn4\">[4]<\/a> As pequenas toques com a\nsua estreita copa sobre a qual sobrepunham os dapeados em tule, fil\u00f3, etc. \u2013\nent\u00e3o novidade \u2013 tanto maior era o seu encanto, quanto menos poss\u00edvel fosse\nenterrado na cabe\u00e7a, apparecendo assim por completo, os bellos cabellos&#8230; o\nque hoje \u00e9 motivo para algumas saudades&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Os chap\u00e9os de hoje, s\u00e3o\ncompletamente entrados na cabe\u00e7a, sendo quase impossivel de saber se os cabellos\ns\u00e3o pretos, castanhos ou louros&#8230; entretanto, quantos lindos cabellos elles\nencobrem o que \u00e9 francamente um dos grandes encantos femininos!<\/p>\n\n\n\n<p>E os forros que acompanhavam os\nvestidos, com os seus folhos volumosos de mousseline de seda, que appareciam\ndebaixo do vestido compridissimo, quase sempre difficil de levantar,\nverdadeiramente impraticaveis! Que lhes fizemos? Completamente evaporados,\ndesappareceram! Est\u00e3o reduzidos ao minimo e o que resta \u00e9 bem bonito mas muito\nintimo, pois n\u00e3o se vem mais, a saia de baixo, existe, mas chega s\u00f3mente ao\njoelho, tendo a saia do vestido a acompanha-la s\u00f3 um pouco mais abaixo&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>O incommodativo collete,\ndesappareceu completamente, por nada mais ter que occultar, os decotes s\u00e3o t\u00e3o\nbaixos, que nada mais permittem sen\u00e3o um leve e delicado tulle quase invisivel\nque sustem o busto; tudo era ao inverso dos nossos gostos actuaes, e entretanto,\nas mulheres eram da mesma forma deliciosas&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Judith\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Abaixo, alguns exemplos da moda da\nprimeira d\u00e9cada do s\u00e9culo XX em Porto Alegre, em fotografias de Virg\u00edlio Calegari&#8230;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/foto-651_wf.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3355\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/virgilio-calegari_-093\/\" class=\"wp-image-3355\" \/><figcaption>Retrato de estu\u0301dio, final do se\u0301culo XIX.\n\nFoto: Virgi\u0301lio Calegari\n(Acervo do Museu Joaquim Jose\u0301 Felizardo<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/foto-801f_w.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3356\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/foto-801f\/\" class=\"wp-image-3356\" \/><figcaption> Retrato de est\u00fadio, final do s\u00e9culo XIX. Foto: Virg\u00edlio Calegari (Acervo do Museu Joaquim Jos\u00e9 Felizardo <\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/virgc3adlio-calegari_-107_w.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3357\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/virgilio-calegari_-107\/\" class=\"wp-image-3357\" \/><figcaption> Retrato de est\u00fadio, final do s\u00e9culo XIX. Foto: Virg\u00edlio Calegari (Acervo do Museu Joaquim Jos\u00e9 Felizardo <\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul>\n\n\n\n<p>&#8230;e alguns exemplos da moda de 1921 em desenhos e fotografias da revista <em>A M\u00e1scara:<\/em><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_anoiii_nrxlvi_30-03-1921_p25_modas1921_w.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3358\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a-mascara_anoiii_nrxlvi_30-03-1921_p25_modas1921_w\/\" class=\"wp-image-3358\" \/><figcaption>Senhoras pelotenses. <em>A Mascara<\/em>, AnoIII, nrXLVI, 30-03-1921, p. 25. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_anoiii_nrxlvi_30-03-1921_p61_modas1921_w.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3359\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a-mascara_anoiii_nrxlvi_30-03-1921_p61_modas1921_w\/\" class=\"wp-image-3359\" \/><figcaption> Ilustra\u00e7\u00e3o mostrando o modelo de beleza feminina da \u00e9poca.  Artista desconhecido. <em>A Mascara<\/em>, AnoIII, nrXLVI, 30-03-1921, p. 61. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. <\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_anoiii_nrxlvi_30-03-1921_p94_modas1921_w.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3360\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a-mascara_anoiii_nrxlvi_30-03-1921_p94_modas1921_w\/\" class=\"wp-image-3360\" \/><figcaption>Senhoras da sociedade. <em>A Mascara<\/em>, Ano.III, nrXLVI, 30-03-1921, p. 94. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.  <\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1920_ed00005-3_p36_w.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3361\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a-mascara_bndigital_1920_ed00005-3_p36_w\/\" class=\"wp-image-3361\" \/><figcaption>Desenhos de moda mostrando chap\u00e9us de 1921. <em>A Mascara<\/em>, 1920, Ed00005(3), p. 36. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.<\/figcaption><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/07\/a-mascara_bndigital_1921_ed00046_p146_w.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3362\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a-mascara_bndigital_1921_ed00046_p146_w\/\" class=\"wp-image-3362\" \/><figcaption>Desenhos de moda. Artista desconhecido. <em>A Mascara<\/em>, Ano III, nr. XLVI, 30-03-1921, p. 146. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.   <\/figcaption><\/figure><\/li><\/ul>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><br><\/h4>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\n<em>A Mascara<\/em>, Ano IV, nr. IV, 09-04-1921, p37. Acervo da Biblioteca P\u00fablica\ndo Estado do Rio Grande do Sul, Setor Rio Grande do Sul. A grafia original foi mantida.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a>\n<em>A Mascara<\/em>, Ano IV, nr. IV, 09-04-1921, p37. Acervo da Biblioteca P\u00fablica\ndo Estado do Rio Grande do Sul, Setor Rio Grande do Sul. A grafia original foi mantida.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a>\nAqui, provavelmente a autora se refere ao antigo espartilho. Esta pe\u00e7a do guarda-roupa\nfeminino conferia ao torso uma postura reta e r\u00edgida, moldando a cintura e\nelevanto os seios. N\u00e3o raro constrangia a respira\u00e7\u00e3o e acarretava outras\ncomplica\u00e7\u00f5es do funcionamento dos \u00f3rg\u00e3os internos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a>\nA respeito do tamanho dos chap\u00e9us &nbsp;femininos dos primeiros anos do s\u00e9culo XX, Rafael\nGuimaraens, em seu livro <em>20 relatos ins\u00f3litos de Porto Alegre <\/em>(Ed.\nLibretos, 2017, p. 15), afirma que os propriet\u00e1rios do Teatro Coliseu tiveram\nde criar uma chapelaria para as mulheres em virtude das reclama\u00e7\u00f5es da plat\u00e9ia\nque tinha sua vis\u00e3o dos filmes obstru\u00edda pelos imensos chap\u00e9us.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cAquella silhueta de talho fino e apertado, os quadris salientes, os seios bem altos e comprimidos&#8230; que contraste com a linha actual, direita, quasi estatuaria, o corpo livre do collete!\u201d[1] A moda marca visualmente uma \u00e9poca, caracterizando n\u00e3o apenas as linhas e as silhouetas de um momento hist\u00f3rico como tamb\u00e9m suas sociabilidades e sensibilidades. 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