{"id":3671,"date":"2019-12-09T12:40:32","date_gmt":"2019-12-09T15:40:32","guid":{"rendered":"http:\/\/becodorosario.com\/?p=3138"},"modified":"2021-04-30T11:54:31","modified_gmt":"2021-04-30T14:54:31","slug":"o-bairro-rico-moinhos-de-vento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/o-bairro-rico-moinhos-de-vento\/","title":{"rendered":"O bairro rico: Moinhos de Vento"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-justify\">O bairro Moinhos\nde Vento permanece at\u00e9 hoje no imagin\u00e1rio da cidade como um bairro de fam\u00edlias\nricas, estabelecimentos e atividades requintadas, e isso vem de um passado j\u00e1\ndistante. Na minha hist\u00f3ria em quadrinhos, situo nele a resid\u00eancia da fam\u00edlia\nWaldoff, n\u00facleo \u201cabastado\u201d da narrativa e que recria o quotidiano \u2013 bem diferenciado\ndaquele das pessoas dos becos \u2013 das fam\u00edlias de origem alem\u00e3 que, enriquecidas,\nsituaram-se ali.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/12\/av-independc3aancia-no-voluma-2-do-beco-do-rosc3a1rio.jpg?w=1024\" alt=\"\" class=\"wp-image-3771\" width=\"715\" height=\"234\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/av-independc3aancia-no-voluma-2-do-beco-do-rosc3a1rio.jpg 1450w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/av-independc3aancia-no-voluma-2-do-beco-do-rosc3a1rio-300x99.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/av-independc3aancia-no-voluma-2-do-beco-do-rosc3a1rio-1024x337.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/av-independc3aancia-no-voluma-2-do-beco-do-rosc3a1rio-10x3.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/av-independc3aancia-no-voluma-2-do-beco-do-rosc3a1rio-432x142.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/av-independc3aancia-no-voluma-2-do-beco-do-rosc3a1rio-396x130.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/av-independc3aancia-no-voluma-2-do-beco-do-rosc3a1rio-1120x368.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/av-independc3aancia-no-voluma-2-do-beco-do-rosc3a1rio-660x217.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/av-independc3aancia-no-voluma-2-do-beco-do-rosc3a1rio-669x220.jpg 669w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><figcaption>A famosa avenida Independ\u00eancia em um dos quadros das p\u00e1ginas do volume 2 de <em>Beco do Ros\u00e1rio<\/em>. L\u00e1pis e nanquim sobre papel Fabriano 5 satinado, 2018-19.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Seu nome, segundo S\u00e9rgio da Costa Franco, <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>[\u2026] decorreu do nome da Rua 24 de Outubro, que at\u00e9 1930 se denominava Rua Moinhos de Vento, como antes se chamara Estrada ou Caminho dos Moinhos de Vento a av. Independ\u00eancia <\/em><a href=\"#_ftn1\"><em>[1]<\/em><\/a><em>. <\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Ainda que nada tenha restado deles hoje, havia mesmo, segundo o autor, moinhos de vento na zona fronteiri\u00e7a entre o que hoje \u00e9 o centro hist\u00f3rico de Porto Alegre e o bairro Moinhos de Vento: <\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p><em>A origem do curioso top\u00f4nimo est\u00e1 nos moinhos de vento que possuiu, \u00e0 altura da Rua Barros Cassal em seu cruzamento com a Av. Independ\u00eancia, o cidad\u00e3o Ant\u00f4nio Martins Barbosa [\u2026].<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/mapa-porto-alegre-1906-moinhos-de-vento.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3139\" \/><figcaption> <br> Detalhe da &#8220;Planta da Cidade de Porto Alegre&#8221;, de A.A. Trebbi (1906), mostrando o bairro Moinhos de Vento.  Fonte: Mapoteca do IHGRGS.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Sandra Pesavento vem\nao encontro do que o autor diz, quando afirma que <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>[\u2026] na continuidade da crista da colina, passando o Port\u00e3o da Cidade e a Santa Casa, estendia-se o Caminho dos Moinhos de Vento (atual Avenida Independ\u00eancia), como que a prolongar a zona alta da cidade, e dando origem, mais al\u00e9m, ao arraial de S\u00e3o Manoel (atual bairro de Moinhos de Vento) <\/em><a href=\"#_ftn2\"><em>[2]<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Como caminho para\na parte alta do centro da cidade, em continua\u00e7\u00e3o \u00e0 rua Duque de Caxias, ao\nlongo do <em>Caminho dos Moinhos de Vento<\/em>\nou Avenida Independ\u00eancia instalaram-se muitas fam\u00edlias de origem alem\u00e3 das\ncol\u00f4nias pr\u00f3ximas a Porto Alegre. Em especial as que haviam enriquecido com o\nestebelecimento de pequenas ind\u00fastrias na virada do s\u00e9culo XIX para o XX, e\nassim podido deixar cidades como S\u00e3o Leopoldo ou Novo Hamburgo para morar na\nCapital do Estado. <\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/charge-independc3aancia-revista-iris-porto-alegre-ano-ii-nr-6-out-1921.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3141\" width=\"416\" height=\"673\" \/><figcaption> <br>Morador da Avenida Independ\u00eancia. Charge da Revista <em>Iris<\/em>, ano II, nr. 6, out. de 1921 (IHGRS). In: Kersting, 1998, p. 155. <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Arnaldo Doberstein lembra\nda contribui\u00e7\u00e3o do comerciante Ant\u00f4nio Jos\u00e9 Gon\u00e7alves Mostardeiro para o\narruamento e organiza\u00e7\u00e3o do bairro: <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>[&#8230;] o finado Mostardeiro, \u2018homem de vistas largas e trabalho inteligente\u2019<\/em><a href=\"#_ftn3\"><em>[3]<\/em><\/a><em>, pelo seu arrojo em limpar, medir, dividir, drenar e nivelar uma vasta extens\u00e3o de terreno inculto, como o bairro Moinhos de Vento, e transform\u00e1-lo no \u2018arrabalde mais elegante de Porto Alegre; com linha de bonde e tudo mais\u2019<\/em><a href=\"#_ftn4\"><em>[4]<\/em><\/a><em>.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Desde o final do\ns\u00e9culo XIX a rua Mostardeiro homenageia o ilustre habitante do bairro, que\ndesde esta \u00e9poca vem sendo urbanizado. Talvez por isso, tamb\u00e9m, a Avenida\nIndepend\u00eancia tenha sido uma das primeiras a receber o que na d\u00e9cada de 1920\nhavia de mais moderno em termos de urbaniza\u00e7\u00e3o. Segundo Charles Monteiro,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">&nbsp;<em>A avenida Independ\u00eancia recebe um novo cal\u00e7amento de paralelep\u00edpedos e um sistema de ilumina\u00e7\u00e3o moderno \u2018Nova Lux\u2019 em dois n\u00edveis distintos. Esta rua era a nova via aristocr\u00e1tica da cidade, na qual concentravam-se os palacetes da burguesia em ascens\u00e3o. De perfil residencial, foi a primeira \u00e1rea, ap\u00f3s o centro, a <strong>gozar de todos os chamados servi\u00e7os industriais.<\/strong><\/em><a href=\"#_ftn5\"><em>[5]<\/em><\/a><em> [grifo da pesquisadora] <\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Os servi\u00e7os industriais,\nque inclu\u00edam ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica, abastecimento de \u00e1gua, recolhimento de lixo,\nestavam sendo alvo de uma campanha de grande moderniza\u00e7\u00e3o e regulariza\u00e7\u00e3o pela\nmunicipalidade sob a administra\u00e7\u00e3o de Ot\u00e1vio Rocha, e sua extens\u00e3o ao bairro\nMoinhos de Vento indica a import\u00e2ncia e poder deste bairro na cidade. Conforme\no jornal <em>A Federa\u00e7\u00e3o<\/em> de 12\/5\/1927,\nn\u00e3o apenas as lumin\u00e1rias seriam novas, como teriam tamb\u00e9m fia\u00e7\u00e3o subterr\u00e2nea,\nalgo raro mesmo nos melhores bairros da Porto Alegre atual: \u201cos f\u00f3cos ser\u00e3o\nalimentados por distribuidores subterraneos, collocados sob o passeio\u201d<a href=\"#_ftn6\">[6]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Da mesma forma, cerca de\ndez anos antes, Andradina de Oliveira, no romance <em>O Perd\u00e3o<\/em>,j\u00e1 \u00e0\nsofistica\u00e7\u00e3o das casas do Moinhos de Vento:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>&nbsp;[&#8230;] o Luiz, depois de arrumar de novo a mesa para o amo quando voltasse \u00e0s onze, tamb\u00e9m se embriocava no seu quartinho, onde uma campainha el\u00e9trica o avisava que precisavam dele. Por toda casa havia campainhas para que a ordem n\u00e3o fosse nunca perturbada. [&#8230;] Tudo estava previsto naquela vivenda moderna, uma das primeiras do bairro rico dos Moinhos de Vento. [7] <\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A autora,\nno mesmo livro, menciona o quotidiano pacato e buc\u00f3lico da Pra\u00e7a J\u00falio de\nCastilhos, um dos pontos de refer\u00eancia do bairro: \u201cfindo o almo\u00e7o, a criadinha\ne a ama sa\u00edram com os pequenos a passear para a Pra\u00e7a J\u00falio de Castilhos, ent\u00e3o\num horto de rosas em come\u00e7o de estio\u201d<a href=\"#_ftn8\">[8]<\/a>. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">V\u00ea-se que\no bairro Moinhos de Vento tem uma longa tradi\u00e7\u00e3o de ser percebido como um\nespa\u00e7o nobre de Porto Alegre, o que contribuiu para a sua perman\u00eancia no imagin\u00e1rio\nlocal como uma das \u00e1reas mais valorizadas da cidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/01-a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_av-independc3aancia-igreja-da-conceic3a7c3a3o.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3144\" \/><figcaption> <br>O in\u00edcio da avenida Independ\u00eancia. Revista <em>A M\u00e1scara<\/em>. N\u00famero Comemorativo do Centen\u00e1rio da Independ\u00eancia, 1922.  Hemeroteca do MCSHJC, Porto Alegre. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/02-a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_trecho-av-independc3aancia.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3143\" \/><figcaption> <br>Trecho da rua Independ\u00eancia. Notar as elegantes casas e palacetes em estilo ecl\u00e9tico, o mais moderno \u00e0 \u00e9poca, com seus torre\u00f5es e c\u00fapulas met\u00e1licas. Revista <em>A M\u00e1scara<\/em>. N\u00famero Comemorativo do Centen\u00e1rio da Independ\u00eancia, 1922.  Hemeroteca do MCSHJC, Porto Alegre.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/03-a_mc3a1scara_29_jun_1918_jardim-de-luiz-palmeiro-av-independencia.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3142\" \/><figcaption> <br>Vista do suntuoso jardim do palacete de Luiz Palmeiro \u00e0 rua Independ\u00eancia. Revista <em>A M\u00e1scara<\/em>. N\u00famero Comemorativo do Centen\u00e1rio da Independ\u00eancia, 1922.   <br>Hemeroteca do MCSHJC, Porto Alegre. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Refer\u00eancias:<\/h2>\n\n\n\n<p><em>A\nFedera\u00e7\u00e3o<\/em>, 12\/5\/1927, p. 2. Hemeroteca Digital da Biblioteca\nNacional (bndigital.bn.gov.br\/hemeroteca-digital\/).<\/p>\n\n\n\n<p>FRANCO, S\u00e9rgio da Costa. <em>Porto Alegre: guia hist\u00f3rico.<\/em> Porto\nAlegre: Ed. da Universidade\/UFRGS, 1988. pp. 278-279.<\/p>\n\n\n\n<p>KERSTING, Eduardo. <em>Ind\u00edcios em representa\u00e7\u00f5es: denomina\u00e7\u00f5es em\ntorno da Col\u00f4nia Africana.<\/em>Porto Alegre: Revista Anos 90, n. 9, Julho de 1998, pp. 150-164.<\/p>\n\n\n\n<p>MONTEIRO, Charles. <em>Porto Alegre: urbaniza\u00e7\u00e3o e modernidade: a constru\u00e7\u00e3o social do espa\u00e7o urbano. <\/em>Porto Alegre: EDIPUCRS, 1995.<\/p>\n\n\n\n<p>OLIVEIRA, Andradina.<em> O Perd\u00e3o.<\/em> Florian\u00f3polis: Ed. Mulheres, 2010 [1910].<\/p>\n\n\n\n<p>PESAVENTO, Sandra Jatahy. <em>Os sete\npecados da capital<\/em>. S\u00e3o Paulo: Hucitec, 2008.<br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> FRANCO,\nS\u00e9rgio da Costa. <em>Porto Alegre: guia\nhist\u00f3rico<\/em>. Porto Alegre: Ed. da Universidade\/UFRGS, 1988. pp. 278-279.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> PESAVENTO,\nSandra Jatahy. <em>Os sete pecados da\ncapital.<\/em> S\u00e3o Paulo: Hucitec, 2008. P. 27.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> <em>Correio do Povo<\/em>, 27 mar. 1904, p. 1.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> <em>Correio do Povo<\/em>, 27 mar. 1904, p. 1.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> MONTEIRO,\nCharles. <em>Porto Alegre: urbaniza\u00e7\u00e3o e\nmodernidade: a constru\u00e7\u00e3o social do espa\u00e7o urbano<\/em>. Porto Alegre: EDIPUCRS,\n1995. p. 108.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> <em>As obras municipaes<\/em>, em A<em> Federa\u00e7\u00e3o<\/em>, 12\/5\/1927, p. 2. Hemeroteca\nDigital da Biblioteca Nacional (bndigital.bn.gov.br\/hemeroteca-digital\/). <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a> OLIVEIRA,\nAndradina. O Perd\u00e3o. Florian\u00f3polis: Ed. Mulheres, 2010 [1910]. pp. 108-109.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a> OLIVEIRA,\nAndradina. O Perd\u00e3o. Florian\u00f3polis: Ed. Mulheres, 2010 [1910]. p. 178.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O bairro Moinhos de Vento permanece at\u00e9 hoje no imagin\u00e1rio da cidade como um bairro de fam\u00edlias ricas, estabelecimentos e atividades requintadas, e isso vem de um passado j\u00e1 distante. 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