{"id":3670,"date":"2019-11-19T13:51:48","date_gmt":"2019-11-19T16:51:48","guid":{"rendered":"http:\/\/becodorosario.com\/?p=3124"},"modified":"2023-05-08T16:21:37","modified_gmt":"2023-05-08T19:21:37","slug":"o-areal-da-baronesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/o-areal-da-baronesa\/","title":{"rendered":"O Areal da Baronesa"},"content":{"rendered":"\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Na minha hist\u00f3ria em quadrinhos, busco nos becos os espa\u00e7os historicamente negros do espa\u00e7o mais central da Porto Alegre da virada do s\u00e9culo XIX para o XX, mas n\u00e3o chego a falar diretamente de um que \u00e9 talvez o mais antigo deles: <strong>o <\/strong><em><strong>Areal da Baronesa<\/strong><\/em>.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Quem procura pelos territ\u00f3rios negros da antiga Porto Alegre logo se depara com esse nome. A origem dele est\u00e1 na antiga ch\u00e1cara da Baronesa de Gravata\u00ed, no que hoje \u00e9 a Cidade Baixa, cujo solar pode-se ver numa aquarela<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a> do viajante alem\u00e3o H. R. Wendroth:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3125\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/wendroth_fig-98-porto-alegre-vista-do-hospital-1.jpg\" alt=\"\">\r\n<figcaption><br>Aquarela de Wendroth &#8220;Porto Alegre vom Lazareth gesehen&#8221;, ou &#8220;Porto Alegre vista do Hospital (Santa Casa de Miseric\u00f3rdia)&#8221;, ca. 1852. Ao fundo, junto \u00e0 praia, v\u00ea-se o solar da Baronesa de Gravata\u00ed.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">No livro <strong>Colonos e Quilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre<\/strong>, da historiadora e fot\u00f3grafa Irene Santos, encontramos um relato detalhado dos personagens que deram origem ao nome tradicional da \u00e1rea:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>Jo\u00e3o Batista da Silva Pereira e sua esposa Maria Em\u00edlia Pereira eram donos de uma grande extens\u00e3o de terra, em que se destacava uma mans\u00e3o, localizada onde hoje est\u00e1 o pr\u00e9dio da Funda\u00e7\u00e3o P\u00e3o dos Pobres, no bairro Cidade Baixa. N\u00e3o eram nobres e nem sempre foram ricos. Jo\u00e3o Batista era portugu\u00eas e chegou pobre a Porto Alegre por volta de 1823. Para sobreviver montou um pequeno estaleiro e deu in\u00edcio \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de barcos para a navega\u00e7\u00e3o fluvial. O neg\u00f3cio prosperou, e o acesso \u00e0 sociedade porto-alegrense tamb\u00e9m.<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>Ao casar com Maria Em\u00edlia, de tradicional fam\u00edlia a\u00e7oriana, Jo\u00e3o Batista j\u00e1 estava rico, e presenteou a mulher com a mans\u00e3o, que se tornou um lugar de recep\u00e7\u00f5es festivas e pol\u00edticas. O t\u00edtulo de bar\u00e3o veio das m\u00e3os de Dom Pedro II, em reconhecimento ao tratamento recebido: quando passaram por Porto Alegre em 1845, o imperador e a imperatriz Teresa Cristina ficaram hospedados na mans\u00e3o do casal Pereira.<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>O t\u00edtulo de nobreza s\u00f3 fortaleceu os neg\u00f3cios e, com o passar do tempo, Jo\u00e3o Batista foi adquirindo lotes e mais lotes de terra nos arredores, formando uma grande ch\u00e1cara, conhecida como Areal da Baronesa.<\/em><a href=\"#_ftn2\"><em>[2]<\/em><\/a><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3131\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/muro-do-areal-da-baronesa-santos-2010-p24_w.jpg\" alt=\"\">\r\n<figcaption>Resto do muro da mans\u00e3o da Baronesa de Gravatahy em fotografia de Irene Santos. Fonte: SANTOS, 2010, p. 24.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Contudo, um ano depois, o infort\u00fanio deixou a baronesa vi\u00fava, e esta n\u00e3o conseguiu manter o estaleiro do marido. Pior, sobreveio um inc\u00eandio que arrasou a mans\u00e3o da fam\u00edlia\u2026<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Segundo Sergio da Costa Franco,<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>Depois que o grande solar se incendiou, a Baronesa resolveu parcelar sua ch\u00e1cara e vend\u00ea-la em lotes, o que foi ocifialmente aprovado pela C\u00e2mara Municipal em 12\/2\/1879. Sem nenhum melhoramento urbano, e sujeita, ademais, a eventuais alagamentos, essa zona se conservou por longos anos como local de moradia de fam\u00edlias pobres, com raras constru\u00e7\u00f5es de melhor qualidade.<\/em><a href=\"#_ftn3\"><em>[3]<\/em><\/a><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3126\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/fig262plantapoa1881-c381rea-aprox-do-areal-da-baronesa-1.jpg\" alt=\"\">\r\n<figcaption><br>Planta de Porto Alegre de Henri Breton, 1881 (Mapoteca do IHGRS). Em amarelo, a \u00e1rea aproximada do Areal da Baronesa (edi\u00e7\u00e3o da pesquisadora).<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Entretanto, Mattos aponta uma contradi\u00e7\u00e3o entre as datas de parcelamento do Areal da Baronesa e a not\u00edcia do inc\u00eandio do palacete:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>[&#8230;] a Baronesa teria decidido parcelar e vender a ch\u00e1cara, depois de um inc\u00eandio no seu palacete, uma suntuosa edifica\u00e7\u00e3oi localizada onde hoje fica a Funda\u00e7\u00e3o P\u00e3o dos Pobres; Por\u00e9m o inc\u00eandio o referido pr\u00e9dio \u00e9 noticiado pelo jornal \u2018A Federa\u00e7\u00e3o\u2019 apenas em 09\/janeiro\/1899, contradizendo o sinistro antes do parcelamento da \u00e1rea, visto que na \u00e9poca da not\u00edcia inclusive j\u00e1 faziam 11 anos do falecimento da Baronesa.<\/em><a href=\"#_ftn4\"><em>[4]<\/em><\/a><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">De qualquer forma, a \u00e1rea que hoje corresponde a uma parte antiga e importante da Cidade Baixa j\u00e1 era descrita por Achylles Porto Alegre como um ref\u00fagio da viol\u00eancia e brutalidade do sistema escravista para os africanos traficados para a cidade, em meados do s\u00e9culo XIX:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>Aquelle sitio, alli, \u00e1 praia de Bellas, onde est\u00e1 hoje o quartel do 2\u00ba batalh\u00e3o da Brigada Militar, era, h\u00e1 cincoenta annos um matagal cerradissimo onde os \u2018negros fugidos\u2019 iam esconder-se de seus implacaveis e desumanos senhores \u2013 que, quando os conseguiam apanhar, com o aux\u00edlio do \u2018capit\u00e3o do matto\u2019, os retalhavam a vergalho at\u00e9 lhes arrancar, como couro e o sangue, a alma do corpo.<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>Os pobres escravos, que se revoltavam contra a tyrannia do verdugo, seu dono, procuravam de preferencia aquelle logar para esconderijo, porque a mattaria era espessa, e elles encontravam alli, para alimentar-se, o ara\u00e7\u00e1, a cereja, a pitanga, o maracuj\u00e1, o jo\u00e1, o ananaz, e tantas outras fructas silvestres que o bom Deus semeou a m\u00e3os cheias na terra para regalar a gulodice dos pobres diabos, que n\u00e3o podem entrar nas casas elegantes, onde ellas se vendem.<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>De resto, a um passo, ficava a praia, com a lympha crystallina para lhes mitigar a sede.<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>Hoje, esse velho logar tem o nome religioso de S. Jo\u00e3o Baptista, por que trocou o t\u00edtulo nobiliarchico de \u2018Areal da Baroneza\u2019.<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>Antigamente assim se chamava por ter alli existido o palacete da baroneza de Gravatahy [\u2026]<\/em><a href=\"#_ftn5\"><em>[5]<\/em><\/a><em>.<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Tendo assim sido marcado pela pobreza e abandono, e sempre sob a amea\u00e7a das frequentes enchentes do Riacho (o atual Arroio Dil\u00favio, canalizado), o Areal da Baroneza ficou no imagin\u00e1rio popular da \u00e9poca como um espa\u00e7o de criminalidade e conflitos. Conforme Achylles Porto Alegre,<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">O espirito popular, sempre cheio de argucia e maldade, tambem este logarejo de \u2018Banda Oriental\u2019, pelas frequentes desordens que alli se davam, principalmente no <strong>becco da Preta<\/strong>, que era um dos seus tantos corredores escusos. [\u2026]<a href=\"#_ftn6\">[6]<\/a><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Dif\u00edcil n\u00e3o notar a refer\u00eancia ao <em>becco da Preta<\/em>, pelo nome j\u00e1 estigmatizado de <em>beco<\/em> associado \u00e0 cor da personagem que lhe deu o nome, cuja identidade j\u00e1 \u00e9 perdida no tempo\u2026<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3129\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/vieira_dm_mapa-areal-da-baronesa-dissertac3a7c3a3o-2017-p101.jpg\" alt=\"\">\r\n<figcaption>Mapa do Areal da Baronesa e outros territ\u00f3rios negros de Porto Alegre, por Daniele Machado Vieira. Fonte: VIEIRA, 2017, p. 101.<br><br><\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Da mesma forma, Kersting (1998) sinaliza que o pr\u00f3prio nome <em>Areal da Baronesa<\/em>, poderia ter carregado o mesmo teor ir\u00f4nico em sua denomina\u00e7\u00e3o. O termo &#8220;arraial&#8221; era usado para designar por\u00e7\u00f5es buc\u00f3licas em volta da cidade, de vida pacata e predominantemente rural, e geralmente associados a etnias europ\u00e9ias &#8211; portugueses (Menino Deus), Navegantes (Alem\u00e3es) &#8211; tamb\u00e9m imigrantes. O <em>Areal<\/em>, contudo era associado pela imprensa da \u00e9poca \u00e0 criminalidade, anomia e imoralidade, palco de badernas, assassinatos e comportamentos absolutamente indesejados pela ordem social burguesa que impunha um decoro <em>civilizado<\/em> \u00e0 cidade. Al\u00e9m disso,<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>O Areal da Baronesa deve seu nome tanto \u00e0 Baronesa de Gravata\u00ed [\u2026], quanto a grande quantidade de areia que o fluxo do Riacho, respons\u00e1vel pelos grandes alagamentos da \u00e1rea, depositava nas proximidades da sua foz com o Gua\u00edba. Esse fato deve ter exaltado os gozadores da \u00e9poca [\u2026]<\/em><a href=\"#_ftn7\"><em>[7]<\/em><\/a><em>. <\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3130\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/vieira_dm_mapa-areal-da-baronesa-dissertac3a7c3a3o-2017-p102.jpg\" alt=\"\">\r\n<figcaption><br>Mapa do Areal da Baronesa por Daniele Machado Vieira sobre planta de Porto Alegre de 1906. Fonte: VIEIRA, 2017, p. 102.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Longe dos trajetos de bonde e do progresso dos servi\u00e7os p\u00fablicos, aqueles terrenos alagadi\u00e7os e insalubres &#8211; o que, afinal, restava \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra e exclu\u00edda ocupar &#8211; al\u00e9m de tudo recebiam a ironia do nome.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">A ge\u00f3grafa Daniele Machado Vieira recolheu relatos orais sobre o Areal da Baronesa, como o da Ad\u00e3o Alves de Oliveira, \u201cseu Lel\u00e9\u201d, que viveu no territ\u00f3rio nos anos 1940, nos quais a presen\u00e7a da areia se faz sentir:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>Era \u2018um arei\u00e3o\u2019, cheio de avenidas (p\u00e1tio com pe\u00e7as individuais, cont\u00edguas, com banheiro e tanque coletivos, onde residiam v\u00e1rias fam\u00edlias) [&#8230;]<a href=\"#_ftn8\">[8]<\/a><\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Atualmente, o antigo Areal da Baronesa \u00e9 reconhecido como uma por\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de Porto Alegre, e \u00e9 onde est\u00e1 situado o Largo Zumbi dos Palmares, homenageando o personagem hist\u00f3rico num dos pontos de refer\u00eancia de um bairro de ocupa\u00e7\u00e3o tradicionalmente negra. Da mesma forma, \u00e9 no cora\u00e7\u00e3o da antiga ch\u00e1cara da Baronesa de Gravata\u00ed que se situa o atual Quilombo do Areal, mais precisamente a rua Luiz Guaranha, um espa\u00e7o de resist\u00eancia da comunidade negra, que tamb\u00e9m contribui para a preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio e da hist\u00f3ria da cidade.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3127\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/porto-alegre-areal-da-baronesa-no-gmaps-25-03-2018.jpg\" alt=\"\">\r\n<figcaption><br>Foto de sat\u00e9lite de Porto Alegre na contemporaneidade (Google Maps). Em amarelo, a \u00e1rea aproximada do antigo Areal da Baronesa (edi\u00e7\u00e3o da pesquisadora).<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3128\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/porto-alegre-gmaps-areal-da-baronesa-aprox-25-03-2018.jpg\" alt=\"\">\r\n<figcaption><br>Detalhe de Porto Alegre na contemporaneidade (Google Maps) mostrando a \u00e1rea descrita por Franco (1988) como sendo a da ch\u00e1cara da Baronesa de Gravata\u00ed. Atentar para a av. Luiz Guaranha, atual &#8220;Quilombo do Areal&#8221;.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h2>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>FRANCO, S\u00e9rgio da Costa. <em>Porto Alegre: guia hist\u00f3rico.<\/em> Porto Alegre: Ed. da Universidade\/UFRGS, 1988. Pp. 61-62.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>KERSTING, Eduardo. <em>Ind\u00edcios em representa\u00e7\u00f5es: denomina\u00e7\u00f5es em torno da Col\u00f4nia Africana.<\/em>Porto Alegre: Revista Anos 90, n. 9, Julho de 1998, pp. 150-164.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>PESAVENTO, Sandra Jatahy. <em>Os sete pecados da capital.<\/em> S\u00e3o Paulo: Hucitec, 2008.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>PORTO ALEGRE, Achylles. <em>Hist\u00f3ria popular de Porto Alegre.<\/em> Edi\u00e7\u00e3o organizada por Deusino Varela para as comemora\u00e7\u00f5es do bicenten\u00e1rio da cidade e officialisada pela Prefeitura Municipal. Porto Alegre, 1940.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><em>Rio Grande do Sul em 1852. Aquarelas de Herrmann Rudolf Wendroth<\/em>. Administra\u00e7\u00e3o Amaral de Souza. Depto. de Cultura da Secretaria da Cultura, Desportos e Turismo. Porto Alegre: Riocell, 1982.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>SANTOS, Irene (org.). <em>Colonos e quilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre.<\/em> Porto Alegre: [s.n.], 2010.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>VIEIRA, D. M. <em>Territ\u00f3rios negros em Porto Alegre\/RS (1800-1970): Geografia hist\u00f3rica da presen\u00e7a negra no espa\u00e7o urbano<\/em>. Porto Alegre: Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado POSGEA-UFRGS, 2017.<\/p>\r\n\r\n\r\n<hr class=\"wp-block-separator\">\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> Rio Grande do Sul em 1852. Aquarelas de Herrmann Rudolf Wendroth. Administra\u00e7\u00e3o Amaral de Souza. Depto. de Cultura da Secretaria da Cultura, Desportos e Turismo. Porto Alegre: Riocell, 1982. P. 98.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> SANTOS, Irene (org.). <em>Colonos e quilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre<\/em>. Porto Alegre:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> FRANCO, S\u00e9rgio da Costa. <em>Porto Alegre: guia hist\u00f3rico<\/em>. Porto Alegre: Ed. da Universidade\/UFRGS, 1988. Pp. 61-62.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> Mattos, 2000, p. 77.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> PORTO ALEGRE, Achylles. Hist\u00f3ria popular de Porto Alegre. Edi\u00e7\u00e3o organizada por Deusino Varela para as comemora\u00e7\u00f5es do bicenten\u00e1rio da cidade e officialisada pela Prefeitura Municipal. Porto Alegre, 1940. P. 42.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> PORTO ALEGRE, Achylles. Hist\u00f3ria popular de Porto Alegre. Edi\u00e7\u00e3o organizada por Deusino Varela para as comemora\u00e7\u00f5es do bicenten\u00e1rio da cidade e officialisada pela Prefeitura Municipal. Porto Alegre, 1940. P. 42.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a> KERSTING, Eduardo. <em>Ind\u00edcios em representa\u00e7\u00f5es: denomina\u00e7\u00f5es em torno da Col\u00f4nia Africana<\/em>. Porto Alegre: Revista Anos 90, n. 9, Julho de 1998, pp. 153-164.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a> VIEIRA, 2017, p. 30.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na minha hist\u00f3ria em quadrinhos, busco nos becos os espa\u00e7os historicamente negros do espa\u00e7o mais central da Porto Alegre da virada do s\u00e9culo XIX para o XX, mas n\u00e3o chego a falar diretamente de um que \u00e9 talvez o mais antigo deles: o Areal da Baronesa. 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