{"id":3647,"date":"2019-10-06T17:06:24","date_gmt":"2019-10-06T20:06:24","guid":{"rendered":"http:\/\/becodorosario.com\/?p=3647"},"modified":"2021-04-30T11:55:22","modified_gmt":"2021-04-30T14:55:22","slug":"o-mercado-publico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/o-mercado-publico\/","title":{"rendered":"O Mercado P\u00fablico"},"content":{"rendered":"\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>O mercado, o emp\u00f3rio que o ventre insaci\u00e1vel da cidade grande n\u00e3o esvazia nunca, era rodeado de dezenas de carro\u00e7as, atulhadas umas de verdura fresca, outras de fruta sazonada. A Doca coalhava-se de barcos, enegrecidos, velhos, desbotados. Aqui o carv\u00e3o enchedo uma por\u00e7\u00e3o deles, ali as frutas da esta\u00e7\u00e3o, de prefer\u00eancia melancias de casca lisa e verdoenga ou listrada, acol\u00e1 outros, altos de fragmentos de outros cad\u00e1veres de vegetais que tiveram certamente a gra\u00e7a das flores no seio das matas e que, ben\u00e9ficos ainda, v\u00eam aquecer os lares para o aconchego terno da fam\u00edlia<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a>.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">A descri\u00e7\u00e3o do Mercado P\u00fablico pela escritora Andradina de Oliveira em seu romance <em>O Perd\u00e3o<\/em>, de 1910, ressoa com v\u00e1rias outras de tantos outros cronistas da cidade, e mant\u00e9m at\u00e9 hoje o seu \u201csabor\u201d de verdade. De fato, quando se entra no Mercado P\u00fablico de Porto Alegre, ainda se tem a impress\u00e3o de caminhar entre um mar de frutas, verduras, ervas medicinais, ch\u00e1s, queijos e tantos outros produtos que, a despeito do crescimento da cidade, da supremacia dos supermercados e <em>shoppings<\/em>, continuam a abastecer \u201co ventre insaci\u00e1vel da cidade grande\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Neste m\u00eas em que completa 150 anos desde sua inaugura\u00e7\u00e3o, em 3\/10\/1869, o Mercado P\u00fablico de Porto Alegre sobreviveu a v\u00e1rios inc\u00eandios<a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>, bem como a propostas de altera\u00e7\u00e3o e mesmo destrui\u00e7\u00e3o que o tornaram um exemplo de resist\u00eancia cultural, hist\u00f3rica e popular da cidade, assim como um caso exemplar de preserva\u00e7\u00e3o patrimonial.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Com este breve texto busco trazer um pouco da hist\u00f3ria e dos percursos deste espa\u00e7o t\u00e3o querido e t\u00e3o simb\u00f3lico da cidade, reiterando sua import\u00e2ncia n\u00e3o apenas para a paisagem e a mem\u00f3ria urbanas, mas ressaltando o seu car\u00e1ter inclusivo em tempos de espa\u00e7os cada vez mais segregados. \u00a0<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mercado e urbaniza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">O que caracteriza o surgimento das cidades \u00e9, entre outras coisas, a especializa\u00e7\u00e3o de atividades em sob a forma de trocas, notadamente de produtos agr\u00edcolas que n\u00e3o tem como serem produzidos no per\u00edmetro urbano. Assim, o surgimento de \u00e1reas de mercados, as famosas <em>pra\u00e7as <\/em>em que os primeiros comerciantes instalavam suas barracas, \u00e9 sempre um ponto importante no desenvolvimento de povoados e n\u00facleos urbanos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Em Porto Alegre, com sua instala\u00e7\u00e3o num promont\u00f3rio que dividia a cidade em <em>cidade alta <\/em>\u2013 com a antiga Igreja da Madre de Deus de Porto Alegre e a C\u00e2mara Municipal \u2013 e a <em>cidade baixa <\/em>\u2013 a faixa da antiga Rua da Praia, que marcava a praia com o Lago Gua\u00edba, onde se instalaram o com\u00e9rcio e as atividades populares \u2013 n\u00e3o foi diferente.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Como tantas outras cidades coloniais portuguesas no Brasil, os espa\u00e7os populares eram tamb\u00e9m os espa\u00e7os ligados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o negra urbana que, escravizada, desempenhava a imensa maioria das atividades de constru\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e trocas comerciais nas cidades.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Como descreve o antrop\u00f3logo Iosvaldyr Bittencourt J\u00fanior,<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>As cores, os sons e os gestos desta cidade de Porto Alegre do s\u00e9culo XIX, descritos pelos cronistas que presenciaram a sua transforma\u00e7\u00e3o urbana, indicam que ocorreu uma centraliza\u00e7\u00e3o das atividades comerciais, principalmente de g\u00eaneros aliment\u00edcios, em um endere\u00e7o que se estendia da \u00e1rea (da) Alf\u00e2ndega, junto ao Largo da Quitanda, at\u00e9 a Pra\u00e7a do Para\u00edso (atual Pra\u00e7a XV de Novembro). Depois, esses limites eram quase invis\u00edveis, pois as bancas sem padroniza\u00e7\u00e3o eram instaladas a crit\u00e9rio do comerciante [\u2026]<a href=\"#_ftn3\">[3]<\/a>.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Esse sistema funcionou durante grande parte das primeiras d\u00e9cadas de forma\u00e7\u00e3o de Porto Alegre. Por\u00e9m, com o passar do tempo e o crescimento da cidade, come\u00e7ou a fazer-se necess\u00e1ria a organiza\u00e7\u00e3o desse espa\u00e7o de com\u00e9rcio, e a cria\u00e7\u00e3o de uma edifica\u00e7\u00e3o que pudesse abrigar esses comerciantes. Isso tornaria mais f\u00e1cil o controle e a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos alimentos comercializados na cidade, o que tamb\u00e9m come\u00e7ava ser necess\u00e1rio regulamentar pelo poder p\u00fablico. O cronista Achylles Porto Alegre descreve assim o surgimento do que ele chama de \u201co mercado antigo\u201d:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>Era, ent\u00e3o, presidente da Provincia o dr. Saturnino de Souza e Oliveira Coutinho. Estavamos em plena revolu\u00e7\u00e3o dos Farrapos, mas este delegado do governo imperial se preoccupava tanto das coisas politicas como das administrativas.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>Foi percorrendo, em passeio, a cidade, que elle notou a falta de um estabelecimento para o mercado publico, por que as tendas que haviam eram ao ar livre.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>Impressionado com o caso, o presidente assumiu de logo o compromisso da construc\u00e7\u00e3o de um edificio para o fim apontado.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>De facto, pouco depois, 1841-1842, erguia-se na ent\u00e3o pra\u00e7a do Paraiso, quase na esquina da rua de Bragan\u00e7a fronteiro ao becco do Rosario, o nosso primeiro mercado publico \u2013 construido por uma associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>Era um quadrado, de linhas e contornos muito simples, com quatro port\u00f5es lateraes e crivado de portas pintadas de vermelh\u00e3o.<a href=\"#_ftn4\">[4]<\/a><\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Ou seja, este primeiro mercado de Porto Alegre foi, de acordo com S\u00e9rgio da Costa Franco, erguido um pouco mais afastado da margem do Gua\u00edba: \u201co primeiro Mercado \u2013 pr\u00e9dio de planta quadrada, em alvenaria de tijolos com port\u00f5es de ferro, localizou-se, aproximadamente, no local hoje ocupado pela parte ajardinada da Pra\u00e7a 15 de Novembro\u201d<a href=\"#_ftn5\">[5]<\/a>. Pode-se notar o registro desta edifica\u00e7\u00e3o em algumas das plantas de Porto Alegre do s\u00e9culo XIX:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\r\n<ul class=\"blocks-gallery-grid\">\r\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\r\n<figure><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3649\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/planta_1853_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado.jpg?w=619\" alt=\"\" width=\"619\" height=\"895\" data-id=\"3649\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/planta_1853_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado\/\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado.jpg 619w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado-207x300.jpg 207w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado-7x10.jpg 7w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado-432x625.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado-396x573.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado-152x220.jpg 152w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a>\r\n<figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Detalhe da Planta do cais de Porto Alegre de 1853 mostrando os contornos do primeiro pr\u00e9dio do Mercado. Mapoteca do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Sul.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/li>\r\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\r\n<figure><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_w.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3650\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/planta_1853_m_w.jpg?w=1024\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"804\" data-id=\"3650\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/planta_1853_m_w\/\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_w.jpg 1250w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_w-300x235.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_w-1024x804.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_w-768x603.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_w-10x8.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_w-432x339.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_w-396x311.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_w-1120x879.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_w-660x518.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1853_m_w-280x220.jpg 280w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a>\r\n<figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Planta de Porto Alegre de 1853. Mapoteca do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Sul.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/li>\r\n<\/ul>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Segundo o autor, este mercado serviu \u00e0 popula\u00e7\u00e3o da cidade at\u00e9 outubro de 1870, quando, j\u00e1 tendo sido conclu\u00eddo pr\u00e9dio do atual Mercado P\u00fablico, o primeiro foi demolido. Muito provavelmente em fun\u00e7\u00e3o do crescimento da cidade e de sua consequente demanda por abastecimento, S\u00e9rgio da Costa Franco assinala que j\u00e1 em 1857 era discutida na C\u00e2mara a proposta de um novo edif\u00edcio<a href=\"#_ftn6\">[6]<\/a>. Entre os projetos apresentados, aprovou-se o do Engenheiro da C\u00e2mara, Friederich Heydtmann, sendo no entanto solicitado que o mesmo o ampliasse, conforme transcri\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio da Costa Franco da ata de 13\/1\/1862:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>\u2018Contudo, a Comiss\u00e3o reconsiderando, julga que esta planta deve ser alterada, mas t\u00e3o somente quanto ao tamanho do edif\u00edcio, para assim dar maior rendimento; porque sendo ele tra\u00e7ado em um quadrado sobre 350 palmos, como ela indica, que o fosse sobre 400, e nesta \u00e1rea se colocariam, ent\u00e3o, em vez de 52 quartos internos, como a planta marca, 72; em vez de 64 externos, 80; construindo-se finalmente quatro torre\u00f5es nos cantos para dar maior realce ao edif\u00edcio\u2019<a href=\"#_ftn7\">[7]<\/a>.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Uma vez aprovado o projeto para o novo (atual) Mercado P\u00fablico, ent\u00e3o a ser constru\u00eddo entre duas docas, conforme se v\u00ea nas plantas, S\u00e9rgio da Costa Franco registra o in\u00edcio das obras: \u201ca 29 de agosto do mesmo ano [1864], com a presen\u00e7a do presidente Jo\u00e3o Marcelino de Souza Gonzaga, lan\u00e7ou-se a pedra fundamental, no v\u00e9rtice do \u00e2ngulo sudeste, a oito palmos abaixo da superf\u00edcie do terreno\u201d<a href=\"#_ftn8\">[8]<\/a>. Ou seja, no \u00e2ngulo que faz fronteira com o atual Terminal Pra\u00e7a Parob\u00e9 e o Largo Gl\u00eanio Peres.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\r\n<ul class=\"blocks-gallery-grid\">\r\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\r\n<figure><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3652\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/planta_1881_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado.jpg?w=525\" alt=\"\" width=\"525\" height=\"432\" data-id=\"3652\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/planta_1881_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado\/\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado.jpg 525w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado-300x247.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado-10x8.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado-432x355.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado-396x326.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_mapoteca-ihgrgs_detalhe-mercado-267x220.jpg 267w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a>\r\n<figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Detalhe do atual Mercado erguido entre duas docas na Planta de Porto Alegre de Henrique Breton, de 1881. Mapoteca Mapoteca do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Sul.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/li>\r\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\r\n<figure><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_w.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3653\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/planta_1881_m_w.jpg?w=1024\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"732\" data-id=\"3653\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/planta_1881_m_w\/\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_w.jpg 1250w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_w-300x214.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_w-1024x732.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_w-768x549.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_w-10x7.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_w-432x309.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_w-396x283.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_w-1120x800.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_w-660x472.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/planta_1881_m_w-308x220.jpg 308w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a>\r\n<figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Planta de Porto Alegre de Henrique Breton, de 1881. Mapoteca Mapoteca do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Sul. Planta de Porto Alegre de Henrique Breton, de 1881. Mapoteca Mapoteca do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Sul. Planta de Porto Alegre de Henrique Breton, de 1881. Mapoteca Mapoteca do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Sul.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/li>\r\n<\/ul>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-geral-de-porto-alegre-sc3a9c-xix-mapoteca-do-ihgrgs_detalhe-mercado.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3668\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/vista-geral-de-porto-alegre-sc3a9c-xix-mapoteca-do-ihgrgs_detalhe-mercado.jpg?w=736\" alt=\"\" width=\"736\" height=\"394\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-geral-de-porto-alegre-sc3a9c-xix-mapoteca-do-ihgrgs_detalhe-mercado.jpg 736w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-geral-de-porto-alegre-sc3a9c-xix-mapoteca-do-ihgrgs_detalhe-mercado-300x161.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-geral-de-porto-alegre-sc3a9c-xix-mapoteca-do-ihgrgs_detalhe-mercado-10x5.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-geral-de-porto-alegre-sc3a9c-xix-mapoteca-do-ihgrgs_detalhe-mercado-432x231.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-geral-de-porto-alegre-sc3a9c-xix-mapoteca-do-ihgrgs_detalhe-mercado-396x212.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-geral-de-porto-alegre-sc3a9c-xix-mapoteca-do-ihgrgs_detalhe-mercado-660x353.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-geral-de-porto-alegre-sc3a9c-xix-mapoteca-do-ihgrgs_detalhe-mercado-411x220.jpg 411w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a>\r\n<figcaption>O Mercado na &#8220;Vista Geral de Porto Alegre&#8221; &#8211; s\u00e9c XIX. Mapoteca do IHGRGS.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\r\n<ul class=\"blocks-gallery-grid\">\r\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\r\n<figure><a href=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_antigo-mercado_w.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3669\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_antigo-mercado_w.jpg?w=950\" alt=\"\" width=\"950\" height=\"702\" data-id=\"3669\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_antigo-mercado_w\/\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_antigo-mercado_w.jpg 950w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_antigo-mercado_w-300x222.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_antigo-mercado_w-768x568.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_antigo-mercado_w-10x7.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_antigo-mercado_w-432x319.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_antigo-mercado_w-396x293.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_antigo-mercado_w-660x488.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_antigo-mercado_w-298x220.jpg 298w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a>\r\n<figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">&#8220;Mercado antigo&#8221;. Revista <em>A M\u00e1scara, <\/em>N\u00famero Comemorativo do Centen\u00e1rio da Independ\u00eancia. 1922. Hemeroteca da BPERS.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/li>\r\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\r\n<figure><a href=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/foto-003f_mercado-pc3bablico_w.jpg?w=1024\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3670\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/foto-003f_mercado-pc3bablico_w.jpg?w=1024\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"438\" data-id=\"3670\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/virgilio-calegari_-001\/\" \/><\/a>\r\n<figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Virgi\u0301lio Calegari &#8211; MERCADO PU\u0301BLICO DE PORTO ALEGRE, de\u0301cada de 1900. Fototeca do Museu Joaquim Jose\u0301 Felizardo.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/li>\r\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\r\n<figure><a href=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/foto-182f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-no-final-do-sc3a9culo-xix_w.jpg?w=1024\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-3671\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/foto-182f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-no-final-do-sc3a9culo-xix_w.jpg?w=1024\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"712\" data-id=\"3671\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/foto-182f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-no-final-do-sc3a9culo-xix_w\/\" \/><\/a>\r\n<figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Mercado P\u00fablico no final do s\u00e9culo XIX. Fot\u00f3grafo desconhecido. Fototeca Sioma Breitman do Museu de Porto Alegre Joaquim Jos\u00e9 Felizardo.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/li>\r\n<\/ul>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Cinco anos depois, em outubro de 1869, era inaugurado o Mercado com apenas um pavimento e torre\u00f5es em cada v\u00e9rtice do quadril\u00e1tero. Nessa primitiva edifica\u00e7\u00e3o, \u00e9 curioso notar que o seu p\u00e1tio interior, hoje coberto e ocupado quase que totalmente por bancas e lojas, j\u00e1 foi um espa\u00e7o n\u00e3o apenas aberto, mas tamb\u00e9m arborizado. Segundo Pedro Rubens Vargas, a coloca\u00e7\u00e3o de \u00e1rvores se deu em 1873<a href=\"#_ftn9\">[9]<\/a>, mas esse espa\u00e7o interno logo em 1887 foi rearranjado para acomodar \u201c[&#8230;] um conjunto de 24 chal\u00e9s (bancas de vendas) de madeira [&#8230;]\u201d<a href=\"#_ftn10\">[10]<\/a>, o que indicava uma demanda crescente da cidade por espa\u00e7os para com\u00e9rcio de v\u00edveres e outros artigos de primeira necessidade.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1250\" height=\"647\" class=\"wp-image-3654\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/foto-200f_mercado-pc3bablico-arborizado_w.jpg?w=1024\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-200f_mercado-pc3bablico-arborizado_w.jpg 1250w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-200f_mercado-pc3bablico-arborizado_w-300x155.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-200f_mercado-pc3bablico-arborizado_w-1024x530.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-200f_mercado-pc3bablico-arborizado_w-768x398.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-200f_mercado-pc3bablico-arborizado_w-10x5.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-200f_mercado-pc3bablico-arborizado_w-432x224.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-200f_mercado-pc3bablico-arborizado_w-396x205.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-200f_mercado-pc3bablico-arborizado_w-1120x580.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-200f_mercado-pc3bablico-arborizado_w-660x342.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-200f_mercado-pc3bablico-arborizado_w-425x220.jpg 425w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption>O Mercado P\u00fablico com seu interior arborizado, ainda no s\u00e9culo XIX\/in\u00edcio do XX, visto das \u00e1guas do Lago Gua\u00edba. Fototeca Sioma Breitman do Museu de Porto Alegre Joaquim Jos\u00e9 Felizardo, fot\u00f3grafo desconhecido.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1070\" height=\"686\" class=\"wp-image-3655\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/gonc3a7alo-de-carvalho_c381lbum-poa-1900-1920-mercado-e-docca.jpg?w=1024\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/gonc3a7alo-de-carvalho_c381lbum-poa-1900-1920-mercado-e-docca.jpg 1070w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/gonc3a7alo-de-carvalho_c381lbum-poa-1900-1920-mercado-e-docca-300x192.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/gonc3a7alo-de-carvalho_c381lbum-poa-1900-1920-mercado-e-docca-1024x657.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/gonc3a7alo-de-carvalho_c381lbum-poa-1900-1920-mercado-e-docca-768x492.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/gonc3a7alo-de-carvalho_c381lbum-poa-1900-1920-mercado-e-docca-10x6.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/gonc3a7alo-de-carvalho_c381lbum-poa-1900-1920-mercado-e-docca-432x277.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/gonc3a7alo-de-carvalho_c381lbum-poa-1900-1920-mercado-e-docca-396x254.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/gonc3a7alo-de-carvalho_c381lbum-poa-1900-1920-mercado-e-docca-660x423.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/gonc3a7alo-de-carvalho_c381lbum-poa-1900-1920-mercado-e-docca-343x220.jpg 343w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption>&#8220;Mercado e Doca&#8221;. Cart\u00e3o postal do in\u00edcio do s\u00e9culo XX mostrando tamb\u00e9m o Mercado arborizado visto das \u00e1guas do Gua\u00edba. Fot\u00f3grafo e cole\u00e7\u00e3o desconhecidos.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Contudo, em 1912 um inc\u00eandio de grandes propor\u00e7\u00f5es atinge o Mercado P\u00fablico, arrasando todo o conjunto de bancas de madeira, bem como seus estoques de, aves, gr\u00e3os, peixes e outros g\u00eaneros. O jornal <em>A Federa\u00e7\u00e3o<\/em> de 5\/6\/1912<a href=\"#_ftn11\">[11]<\/a> noticia o ocorrido, descrevendo o grande desespero entre os locat\u00e1rios das bancas com as perdas parciais ou totais de suas mercadorias.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"271\" class=\"wp-image-3656\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/a-federac3a7c3a3o-bndigital-05-06-19212-ed000157-2-p1-violento-incc3aandio-mercado-pc3bablico_det.jpg?w=750\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a-federac3a7c3a3o-bndigital-05-06-19212-ed000157-2-p1-violento-incc3aandio-mercado-pc3bablico_det.jpg 750w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a-federac3a7c3a3o-bndigital-05-06-19212-ed000157-2-p1-violento-incc3aandio-mercado-pc3bablico_det-300x108.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a-federac3a7c3a3o-bndigital-05-06-19212-ed000157-2-p1-violento-incc3aandio-mercado-pc3bablico_det-10x4.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a-federac3a7c3a3o-bndigital-05-06-19212-ed000157-2-p1-violento-incc3aandio-mercado-pc3bablico_det-432x156.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a-federac3a7c3a3o-bndigital-05-06-19212-ed000157-2-p1-violento-incc3aandio-mercado-pc3bablico_det-396x143.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a-federac3a7c3a3o-bndigital-05-06-19212-ed000157-2-p1-violento-incc3aandio-mercado-pc3bablico_det-660x238.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a-federac3a7c3a3o-bndigital-05-06-19212-ed000157-2-p1-violento-incc3aandio-mercado-pc3bablico_det-609x220.jpg 609w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption>Manchete na primeira p\u00e1gina da edi\u00e7\u00e3o de 5\/6\/1912 d&#8217;<em>A Federa\u00e7\u00e3o<\/em> noticiando o sinistro no Mercado P\u00fablico. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1250\" height=\"852\" class=\"wp-image-3657\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/foto-985f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1914_w.jpg?w=1024\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-985f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1914_w.jpg 1250w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-985f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1914_w-300x204.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-985f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1914_w-1024x698.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-985f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1914_w-768x523.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-985f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1914_w-10x7.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-985f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1914_w-432x294.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-985f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1914_w-396x270.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-985f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1914_w-1120x763.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-985f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1914_w-660x450.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-985f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1914_w-323x220.jpg 323w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption>J\u00e1 com seu segundo piso em constru\u00e7\u00e3o, o Mercado P\u00fablico tem as bancas do seu p\u00e1tio central arrasadas pelo inc\u00eandio, em 1912. Fototeca Sioma Breitman do Museu de Porto Alegre Joaquim Jos\u00e9 Felizardo, fot\u00f3grafo desconhecido.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Por\u00e9m, antes mesmo do inc\u00eandio j\u00e1 se discutia a amplia\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio. Segundo Pedro Rubens Vargas, \u201ca constru\u00e7\u00e3o do segundo pavimento que ocorreu entre 1910 e 1912 ficou a cargo do arquiteto\/construtor Hildebrando Fernandes Oliveira sob contrato da Intend\u00eancia Municipal\u201d<a href=\"#_ftn12\">[12]<\/a>, e a prefeitura, ent\u00e3o sob a dire\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Montaury, precisou buscar empr\u00e9stimos no estrangeiro para custear esta obra, assim como tantas outras de amplia\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos encampados pelo Munic\u00edpio. De acordo com o historiador Adair Barcelos,<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>Para acelerar a moderniza\u00e7\u00e3o urbana de Porto Alegre, Montaury contrairia dois grandes empr\u00e9stimos externos em seus 27 anos de governo: o empr\u00e9stimo ingl\u00eas de 1909, no valor de 2.919.000 d\u00f3lares, e o americano, em 1922, no valor de 3.500.000 d\u00f3lares. [&#8230;] Basicamente, foram os servi\u00e7os de urbaniza\u00e7\u00e3o os respons\u00e1veis pela tomada de recursos. A d\u00edvida contra\u00edda custeou os seguintes servi\u00e7os [&#8230;]: esgotos, \u00e1gua, luz el\u00e9trica para arrabaldes, luz a g\u00e1s, estrada de ferro da Tristeza, encampa\u00e7\u00e3o do Asseio P\u00fablico e Limpeza P\u00fablica, constru\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio da Intend\u00eancia, constru\u00e7\u00e3o do matadouro municipal e <em>constru\u00e7\u00e3o do segundo piso do mercado p\u00fablico<\/em> [grifo da pesquisadora], afora poucas obras menores<a href=\"#_ftn13\">[13]<\/a>.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Desta maneira, e com a substitui\u00e7\u00e3o das bancas de madeira por bancas de concreto e ferro da Casa Bromberg, tem-se o pr\u00e9dio do Mercado P\u00fablico de dois pisos como \u00e9 conhecido hoje, tendo sido a sua fachada decorada e reformada no estilo neocl\u00e1ssico da arquitetura historicista, como era a prefer\u00eancia da \u00e9poca.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\r\n<ul class=\"blocks-gallery-grid\">\r\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\r\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1250\" height=\"766\" class=\"wp-image-3675\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_vista-geral-do-mercado-pc3bablico_w.jpg?w=1024\" alt=\"\" data-id=\"3675\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_vista-geral-do-mercado-pc3bablico_w\/\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_vista-geral-do-mercado-pc3bablico_w.jpg 1250w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_vista-geral-do-mercado-pc3bablico_w-300x184.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_vista-geral-do-mercado-pc3bablico_w-1024x628.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_vista-geral-do-mercado-pc3bablico_w-768x471.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_vista-geral-do-mercado-pc3bablico_w-10x6.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_vista-geral-do-mercado-pc3bablico_w-432x265.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_vista-geral-do-mercado-pc3bablico_w-396x243.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_vista-geral-do-mercado-pc3bablico_w-1120x686.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_vista-geral-do-mercado-pc3bablico_w-660x404.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/a_mc3a1scara_num-comemorativo-do-centenc3a1rio-da-independc3aancia_vista-geral-do-mercado-pc3bablico_w-359x220.jpg 359w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">&#8220;Vista Geral do Mercado P\u00fablico&#8221;. Revista <em>A M\u00e1scara, <\/em>N\u00famero Comemorativo do Centen\u00e1rio da Independ\u00eancia. 1922. Hemeroteca da BPERS.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/li>\r\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\r\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1050\" height=\"1401\" class=\"wp-image-3676\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/foto-691f_mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-xv_w.jpg?w=767\" alt=\"\" data-id=\"3676\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/mercado-publico-em-frente-a-praca-xv-de-novembro-dec-1920\/\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-691f_mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-xv_w.jpg 1050w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-691f_mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-xv_w-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-691f_mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-xv_w-767x1024.jpg 767w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-691f_mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-xv_w-768x1025.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-691f_mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-xv_w-7x10.jpg 7w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-691f_mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-xv_w-432x576.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-691f_mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-xv_w-396x528.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-691f_mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-xv_w-660x881.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-691f_mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-xv_w-165x220.jpg 165w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Mercado P\u00fablico e Pra\u00e7a XV. Fot\u00f3grafo desconhecido, fototeca Sioma Breitman do Museu de Porto Alegre Joaquim Jos\u00e9 Felizardo. In\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/li>\r\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\r\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1250\" height=\"813\" class=\"wp-image-3677\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/foto-6460f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1913_w.jpg?w=1024\" alt=\"\" data-id=\"3677\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/foto-6460f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1913_w\/\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-6460f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1913_w.jpg 1250w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-6460f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1913_w-300x195.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-6460f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1913_w-1024x666.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-6460f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1913_w-768x500.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-6460f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1913_w-10x7.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-6460f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1913_w-432x281.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-6460f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1913_w-396x258.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-6460f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1913_w-1120x728.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-6460f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1913_w-660x429.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-6460f-autor-desconhecido-mercado-pc3bablico-1913_w-338x220.jpg 338w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">Mercado P\u00fablico. Fot\u00f3grafo desconhecido, fototeca Sioma Breitman do Museu de Porto Alegre Joaquim Jos\u00e9 Felizardo. In\u00edcio do s\u00e9culo XX.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/li>\r\n<\/ul>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1250\" height=\"1036\" class=\"wp-image-3658\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/vista-do-mercado-e-do-centro-urbano-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w.jpg?w=1024\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-do-mercado-e-do-centro-urbano-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w.jpg 1250w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-do-mercado-e-do-centro-urbano-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-300x249.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-do-mercado-e-do-centro-urbano-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-1024x849.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-do-mercado-e-do-centro-urbano-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-768x637.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-do-mercado-e-do-centro-urbano-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-10x8.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-do-mercado-e-do-centro-urbano-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-432x358.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-do-mercado-e-do-centro-urbano-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-396x328.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-do-mercado-e-do-centro-urbano-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-1120x928.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-do-mercado-e-do-centro-urbano-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-660x547.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-do-mercado-e-do-centro-urbano-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-265x220.jpg 265w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption>&#8220;Vista do mercado e do centro urbano&#8221; no &#8220;\u00c1lbum de Porto Alegre&#8221;, de 1941. Notar as bancas de concreto e ferro encomendadas \u00e0 Casa Bromberg na d\u00e9cada de 1910. Fot\u00f3grafo desconhecido.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1350\" height=\"490\" class=\"wp-image-3659\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/vista-da-galeria-central-do-mercado-pc3bablico-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w.jpg?w=1024\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-da-galeria-central-do-mercado-pc3bablico-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w.jpg 1350w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-da-galeria-central-do-mercado-pc3bablico-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-300x109.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-da-galeria-central-do-mercado-pc3bablico-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-1024x372.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-da-galeria-central-do-mercado-pc3bablico-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-768x279.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-da-galeria-central-do-mercado-pc3bablico-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-10x4.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-da-galeria-central-do-mercado-pc3bablico-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-432x157.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-da-galeria-central-do-mercado-pc3bablico-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-396x144.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-da-galeria-central-do-mercado-pc3bablico-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-1120x407.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-da-galeria-central-do-mercado-pc3bablico-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-660x240.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/vista-da-galeria-central-do-mercado-pc3bablico-c381lbum-de-porto-alegre-1941_w-606x220.jpg 606w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption>&#8220;Galeria municipal &#8211; interior do Mercado p\u00fablico&#8221; no &#8220;\u00c1lbum de Porto Alegre&#8221;, de 1941. Fot\u00f3grafo desconhecido.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O Mercado P\u00fablico como espa\u00e7o negro de Porto Alegre<\/strong><\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1250\" height=\"778\" class=\"wp-image-3667\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/foto-4729f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-eva-schmid-postal-do-mercado-pc3bablico-dc3a9c-1890-1900_w.jpg?w=1024\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4729f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-eva-schmid-postal-do-mercado-pc3bablico-dc3a9c-1890-1900_w.jpg 1250w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4729f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-eva-schmid-postal-do-mercado-pc3bablico-dc3a9c-1890-1900_w-300x187.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4729f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-eva-schmid-postal-do-mercado-pc3bablico-dc3a9c-1890-1900_w-1024x637.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4729f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-eva-schmid-postal-do-mercado-pc3bablico-dc3a9c-1890-1900_w-768x478.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4729f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-eva-schmid-postal-do-mercado-pc3bablico-dc3a9c-1890-1900_w-10x6.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4729f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-eva-schmid-postal-do-mercado-pc3bablico-dc3a9c-1890-1900_w-432x269.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4729f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-eva-schmid-postal-do-mercado-pc3bablico-dc3a9c-1890-1900_w-396x246.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4729f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-eva-schmid-postal-do-mercado-pc3bablico-dc3a9c-1890-1900_w-1120x697.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4729f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-eva-schmid-postal-do-mercado-pc3bablico-dc3a9c-1890-1900_w-660x411.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4729f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-eva-schmid-postal-do-mercado-pc3bablico-dc3a9c-1890-1900_w-353x220.jpg 353w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption>&#8220;Merkado&#8221; &#8211; Cart\u00e3o postal do final do s\u00e9culo XIX\/in\u00edcio do XX mostrando bem a presen\u00e7a negra no Mercado P\u00fablico. Cole\u00e7\u00e3o Eva Schmidt da Fototeca Sioma Breitman do Museu de Porto Alegre Joaquim Jos\u00e9 Felizardo.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">\u00c9 fundamental ressaltar que a popula\u00e7\u00e3o que frequentava o Mercado P\u00fablico, em sua grande parte, era de negros traficados de na\u00e7\u00f5es africanas para serem escravizados no Brasil. N\u00e3o s\u00f3 eles constru\u00edram a edifica\u00e7\u00e3o do Mercado em si, como foram os seus principais ocupantes, vendendo quitutes, ervas medicinais, alimentos e comercializando seus servi\u00e7os como <em>escravos de ganho<\/em>, ou seja, que eram obrigados a dar a renda do dia a seus senhores. Assim, em Porto Alegre como em in\u00fameras outras cidades brasileiras, os espa\u00e7os de com\u00e9rcio e os mercados est\u00e3o profundamente ligados \u00e0 hist\u00f3ria das popula\u00e7\u00f5es negras urbanas. A marca da etnicidade negra no Mercado P\u00fablico j\u00e1 \u00e9 presente ainda no primeiro pr\u00e9dio do Mercado, descrita assim por Achylles Porto Alegre:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>O seu commercio interno, isto \u00e9, o de taboleiros, resumia-se em fructas, verduras, queijos, requeij\u00f5es, rapaduras, mel e pouco mais; tinha entretanto o seu lado pittoresco. E este lhe emprestavam as pretas minas, que tinham tambem alli as suas quitandas, que constavam de caldeir\u00f5es de mocot\u00f3 e cangica aos domingos, e de \u2018p\u00e9s de moleque\u2019, \u2018amendoim torrado\u2019 e \u2018farinha de cachorro\u2019 diariamente.<a href=\"#_ftn14\">[14]<\/a><\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\r\n<ul class=\"blocks-gallery-grid\">\r\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\r\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"1116\" class=\"wp-image-3660\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/foto-591f_w.jpg?w=688\" alt=\"\" data-id=\"3660\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/foto-591f_w\/\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-591f_w.jpg 750w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-591f_w-202x300.jpg 202w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-591f_w-688x1024.jpg 688w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-591f_w-7x10.jpg 7w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-591f_w-432x643.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-591f_w-396x589.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-591f_w-660x982.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-591f_w-148x220.jpg 148w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">A liberta Maria Ign\u00e1cia da Concei\u00e7\u00e3o. Fototeca Sioma Breitman do Museu de Porto Alegre Joaquim Jos\u00e9 Felizardo, fot\u00f3grafo desconhecido. Provavelmente final do s\u00e9c. XIX\/in\u00edcio do XX.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/li>\r\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\r\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"750\" height=\"1222\" class=\"wp-image-3661\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/foto-4744f_w.jpg?w=628\" alt=\"\" data-id=\"3661\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/foto-4744f_w\/\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4744f_w.jpg 750w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4744f_w-184x300.jpg 184w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4744f_w-628x1024.jpg 628w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4744f_w-6x10.jpg 6w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4744f_w-432x704.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4744f_w-396x645.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4744f_w-660x1075.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4744f_w-135x220.jpg 135w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption class=\"blocks-gallery-item__caption\">&#8220;Escrava de Martin Gestum, 1860.&#8221; Fototeca Sioma Breitman do Museu de Porto Alegre Joaquim Jos\u00e9 Felizardo, est\u00fadio fotogr\u00e1fico de Balduin R\u00f6hrigh. Cole\u00e7\u00e3o Eva Schmidt.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/li>\r\n<\/ul>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Contudo, n\u00e3o foi apenas com sua cultura gastron\u00f4mica, for\u00e7a de trabalho e saberes artesanais (metalurgia, ourivesaria, alfaiataria e tantos outros) que a popula\u00e7\u00e3o negra de Porto Alegre ocupou o espa\u00e7o do Mercado. Segundo Pedro Rubens Vargas, a religiosidade afro-brasileira \u00e9 um aspecto fundamental para o entendimento da import\u00e2ncia deste espa\u00e7o para a cidade e sua hist\u00f3ria:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>O que interessa neste caso \u00e9 o fato da exist\u00eancia de trabalho compuls\u00f3rio ter marcado profundamente as significa\u00e7\u00f5es atribu\u00eddas ao Mercado P\u00fablico por parte dos religiosos de matriz africana e aos integrantes do movimento negro. N\u00e3o apenas o labor compuls\u00f3rio de negros na constru\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio possui significado para os grupos assinalados. O fato de ter sido a regi\u00e3o onde aquele centro de com\u00e9rcio foi erguido, um local de grande circula\u00e7\u00e3o e de pr\u00e1ticas de sociabilidade por parte dos membros da etnia negra, contribuiu para o car\u00e1ter reflexivo que a edifica\u00e7\u00e3o que abriga o Mercado P\u00fablico exerce na a\u00e7\u00e3o social praticada por religiosos e militantes<a href=\"#_ftn15\">[15]<\/a>.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1544\" height=\"2059\" class=\"wp-image-3663\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/foto-587f.jpg?w=768\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-587f.jpg 1544w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-587f-225x300.jpg 225w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-587f-768x1024.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-587f-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-587f-1536x2048.jpg 1536w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-587f-7x10.jpg 7w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-587f-432x576.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-587f-396x528.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-587f-1120x1494.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-587f-660x880.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-587f-165x220.jpg 165w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption>&#8220;Negros libertos&#8221;. Fototeca Sioma Breitman do Museu de Porto Alegre Joaquim Jos\u00e9 Felizardo, fot\u00f3grafo desconhecido. Provavelmente fim do s\u00e9c. XIX\/in\u00edcio do XX.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Ilustrando esse ponto, Vargas traz tamb\u00e9m a descri\u00e7\u00e3o de Ant\u00f4nio Alves Pereira Coruja (1806-1889), j\u00e1 apontando para a ocupa\u00e7\u00e3o pela popula\u00e7\u00e3o negra da faixa litor\u00e2nea na qual foi constru\u00eddo o Mercado:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>\u00a0[&#8230;] diariamente os negros seguiam sua rotina, um verdadeiro ritual, por entre a Pra\u00e7a do Para\u00edso a Pra\u00e7a dos Ferreiros e becos das proximidades, carregando \u00e1gua, despejando dejetos na beira do rio, os negros e negras quitandeiras com seus tabuleiros, vendedores de peixes, aves e quinquilharias, ferreiros, amoladores de facas, carregadores e outros.<a href=\"#_ftn16\">[16]<\/a><\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Sendo encarregados pela quase totalidade do trabalho f\u00edsico e reprodutivo da cidade, incluindo desde a manuten\u00e7\u00e3o das casas at\u00e9 o transporte de g\u00eaneros aliment\u00edcios como estivadores, os negros, libertos ou escravizados, marcaram presen\u00e7a nas situa\u00e7\u00f5es de conv\u00edvio que se desenvolviam nesses espa\u00e7os. Conversas, comercializa\u00e7\u00e3o de refei\u00e7\u00f5es, ervas medicinais, ch\u00e1s, servi\u00e7os de transporte de compras, pequenas manuten\u00e7\u00f5es de ferramentas, preparo de refei\u00e7\u00f5es e tantos outros tinham o protagonismo de negros e negras como ocupantes do espa\u00e7o p\u00fablico. Mesmo ap\u00f3s o fim do regime escravista, em 1888, a regi\u00e3o do Mercado P\u00fablico continuou sendo fortemente marcada pela etnicidade e cultura afro-brasileiras, como o \u00e9 at\u00e9 hoje. Conforme Vargas,<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p>A partir de 1920, com a constru\u00e7\u00e3o do porto da capital, era grande o n\u00famero de estivadores \u2013 atividade em que a maioria dos trabalhadores era negra \u2013 que se encontravam nas depend\u00eancias do Mercado P\u00fablico, em especial o <strong>Bar Naval<\/strong> grande n\u00famero de negros. Funcionou tamb\u00e9m no Mercado, uma bolsa informal de empregos de baixa renda que atra\u00edam grande n\u00famero de trabalhadores negros, al\u00e9m da presen\u00e7a nos primeiros trinta anos do s\u00e9culo passado nas portas daquele pr\u00e9dio p\u00fablico, das \u2018negras minas\u2019 que viviam do of\u00edcio da adivinha\u00e7\u00e3o e da venda de ervas medicinais<a href=\"#_ftn17\">[17]<\/a>.<\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">O centen\u00e1rio Bar Naval permanece em funcionamento, sendo talvez um dos estabelecimentos mais longevos do Mercado P\u00fablico. Al\u00e9m dele, tem-se na entrada o mosaico que marca do assentamento do famoso Bar\u00e1 do Mercado, que teria sido feito pelo pr\u00f3prio <a href=\"https:\/\/becodorosario.com\/2018\/08\/16\/um-principe-africano-em-porto-alegre\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Pr\u00edncipe Cust\u00f3dio (abre em uma nova aba)\">Pr\u00edncipe Cust\u00f3dio<\/a> ainda no in\u00edcio do s\u00e9culo XX. V\u00e1rias bancas no seu interior s\u00e3o especializadas em comercializar artigos religiosos pr\u00f3prios dos rituais afro-brasileiros, e quem for visitar o Mercado ainda hoje poder\u00e1 se deparar com uma \u201cbaiana\u201d vendendo quitutes no seu port\u00e3o principal&#8230;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1250\" height=\"846\" class=\"wp-image-3664\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/foto-4649f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-dr.-j.-p.-ribeiro-netto-mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-parobc3a9-dc3a9c-1920-30_w.jpg?w=1024\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4649f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-dr.-j.-p.-ribeiro-netto-mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-parobc3a9-dc3a9c-1920-30_w.jpg 1250w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4649f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-dr.-j.-p.-ribeiro-netto-mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-parobc3a9-dc3a9c-1920-30_w-300x203.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4649f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-dr.-j.-p.-ribeiro-netto-mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-parobc3a9-dc3a9c-1920-30_w-1024x693.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4649f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-dr.-j.-p.-ribeiro-netto-mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-parobc3a9-dc3a9c-1920-30_w-768x520.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4649f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-dr.-j.-p.-ribeiro-netto-mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-parobc3a9-dc3a9c-1920-30_w-10x7.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4649f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-dr.-j.-p.-ribeiro-netto-mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-parobc3a9-dc3a9c-1920-30_w-432x292.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4649f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-dr.-j.-p.-ribeiro-netto-mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-parobc3a9-dc3a9c-1920-30_w-396x268.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4649f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-dr.-j.-p.-ribeiro-netto-mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-parobc3a9-dc3a9c-1920-30_w-1120x758.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4649f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-dr.-j.-p.-ribeiro-netto-mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-parobc3a9-dc3a9c-1920-30_w-660x447.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/foto-4649f-autor-desconhecido-colec3a7c3a3o-dr.-j.-p.-ribeiro-netto-mercado-pc3bablico-e-prac3a7a-parobc3a9-dc3a9c-1920-30_w-325x220.jpg 325w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption>Mercado P\u00fablico e Pra\u00e7a Parob\u00e9 &#8211; d\u00e9c 1920-30. Autor Desconhecido &#8211; Cole\u00e7\u00e3o Dr. J. P. Ribeiro Netto. Fototeca Sioma Breitman do Museu de Porto Alegre Joaquim Jos\u00e9 Felizardo.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><strong>Na atualidade<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Segundo Vargas, hoje o Mercado \u201c[&#8230;] \u00e9 propriedade da Prefeitura Municipal de Porto Alegre e administrado pela Secretaria Municipal de Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio \u2013 SMIC \u2013 e tombado como patrim\u00f4nio hist\u00f3rico e cultural de Porto Alegre desde 21 de dezembro de 1979\u201d<a href=\"#_ftn18\">[18]<\/a>. Al\u00e9m de ser um dos mais importantes pontos de refer\u00eancia do centro hist\u00f3rico de Porto Alegre, o Mercado possui um forte com\u00e9rcio de g\u00eaneros org\u00e2nicos, agro-ecol\u00f3gicos e produzidos pela agricultura familiar dos arredores da cidade, o que o torna uma alternativa sustent\u00e1vel e de incentivo ao consumo consciente.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p class=\"has-text-align-justify\">Sua sobreviv\u00eancia e pujan\u00e7a at\u00e9 os dias de hoje \u00e9 um testemunho do apre\u00e7o que a popula\u00e7\u00e3o porto-alegrense dedica a este espa\u00e7o de mem\u00f3ria, afetividade, cultura, religiosidade e futuro saud\u00e1vel para todos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Na minha hist\u00f3ria em quadrinhos <em>Beco do Ros\u00e1rio<\/em>, o Mercado P\u00fablico n\u00e3o poderia deixar de aparecer, como mostram as imagens abaixo:<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1718\" height=\"1008\" class=\"wp-image-3682\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/capa-facebook-1.jpg?w=1024\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/capa-facebook-1.jpg 1718w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/capa-facebook-1-300x176.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/capa-facebook-1-1024x601.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/capa-facebook-1-768x451.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/capa-facebook-1-1536x901.jpg 1536w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/capa-facebook-1-10x6.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/capa-facebook-1-432x253.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/capa-facebook-1-396x232.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/capa-facebook-1-1120x657.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/capa-facebook-1-660x387.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/capa-facebook-1-375x220.jpg 375w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption>Vista a\u00e9rea da cidade na d\u00e9cada de 1910. L\u00e1pis, bico de pena e aquarela sobre papel, 2015. Ana Luiza Koehler.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"950\" height=\"791\" class=\"wp-image-3683\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado-1.jpg?w=950\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado-1.jpg 950w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado-1-300x250.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado-1-768x639.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado-1-10x8.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado-1-432x360.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado-1-396x330.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado-1-660x550.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado-1-264x220.jpg 264w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption>Vista do Mercado P\u00fablico e Pra\u00e7a XV a partir da Marechal Floriano. L\u00e1pis e bico de pena sobre papel, 2018. Ana Luiza Koehler.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"950\" height=\"915\" class=\"wp-image-3684\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado_2-1.jpg?w=950\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado_2-1.jpg 950w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado_2-1-300x289.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado_2-1-768x740.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado_2-1-10x10.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado_2-1-432x416.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado_2-1-396x381.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado_2-1-660x636.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/beco-do-rosc3a1rio-v2-arte-final_p09_w_detalhe-mercado_2-1-228x220.jpg 228w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>\r\n<figcaption>Fazendo compras nas bancas do Mercado. L\u00e1pis e bico de pena sobre papel, 2018. Ana Luiza Koehler.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>FRANCO, S\u00e9rgio da Costa. <em>Porto Alegre: guia hist\u00f3rico<\/em>. Porto Alegre: Ed. da Universidade\/UFRGS, 1988.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>OLIVEIRA, Andradina.<em> O Perd\u00e3o.<\/em> Florian\u00f3polis: Ed. Mulheres, 2010 [1910]. p. 262.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>PORTO ALEGRE, Achylles. <em>Hist\u00f3ria popular de Porto Alegre<\/em>. Edi\u00e7\u00e3o organizada por Deusino Varela para as comemora\u00e7\u00f5es do bicenten\u00e1rio da cidade e officialisada pela Prefeitura Municipal. Porto Alegre, 1940.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>VARGAS, Pedro Rubens Nei Ferreira. <em>A rela\u00e7\u00e3o patrimonial na restaura\u00e7\u00e3o de bens culturais: o mercado de Porto Alegre e os caminhos invis\u00edveis do negro<\/em>. Curitiba: Appris, 2017.<\/p>\r\n\r\n\r\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> OLIVEIRA, Andradina. <em>O Perd\u00e3o<\/em>. Florian\u00f3polis: Ed. Mulheres, 2010 [1910]. p. 262.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Notadamente, em 1912, 1976, 1979, e finalmente em 2013, ap\u00f3s as obras de restaura\u00e7\u00e3o por que havia passado nos anos 1990. A partir de 2014, novas obras de restauro foram contratadas para remediar os danos causados pelo sinistro de 2013 (Vargas, 2017, p. 43).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> BITTENCOURT J\u00daNIOR, Iosvaldyr Carvalho; SOUZA, Vin\u00edcius Vieira de; VILASBOAS, Ilma Silva. <em>Museu de percurso do negro em Porto Alegre<\/em>.\u00a0 Ed. Porto Alegre: Vin\u00edcius Vieira de Souza, 2010. P. 32.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> PORTO ALEGRE, Achylles. <em>Hist\u00f3ria popular de Porto Alegre<\/em>. Edi\u00e7\u00e3o organizada por Deusino Varela para as comemora\u00e7\u00f5es do bicenten\u00e1rio da cidade e officialisada pela Prefeitura Municipal. Porto Alegre, 1940. Pp. 29-31. A grafia original foi mantida.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> FRANCO, S\u00e9rgio da Costa. Porto Alegre: guia hist\u00f3rico. Porto Alegre: Ed. da Universidade\/UFRGS, 1988. Pp. 271-273.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> FRANCO, S\u00e9rgio da Costa. Porto Alegre: guia hist\u00f3rico. Porto Alegre: Ed. da Universidade\/UFRGS, 1988. Pp. 271-273.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a> Apud FRANCO, S\u00e9rgio da Costa. Porto Alegre: guia hist\u00f3rico. Porto Alegre: Ed. da Universidade\/UFRGS, 1988. Pp. 271-273.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a> FRANCO, S\u00e9rgio da Costa. Porto Alegre: guia hist\u00f3rico. Porto Alegre: Ed. da Universidade\/UFRGS, 1988. Pp. 271-273.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref9\">[9]<\/a> VARGAS, Pedro Rubens Nei Ferreira. <em>A rela\u00e7\u00e3o patrimonial na restaura\u00e7\u00e3o de bens culturais: o mercado de Porto Alegre e os caminhos invis\u00edveis do negro<\/em>. Curitiba: Appris, 2017. Pp. 44-45.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref10\">[10]<\/a> VARGAS, 2017, pp. 44-45.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref11\">[11]<\/a> <em>A Federa\u00e7\u00e3o<\/em>, 5\/6\/1912, Ed. 000157-2, pp. 1-2. Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref12\">[12]<\/a> VARGAS, 2017, pp. 44-45.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref13\">[13]<\/a> BARCELOS, Adair. <em>O governo Jos\u00e9 Montaury e a moderniza\u00e7\u00e3o de Porto Alegre<\/em>. Disserta\u00e7\u00e3o de mestrado apresentada ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da Faculdade de Hist\u00f3ria da UFRGS. Porto Alegre, 1995. Pp. 116-117.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref14\">[14]<\/a> PORTO ALEGRE, Achylles. <em>Hist\u00f3ria popular de Porto Alegre<\/em>. Edi\u00e7\u00e3o organizada por Deusino Varela para as comemora\u00e7\u00f5es do bicenten\u00e1rio da cidade e officialisada pela Prefeitura Municipal. Porto Alegre, 1940. Pp. 29-31. A grafia original foi mantida.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref15\">[15]<\/a> VARGAS, 2017, pp. 44-45.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref16\">[16]<\/a> CORUJA, Ant\u00f4nio Alves P. <em>Antigualhas e reminisc\u00eancias de Porto Alegre. <\/em>Porto Alegre: EU\/Porto Alegre, 1996, p. 22. Apud VARGAS, 2017, pp. 44-45.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref17\">[17]<\/a> VARGAS, 2017, pp. 46-49.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref18\">[18]<\/a> VARGAS, 2017, p. 42.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado, o emp\u00f3rio que o ventre insaci\u00e1vel da cidade grande n\u00e3o esvazia nunca, era rodeado de dezenas de carro\u00e7as, atulhadas umas de verdura fresca, outras de fruta sazonada. A Doca coalhava-se de barcos, enegrecidos, velhos, desbotados. 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