{"id":3252,"date":"2019-03-08T15:26:12","date_gmt":"2019-03-08T18:26:12","guid":{"rendered":"http:\/\/becodorosario.com\/?p=3193"},"modified":"2021-05-25T11:51:40","modified_gmt":"2021-05-25T14:51:40","slug":"horacina-correa-uma-saudade-boa-de-se-sentir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/horacina-correa-uma-saudade-boa-de-se-sentir\/","title":{"rendered":"Horacina Corr\u00eaa: uma saudade boa de se sentir"},"content":{"rendered":"\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Um nome que brilhava em 1936, em plena \u00c9poca de Ouro do r\u00e1dio, era Horacina Corr\u00eaa, a soberana dos programas de audit\u00f3rio. Dona de uma voz potente que dispensava, muitas vezes, o microfone, ela fazia sucesso. [&#8230;] De Porto Alegre foi para o Rio, onde fez diversos shows e participou de filmes feitos pelos est\u00fadios Cin\u00e9dia e Atl\u00e2ntida.<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a> <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/03\/horacina-corrc3aaa_santos_colonos-e-quilombolas_p92.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3194\" width=\"459\" height=\"619\" \/><figcaption>Horacina Corr\u00eaa em SANTOS, 2010, p. 92. Acervo Marcello Campos.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Neste fim de carnaval e Dia Internacional da Mulher, que personalidade\nmelhor para homenagear do que Horacina Corr\u00eaa, estrela do carnaval e das r\u00e1dios\nde Porto Alegre?<\/p>\n\n\n\n<p>Embora saia um pouco do meu recorte temporal, pois Horacina\nnasce por volta de 1915<a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>\nem Porto Alegre mas atua principalmente nos anos 1940 e 1950, encontrei a\nmem\u00f3ria desta cantora de sambas e uma das pioneiras do r\u00e1dio porto-alegrense e\nnacional em minhas pesquisas, mais precisamente na obra <em>Colonos e Quilombolas: Mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de\nPorto Alegre<a href=\"#_ftn3\"><strong>[3]<\/strong><\/a><\/em>, organizada pela\nhistoriadora e fot\u00f3grafa Irene Santos. Este livro \u00e9 imprescind\u00edvel para, como\ndiz o samba vencedor da Mangueira, quem quer ver \u201c<em>a hist\u00f3ria que a hist\u00f3ria n\u00e3o conta\/ O avesso do mesmo lugar<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn4\">[4]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mulher negra, Horacina \u00e9 considerada \u201cem sua terra natal foi\numa das mais bem sucedidas int\u00e9rpretes de Lupic\u00ednio Rodrigues\u201d<a href=\"#_ftn5\">[5]<\/a>,\neste tamb\u00e9m um compositor origin\u00e1rio da Ilhota, outro espa\u00e7o tradicionalmente\nnegro de Porto Alegre. Segundo o site Dicion\u00e1rio MPB<a href=\"#_ftn6\">[6]<\/a>,\nHoracina Corr\u00eaa foi influenciada por Carmem Miranda, que esteve em Porto Alegre\npara a inaugura\u00e7\u00e3o da R\u00e1dio Sociedade Farroupilha, prefixo PRH-2, em 1935<a href=\"#_ftn7\">[7]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda em sua cidade natal, Horacina \u201cadorava as festas carnavalescas\ne de ser solista do bloco \u2018Divertidos e Atravessados\u2019, que durante o tr\u00edduo\nmomesco reunia mais de 600 pessoas para o desfile triunfal na Rua da Praia\n[&#8230;]<a href=\"#_ftn8\">[8]<\/a>\u201d.\nIsso se confirma nas mem\u00f3rias de Dona Dolzira Padilha, antiga moradora da\nCol\u00f4nia Africana, regi\u00e3o que hoje compreende os bairros Bom Fim e Rio Branco.\nEm entrevista de 1991 presente na pesquisa da ge\u00f3grafa Daniele Machado Vieira, tem-se\no relato precioso do quotidiano de uma trabalhadora daquele espa\u00e7o negro de\nPorto Alegre na d\u00e9cada de 1930 durante o carnaval, em que a voz de Horacina\nconduzia os sambas na madrugada:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cDona Dolzira Padilha,\nnascida em 1910, foi moradora da Rua Esperan\u00e7a (atual Miguel Tostes) na Col\u00f4nia\nAfricana at\u00e9 pelo menos 1935. Seu marido, Euclides Padilha, era carnavalesco e\nsaia no cord\u00e3o \u2018Divertidos e Atravessados\u2019 pertencente \u00e0 Cidade Baixa. Ele era\nm\u00fasico e tocava diversos instrumentos: violino, trombone, bandolim.<\/p>\n\n\n\n<p>[&#8230;]<\/p>\n\n\n\n<p>Os blocos de carnaval mais importantes eram \u2018Os Prediletos\u2019\ne \u2018Os Turunas\u2019, que se revezavam nos primeiros lugares dos concursos. Dona Dolzira\nrelembra esta \u00e9poca [&#8230;]:<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u2018[&#8230;] e tinha tamb\u00e9m &nbsp;os \u2018Turunas\u2019 dessa minha grande amiga Horacina Correa, que eu falo com ela assim com uma dorzinha, porque ela era da Difusora, ela era da Farroupilha, ela era da Ga\u00facha, que foi de todas essas\u2019<a href=\"#_ftn9\">[9]<\/a>.<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/03\/horacina-corrc3aaa_revista-do-globo-12-02-1938_p27.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3195\" \/><figcaption>Horacina Corr\u00eaa na R\u00e1dio Farroupilha. Revista do Globo, 12\/02\/1938, p. 27.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Horacina Correa era solista dos Turunas. Ela tamb\u00e9m cantava\nem diversas r\u00e1dios. Sua carreira ganhou amplitude nacional e internacional,\nindo morar no Rio de Janeiro e&nbsp; fazendo\nturn\u00ea pela Argentina.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de amiga, Dona Dolzira era grande f\u00e3 de Horacina. Ela\nconta que por causa do trabalho tinha que acordar muito cedo e n\u00e3o conseguia sair\npara ver o bloco dos Turunas. Mas quando o bloco voltava, ela ouvia a voz de\nHoracina e n\u00e3o se aguentava. Levantava da cama e ia para o port\u00e3o ver a\nHoracina e os Turunas passarem:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/03\/horacina-corrc3aaa_santos_colonos-e-quilombolas_p92_turunas_w.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3196\" \/><figcaption>&#8220;Horacina Corr\u00eaa ao centro com o grupo dos Turunas. Acervo Ieda Vieira Foques&#8221; <br>SANTOS, 2010, p. 91.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>\u2018Eu morava na Rua Esperan\u00e7a, mas eu n\u00e3o podia ver o cord\u00e3o, esse Turuna sa\u00ed, porque eu trabalhava numa f\u00e1brica de vime e a gente tinha que chegar na hora, quer dizer, eu tinha que me deitar cedo, n\u00e9. O marido saia pro bloco e eu ia me deit\u00e1. Mas quando era seis horas eu n\u00e3o resistia, n\u00e3o resistia porque o cord\u00e3o de volta, n\u00e9 6h, 4h, da madrugada. Ent\u00e3o quando ela vinha, uma voz que era assunto muito s\u00e9rio, sabe? A voz dela. Ent\u00e3o ela cantava como \u00e9 que eu vou canta&#8230;:<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<p>\u2018Ei-la seu coisada enfeza na batucada,<\/p>\n\n\n\n<p>Ei-la seu coisada enfeza na batucada,<\/p>\n\n\n\n<p>Pimenta do reino \u00e9 preta, mas faz um pir\u00e3o gostoso&#8230;\u2019<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>Ai, quando essa mulher gritava isso, eu tinha que me levant\u00e1, ah eu tinha que me levant\u00e1, tinha que v\u00ea ela pass\u00e1. Ent\u00e3o ela passou muito bonita um ano, foi em [19]31, isso eu me lembro bem, ela toda de cossaco, era cor de rosa e branco a fantasia deles e essa mulher vinha cantando, mas ent\u00e3o era um sucesso, agarravam ela numa cadeira, traziam ela na cadeira [&#8230;] ela era Horacina Correa. E eu era louca por ela, eu ficava no port\u00e3o [&#8230;]\u2019<a href=\"#_ftn10\">[10]<\/a>.\u201d<\/p><\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/03\/horacina-corrc3aaa_revista-do-globo-09-10-1937_p15.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3200\" \/><figcaption>Horacina Corr\u00eaa na R\u00e1dio Farroupilha ap\u00f3s seu regresso do Rio de Janeiro. Revista do Globo, 09\/10\/1937, p. 15.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Se o carnaval e tamb\u00e9m as bandas de jazz projetavam artistas\nnegros no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, o desenvolvimento de um dos mais importantes\nmeios de comunica\u00e7\u00e3o e entretenimento de massa potencializou ainda mais as\ncarreiras de cantoras como Horacina. Segundo Silvia Abreu, <\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com o surgimento do r\u00e1dio, um promissor mercado de trabalho se abre, oferecendo aos artistas negros possibilidades de mostrarem seu talento. O per\u00edodo conhecido como \u00c9poca de Ouro do R\u00e1dio, compreendido entre o in\u00edcio dos anos 30 e o final dos 50, foi o mais importante, destacando-se nomes como os cantores Bruno thomas, Z\u00e9 Carlos, as cantoras Horacina Corr\u00eaa, Carmen Del Campo, Dalila, Branca de Neve, Maria Helena Andrade, Lourdes Rodrigues e Zilah Machado.&#8221;<a href=\"#_ftn11\">[11]<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/03\/horacina-corrc3aaa_santos_colonos-e-quilombolas_p91_orq-paulo-coelho_w.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3197\" \/><figcaption>&#8220;Horacina Corr\u00eaa e a Orquestra Paulo Coelho. Acervo A. Canto.&#8221; SANTOS, 2010, p. 91.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>De fato, Horacina vai atuar como cantora em quase todas as\nr\u00e1dios de Porto Alegre, de onde ir\u00e1 para o Rio de Janeiro, ent\u00e3o capital da\nRep\u00fablica. Tamb\u00e9m faz turn\u00eas pela Argentina e pela Europa. Conforme Marcus\nVinicius Rosa, <\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[&#8230;] a fama de Horacina ultrapassou em muito os dias dedicados\na Momo. No mesmo ano, o <em>Jazz<\/em> Paulo Coelho viajou para a Argentina, a fim\nde tocar na R\u00e1dio Municipal de Buenos Aires. Entre os m\u00fasicos, seguiram os dois\nfamosos foli\u00f5es da Col\u00f4nia Africana: Marino e Horacina. No Rio de Janeiro, em\n1947, Horacina atuou no filme \u2018Este mundo \u00e9 um pandeiro\u2019, ao lado de artistas\ncomo Oscarito, Nelson Gon\u00e7alves e Emilinha Borba. Na d\u00e9cada de 1940, ela deixou\npara tr\u00e1s o carnaval de Porto Alegre. Conforme salientou Hardy Vedana, ela\n\u2018conheceu a gl\u00f3ria em Paris\u2019 e tornou-se \u2018propriet\u00e1ria de um hotel na capital\ndo Egito.\u201d<a href=\"#_ftn12\">[12]<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/03\/horacina-corrc3aaa_santos_colonos-e-quilombolas_p92_carmem-miranda_w.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3198\" \/><figcaption>&#8220;Em 1941 homenagem a Carmem Miranda. Acervo A. Canto.&#8221; SANTOS, 2010, p. 92.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Com tanto reconhecimento e sucesso, a cantora gravou v\u00e1rios\nsambas que marcaram a \u00e9poca: \u201cseu primeiro disco foi lan\u00e7ado em outubro\nde 1945, gravou diversos 78 rota\u00e7\u00f5es e LPs com m\u00fasicas de Noel Rosa e Ary\nBarroso. Horacina cantou na R\u00e1dio Mayrink Veiga e se apresentou em quase todas\nas emissoras de nossa cidade\u201d<a href=\"#_ftn13\">[13]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O seu casamento com Alberto Martiniano, realizado no pr\u00f3prio\nest\u00fadio da R\u00e1dio Farroupilha, foi destaque em reportagem fotogr\u00e1fica:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/03\/horacina-corrc3aaa_santos_colonos-e-quilombolas_p93.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3199\" \/><figcaption>&#8220;Horacina casou com Oscar Corr\u00eaa, funcion\u00e1rio da Biblioteca P\u00fablica e integrante do Jazz Cruzeiro em 9.10.1936. A cerim\u00f4nia do casamento foi transmitida ao vivo pela PRH-3 R\u00e1dio Farroupilha.&#8221; SANTOS, 2010, p. 93.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Horacina veio para o Rio trazida por Walter Pinto, empres\u00e1rio\nteatral de grande vis\u00e3o art\u00edstica, mas n\u00e3o sem antes contrair n\u00fapcias com\nAlberto Martiniano, numa das mais badaladas cerim\u00f4nias religiosas realizadas em\nPorto Alegre. O casamento foi realizado no est\u00fadio da R\u00e1dio Farroupilha com a\nsolenidade acompanhada pela grande orquestra da emissora.<a href=\"#_ftn14\">[14]<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/03\/horacina-corrc3aaa_santos_colonos-e-quilombolas_p91_colegas_w.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3202\" \/><figcaption>&#8220;Horacina Corr\u00eaa com colegas da orquestra.&#8221; SANTOS, 2010, p. 91.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Como o cinema tamb\u00e9m ganhava for\u00e7a no Brasil, Horacina\nCorr\u00eaa estrelou tamb\u00e9m em produ\u00e7\u00f5es da \u00e9poca, exercendo seu talento de cantora\ne atriz:<\/p>\n\n\n\n<p>Participou de diversos filmes brasileiros, podemos lembrar \u2018Este\nMundo \u00e9 Um Pandeiro\u2019 onde aparecia cantando de Ary Barroso o samba \u2018No\nTabuleiro da Bahiana\u2019. Tomou parte tamb\u00e9m no filme \u2018\u00c9 com Esse Que eu Vou\u2019, cantando\n\u2018Salve Ogum\u2019 bonita composi\u00e7\u00e3o de Pernambuco e M\u00e1rio Rossi e gravado por\nDircinha Batista. Participou tamb\u00e9m de \u2018O Mundo se Diverte\u2019, outra pel\u00edcula\nmuito aplaudida.<a href=\"#_ftn15\">[15]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o consegui, at\u00e9 o momento, levantar mais informa\u00e7\u00f5es com\nfontes claras sobre Horacina Corr\u00eaa, o que indica que, possivelmente, ainda h\u00e1\nmuito a pesquisar sobre a sua vida. Contudo, o historiador Marcus Vinicius Rosa\ninvestiga no cap\u00edtulo III de sua disserta\u00e7\u00e3o<a href=\"#_ftn16\">[16]<\/a>\na trajet\u00f3ria desta surpreendente cantora. Como diz o texto do livro de Irene\nSantos, \u201cHoracina \u00e9 uma saudade boa de se sentir\u201d<a href=\"#_ftn17\">[17]<\/a>.\nDela e de tantas outras mulheres, em especial mulheres negras, \u00e9 fundamental recuperar\na mem\u00f3ria e a obra, pois elas contam hist\u00f3rias diferentes do nosso passado como\npa\u00eds. Elas nos dizem que outras hist\u00f3rias de vida s\u00e3o poss\u00edveis, e que mulheres\ntamb\u00e9m constru\u00edram a hist\u00f3ria e a cultura brasileiras. Que possamos reencontrar\nmais mulheres como Horacina, que trazem \u201csaudades boas de se sentir\u201d para as\nmeninas e mulheres do futuro tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n<p>[youtube https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=tefiq1F2o4Y&#038;w=560&#038;h=315]<\/p>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>FERRARETTO, Luiz Artur. R\u00e1dio no Rio Grande do Sul (anos 20,\n30 e 40): dos pioneiros \u00e0s emissoras comerciais. Canoas: Ed. da ULBRA, 2002.\nPp. 125-126.<\/p>\n\n\n\n<p>LUCKOW, Fabiane Behling. <em>Chanteuses\ne Cabar\u00e9s: a performance musical como mediadora dos discursos de g\u00eanero na\nPorto Alegre do in\u00edcio do s\u00e9culo XX<\/em>. Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado, IA-UFRGS.\nPorto Alegre, 2011. P. 52.<\/p>\n\n\n\n<p>ROSA, Marcus Vinicius de Freitas. <em>Quando Vargas caiu no samba: um estudo sobre os significados do\ncarnaval e as rela\u00e7\u00f5es sociais estabelecidas entre os poderes p\u00fablicos, a\nimprensa e os grupos de foli\u00f5es em Porto Alegre durante as d\u00e9cadas de 1930 e\n1940.<\/em> Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado. IFCH-PPGHist, UFRGS, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>SANTOS, Irene (org.). <em>Negro\nem Preto e Branco: hist\u00f3ria fotogr\u00e1fica da popula\u00e7\u00e3o negra de Porto Alegre.<\/em>\nPorto Alegre: Do Autor, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>SANTOS, Irene (org.). <em>Colonos\ne quilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre.<\/em>\nPorto Alegre: [s.n.], 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>VIEIRA, Daniele Machado. <em>Territ\u00f3rios\nnegros em Porto Alegre\/RS (1800-1970): Geografia hist\u00f3rica da presen\u00e7a negra no\nespa\u00e7o urbano.<\/em> Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado, POSGEA-UFRGS. Porto Alegre: [s.n],\n2017.<br><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a>\nABREU, Silvia. <em>Cantando pr\u00e1 subir. <\/em>In:\nSANTOS, Irene (org.). <em>Negro em Preto e\nBranco: hist\u00f3ria fotogr\u00e1fica da popula\u00e7\u00e3o negra de Porto Alegre<\/em>. Porto\nAlegre: Do Autor, 2005. P. 154.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a>\nLUCKOW, Fabiane Behling. <em>Chanteuses e\nCabar\u00e9s: a performance musical como mediadora dos discursos de g\u00eanero na Porto\nAlegre do in\u00edcio do s\u00e9culo XX<\/em>. Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado, IA-UFRGS. Porto\nAlegre, 2011. P. 52.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a>\nSANTOS, Irene (org.). C<em>olonos e\nquilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre<\/em>.\nPorto Alegre: [s.n.], 2010.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a>\n<em>Hist\u00f3rias para ninar gente grande<\/em>,\nsamba-enredo da Mangueira, escolha vencedora do carnaval de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a>\nSANTOS, Irene (org.). <em>Colonos e\nquilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre<\/em>.\nPorto Alegre: [s.n.], 2010. P. 92.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a>\nhttp:\/\/dicionariompb.com.br\/horacina-correia\/dados-artisticos<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref7\">[7]<\/a>\nFERRARETTO, Luiz Artur. <em>R\u00e1dio no Rio\nGrande do Sul (anos 20, 30 e 40): dos pioneiros \u00e0s emissoras comerciais. <\/em>Canoas:\nEd. da ULBRA, 2002. Pp. 125-126.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref8\">[8]<\/a>\nSANTOS, Irene (org.). <em>Colonos e\nquilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre.<\/em>\nPorto Alegre: [s.n.], 2010. P. 92.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref9\">[9]<\/a>\nPADILHA, Dolzira. <em>Entrevistas sobre os carnavais\nde Porto Alegre.<\/em> Porto Alegre: Secretaria Municipal de Cultura, 13\/02\/1991.\nEntrevistadores: Fl\u00e1vio Krawczyk e Wilson Azambuja Vieira Filho. P. 2.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref10\">[10]<\/a>\nPADILHA, Dolzira. <em>Entrevistas sobre os carnavais\nde Porto Alegre.<\/em> Porto Alegre: Secretaria Municipal de Cultura, 13\/02\/1991.\nEntrevistadores: Fl\u00e1vio Krawczyk e Wilson Azambuja Vieira Filho. P. 2. In:\nVIEIRA, Daniele Machado. <em>Territ\u00f3rios\nnegros em Porto Alegre\/RS (1800-1970): Geografia hist\u00f3rica da presen\u00e7a negra no\nespa\u00e7o urbano.<\/em> Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado, POSGEA-UFRGS. Porto Alegre: [s.n],\n2017. Pp. 139-141.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref11\">[11]<\/a>\nABREU, Silvia. Cantando pr\u00e1 subir. In: SANTOS, Irene (org<em>.). Negro em Preto e Branco: hist\u00f3ria fotogr\u00e1fica da popula\u00e7\u00e3o negra de\nPorto Alegre.<\/em> Porto Alegre: Do Autor, 2005. Pp. 153-154.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref12\">[12]<\/a>\nROSA, Marcus Vinicius de Freitas. <em>Quando\nVargas caiu no samba: um estudo sobre os significados do carnaval e as rela\u00e7\u00f5es\nsociais estabelecidas entre os poderes p\u00fablicos, a imprensa e os grupos de\nfoli\u00f5es em Porto Alegre durante as d\u00e9cadas de 1930 e 1940<\/em>. Disserta\u00e7\u00e3o de\nMestrado. IFCH-PPGHist, UFRGS, 2008. Pp. 133-134.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref13\">[13]<\/a>\nSANTOS, Irene (org.). <em>Colonos e\nquilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre.<\/em>\nPorto Alegre: [s.n.], 2010. P. 92.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref14\">[14]<\/a>\nSANTOS, Irene (org.). <em>Colonos e\nquilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre.<\/em>\nPorto Alegre: [s.n.], 2010. P. 92.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref15\">[15]<\/a>\nSANTOS, Irene (org.). <em>Colonos e\nquilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre.<\/em>\nPorto Alegre: [s.n.], 2010. P. 92.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref16\">[16]<\/a>\nROSA, Marcus Vinicius de Freitas. <em>Quando\nVargas caiu no samba: um estudo sobre os significados do carnaval e as rela\u00e7\u00f5es\nsociais estabelecidas entre os poderes p\u00fablicos, a imprensa e os grupos de\nfoli\u00f5es em Porto Alegre durante as d\u00e9cadas de 1930 e 1940<\/em>. Disserta\u00e7\u00e3o de\nMestrado. IFCH-PPGHist, UFRGS, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref17\">[17]<\/a>\nSANTOS, Irene (org.). <em>Colonos e\nquilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre.<\/em>\nPorto Alegre: [s.n.], 2010. P. 92.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um nome que brilhava em 1936, em plena \u00c9poca de Ouro do r\u00e1dio, era Horacina Corr\u00eaa, a soberana dos programas de audit\u00f3rio. Dona de uma voz potente que dispensava, muitas vezes, o microfone, ela fazia sucesso. 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