{"id":3251,"date":"2019-03-28T12:15:26","date_gmt":"2019-03-28T15:15:26","guid":{"rendered":"http:\/\/becodorosario.com\/?p=3039"},"modified":"2023-11-09T20:55:47","modified_gmt":"2023-11-09T23:55:47","slug":"arranha-ceos-de-porto-alegre-em-1929","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/arranha-ceos-de-porto-alegre-em-1929\/","title":{"rendered":"&#8220;Arranha-c\u00e9os&#8221; de Porto Alegre&#8230; em 1929!"},"content":{"rendered":"\r\n<p>Como pesquisadora da hist\u00f3ria de Porto Alegre, esta reportagem fotogr\u00e1fica sobre como a evolu\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica e urbana da cidade como era vista em 1929 \u00e9 fascinante.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Nela, pode-se perceber a sensibilidade e o senso de modernidade daquela \u00e9poca, referenciando coisas que j\u00e1 me eram conhecidas s\u00f3 que com outro nome. Por exemplo, o \u201cgosto germ\u00e2nico\u201d \u00e9 o que se considera hoje como estilo arquitet\u00f4nico ecl\u00e9tico ou historicista, em Porto Alegre fortemente influenciado pelo arquiteto alem\u00e3o Theo Wiederspahn, ali\u00e1s autor do projeto das duas obras aqui exemplificadas. Possivelmente da\u00ed o nome do estilo.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Por outro lado, o \u201cestilo yankee\u201d ou \u201camericano\u201d era o dado aos pr\u00e9dios mais altos, ent\u00e3o considerados \u201carranha-c\u00e9us\u201d com seus quatro ou seis andares! At\u00e9 meados no s\u00e9culo XX, Porto Alegre era uma cidade de constru\u00e7\u00f5es predominantemente baixas, com um, dois ou tr\u00eas pavimentos, muito diferente do que se tem hoje. &nbsp;Naturalmente, o nome \u201cyankee\u201d ou \u201camericano\u201d refere-se ao fato de, comparativamente, j\u00e1 terem sido constru\u00eddos, em Nova York, pr\u00e9dios como o Flatiron Building, em 1903, com ent\u00e3o impressionantes 22 andares.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Uma surpresa foram definitivamente as casas coloniais \u201cquase subterr\u00e2neas\u201d, constru\u00eddas distantes do alinhamento do terreno, contrariamente ao t\u00edpico modo colonial de ocupar o lote e configurar as ruas diretamente pelas fachadas das casas. E uma curiosidade: como j\u00e1 diz o jornalista de 1929, muitas casas coloniais se escondem sob transforma\u00e7\u00f5es feitas para atender \u00e0s exig\u00eancias de posturas municipais ou para atualizarem seu estilo&#8230; Quantas delas ter\u00e3o permanecido ainda hoje no centro da cidade? Aposto que algumas resistem, discretas, disfar\u00e7adas de modernas&#8230;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3040\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/cp_ahmmv_17-03-1929-histc3b3ria-da-cidade-na-evoluc3a7c3a3o_p7_w-15.jpg\" alt=\"\">\r\n<figcaption><em>Correio do Povo<\/em>, 17\/03\/1929, p. 7. Hemeroteca do AHMMV. Fotografia da pesquisadora.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\r\n<p><strong>\u201cA hist\u00f3ria da cidade na evolu\u00e7\u00e3o de suas construc\u00e7\u00f5es<a href=\"#_ftn1\"><strong>[1]<\/strong><\/a><\/strong><\/p>\r\n<\/blockquote>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>&nbsp;\u201c<strong>Tres s\u00e3o as phases por que passou Porto Alegre: &#8212; a que se caracterisa pelo gosto colonial, a que se caracterisa pelo gosto germanico e a actual, que se caracterisa pelo gosto yankee<\/strong><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><em>Evoca\u00e7\u00e3o de alguns aspectos que constitu\u00edram a physiognomia inconfund\u00edvel dessas tres etapas da vida da capital do Estado<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A cidade nasceu na zona compreendida, hoje, pelo gazometro, antiga pra\u00e7a da Harmonia e Alto da Bronze. Aquelle trecho \u00e9 o ber\u00e7o de Porto Alegre.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Por esse tempo a capital do Estado \u2013 a \u2018metropole do Rio Grande \u2013 era Viam\u00e3o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Porto Alegre balbuciava as suas primeiras palavras \u2013 \u2018gatinhava\u2019&#8230;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Das suas primeiras casas, algumas ainda existem.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>S\u00e3o constru\u00e7\u00f5es pequenas, acanhadas, obedecendo todas ao gosto colonial.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Beiraes simples, jacar\u00e9<a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a>, janellas de guilhotina.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Batida pelas lufadas \u00e1speras do vento sul e do minuano, aquella zona da cidade apresenta uma curiosa reminiscencia nas casas do tempo. \u00c1 porta da rua, pouco acima do trinco, que ent\u00e3o ficava do lado de dentro, ainda hoje conservam um orif\u00edcio que d\u00e1 exactamente para a introdu\u00e7\u00e3o de uma m\u00e3o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>\u00c9 que no inverno, o vento gelado que vinha do Guahyba n\u00e3o permittia ficasse [<em>sic<\/em>] uma pessoa a bater \u00e1 porta e \u00e1 espera de que a abrissem.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>E a medida ent\u00e3o posta em pratica foi a da abertura daquelle orif\u00edcio, que permittia ao visitante abrir por si a porta da rua.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Nessa zona da cidade, por\u00e9m, conservam-se outras curiosas recorda\u00e7\u00f5es dos primeiros tempos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>As casas<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quasi subterraneas<\/strong><\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>por exemplo, s\u00e3o typicas e n\u00e3o ter\u00e3o por certo escapado aos que conhecem aquelle trecho urbano. Foram construidas por traz do passeio, numa depress\u00e3o do terreno. Quem as v\u00ea do passeio opposto tem a impress\u00e3o que est\u00e3o soterradas, pois s\u00f3 o telhado se mostra.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A nossa reportagem photographica fixou duas dessas casas antigas \u2013 \u00e1 rua do Arvoredo<a href=\"#_ftn3\">[3]<\/a> e \u00e1 rua da Bahia<a href=\"#_ftn4\">[4]<\/a>, para conservar os seus primitivos nomes.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<ul class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\r\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\r\n<figure><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3041\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/cp_ahmmv_17-03-1929-histc3b3ria-da-cidade-na-evoluc3a7c3a3o_p7_04_phase-primitiva_2_w-15.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3041\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/dcim100goprogopr0979-jpg\/\">\r\n<figcaption>&#8220;Phase primitiva: Casa constru\u00edda em depress\u00e3o de terreno. O muro \u00e9 o disfarce&#8230;&#8221;<br>[Fot\u00f3grafo desconhecido.]<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/li>\r\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\r\n<figure><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3042\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/cp_ahmmv_17-03-1929-histc3b3ria-da-cidade-na-evoluc3a7c3a3o_p7_04_phase-primitiva_3_w.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3042\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/cp_ahmmv_17-03-1929-histc3b3ria-da-cidade-na-evoluc3a7c3a3o_p7_04_phase-primitiva_3_w\/\">\r\n<figcaption><br>&#8220;Phase primitiva: casinhas ao gosto colonial, constru\u00eddas em depress\u00e3o de terreno. Na zona onde nasceu a cidade.&#8221;<br>[Fot\u00f3grafo desconhecido.]<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/li>\r\n<li class=\"blocks-gallery-item\">\r\n<figure><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3043\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/cp_ahmmv_17-03-1929-histc3b3ria-da-cidade-na-evoluc3a7c3a3o_p7_04_phase-primitiva_w.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3043\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/cp_ahmmv_17-03-1929-histc3b3ria-da-cidade-na-evoluc3a7c3a3o_p7_04_phase-primitiva_w\/\">\r\n<figcaption><br>&#8220;Phase primitiva: Casa constru\u00edda no alto de uma eminencia de terreno. Para disfarce, l\u00e1 est\u00e1 o muro de frente&#8230;&#8221;<br>[Fot\u00f3grafo desconhecido.]<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n<\/li>\r\n<\/ul>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A direc\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>que a cidade tomou foi naturalmente a \u00fanica que existia \u2013 a collina.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Antes, por\u00e9m, de subir, ella veiu contornando a eminencia, pela zona que mais tarde seria a rua dos Andradas \u2013 por esse tempo o Guahyba vinha at\u00e9 ali \u2013 e a rua da Varzinha. S\u00f3 depois de edificadas essas ruas, a collina come\u00e7ou a encher-se de casas. E vieram as ruas \u2013 da Egreja, da Ponte, etc. Em ambas essas ruas ainda se encontram muitas casas coloniaes.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Modificadas, naturalmente, umas por exigencias da Municipalidade, outras para rendimento.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A pra\u00e7a do Port\u00e3o<\/strong><\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Quando a cidade alcan\u00e7ou a pra\u00e7a do Port\u00e3o, j\u00e1 era um nucleo consideravel.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Onde se encontra hoje o quartel do 7\u00ba, estava localisado o port\u00e3o da cidade, o qual se fechava ao primeiro toque de silencio.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A illumina\u00e7\u00e3o ent\u00e3o era de azeite e s\u00f3 utilisada em noites sem lua.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Para se ter id\u00e9ia da extens\u00e3o de Porto Alegre daquella \u00e9poca basta saber que a Santa Casa foi localizada onde ainda hoje se encontra para estar sufficientemente afastada do centro&#8230;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A nova edifica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>de Porto Alegre, quer dizer, a edifica\u00e7\u00e3o que foge ao colonial \u00e9 muito recente, pois, como \u00e9 f\u00e1cil observar, toda a chamada cidade-baixa conserva, embora modificados, innumeros predios primitivos, ao gosto dos nossos antepassados.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Pode-se dizer que a nova edifica\u00e7\u00e3o de Porto Alegre marca uma phase decisiva na sua vida de cidade.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Com as primeiras casas modernas \u2013 e o perimetro j\u00e1 era, ent\u00e3o, consideravel \u2013 a capital do Estado come\u00e7ou a ser, realmente \u2013 Cidade.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A rua da Independencia come\u00e7ava a ser habitada e a ter lindas vivendas e os bondes de burro, os \u2018caixas de phosphoros\u2019 viviam seus ultimos momentos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Bem examinada essa evolu\u00e7\u00e3o, p\u00f3de se affirmar a cidade de Porto Alegre \u2013 a cidade \u2013 cidade \u2013 conta menos de trinta annos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O caes<\/strong><\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>N\u00e3o h\u00e1 ainda vinte annos talvez e o Guahyba vinha at\u00e9 os fundos da Pra\u00e7a da Alfandega<a href=\"#_ftn5\">[5]<\/a>, que tinha ent\u00e3o, dois kioskes.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>O logar hoje occupado pelos automoveis, entre o Correio e a Delegacia<a href=\"#_ftn6\">[6]<\/a> era praia.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Existia ali uma escada em volta da qual atracavam os innumeros botes pra transporte de passageiros e passeios no Guahyba.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A construc\u00e7\u00e3o do c\u00e1es deu logar a uma phase caracteristica da evolu\u00e7\u00e3o da Cidade.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Gosto germanico<\/strong><\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Com a construc\u00e7\u00e3o do c\u00e1es come\u00e7aram a surgir, no cora\u00e7\u00e3o da cidade, edificios grandes e alterosos.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Na sua maioria, com cupolas e capacetes, de sabor accentuadamente germanico.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>S\u00e3o desse tempo o Banco da Provincia, a Delegacia, o Correio e tantos outros.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>J\u00e1 a cidade sentia que necessitava de luz, de cal\u00e7amento. Quer dizer, come\u00e7ava a ter consciencia da sua condi\u00e7\u00e3o de cidade.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Varios cinemas funccionavam todas as noites e enchiam a rua da Praia do ruido argentino das suas campainhas, que se punham a funcionar, antes das sess\u00f5es ao fim de cada parte do film e entre a primeira e a segunda sess\u00e3o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3044\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/cp_ahmmv_17-03-1929-histc3b3ria-da-cidade-na-evoluc3a7c3a3o_p7_gosto-germc3a2nico_w-15.jpg\" alt=\"\">\r\n<figcaption><br>&#8220;A phase do gosto germanico&#8221; [Fot\u00f3grafo desconhecido.] <br>\u00c0 esquerda, o atual MARGS, originalmente Delegacia Fiscal, e \u00e0 direita, o atual Memorial do Rio Grande do Sul. Originalmente, era o pr\u00e9dio dos Correios e Tel\u00e9grafos.<\/figcaption>\r\n<\/figure>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O arranha-ceos<\/strong><\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Porto Alegre entra, agora, na sua phase vertiginosa \u2013 a phase do arranha-c\u00e9os.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Modesto, por ora, pois que n\u00e3o excede de seis andares.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Mas j\u00e1 com a \u2018aplomb\u2019 e a imponencia do arranha-c\u00e9o.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Em breve surgir\u00e3o os de dez, doze, vinte andares.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A cidade ent\u00e3o, em logar de seis mil automoveis, ter\u00e1 quinze mil e todas suas obras estar\u00e3o concluidas.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Seremos, tambem, metropole&#8230;<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<div class=\"wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular\">\r\n<div class=\"tiled-gallery__gallery\">\r\n<div class=\"tiled-gallery__row\">\r\n<div class=\"tiled-gallery__col\">\r\n<figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/cp_ahmmv_17-03-1929-histc3b3ria-da-cidade-na-evoluc3a7c3a3o_p7_04_arranha-cc3a9u_w.jpg\" alt=\"\" data-height=\"1050\" data-id=\"3045\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/dcim100goprogopr0978-jpg\/\" data-url=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/cp_ahmmv_17-03-1929-histc3b3ria-da-cidade-na-evoluc3a7c3a3o_p7_04_arranha-cc3a9u_w.jpg?w=673\" data-width=\"690\"><\/figure>\r\n<\/div>\r\n<div class=\"tiled-gallery__col\">\r\n<figure class=\"tiled-gallery__item\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/cp_ahmmv_17-03-1929-histc3b3ria-da-cidade-na-evoluc3a7c3a3o_p7_majestic_w-17-2.jpg\" alt=\"\" data-height=\"1361\" data-id=\"3053\" data-link=\"https:\/\/becodorosario.com\/?attachment_id=3053\" data-url=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2019\/02\/cp_ahmmv_17-03-1929-histc3b3ria-da-cidade-na-evoluc3a7c3a3o_p7_majestic_w-17-2.jpg?w=790\" data-width=\"1050\"><\/figure>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Recapitulando:<\/strong><\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Pode-se, assim, dividir em tres phases, a evolu\u00e7\u00e3o de Porto Alegre.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A primeira \u2013 colonial.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A segunda \u2013 gosto germanico.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A terceira \u2013 gosto americano.\u201d<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><em>[Autor desconhecido]<\/em><\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/h3>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><em>Correio do Povo<\/em>, 17\/03\/1929, p. 7. Hemeroteca do Arquivo Hist\u00f3rico Municipal Moys\u00e9s Vellinho de Porto Alegre. A grafia original foi mantida.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>FRANCO, S\u00e9rgio da Costa. <em>Porto Alegre: guia hist\u00f3rico<\/em>. Porto Alegre; Ed. da Universidade\/UFRGS, 1988.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>SOUZA, C\u00e9lia Ferraz de. <em>Plano Geral de Melhoramentos de Porto Alegre: o plano que orientou a moderniza\u00e7\u00e3o da cidade<\/em>. 2. Edi\u00e7\u00e3o revisada e ampliada. \u2013 Porto Alegre: Armaz\u00e9m Digital, 2010.<\/p>\r\n\r\n\r\n<hr class=\"wp-block-separator\">\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> A grafia original foi mantida.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> Possivelmente cano de folha-de-flandres ou ferro fundido para escoamento das \u00e1guas da chuva descarregadas pelo telhado.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref3\">[3]<\/a> Atual Rua Fernando Machado.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref4\">[4]<\/a> Segundo S\u00e9rgio da Costa Franco (1988, p. 55), \u201cantiga denomina\u00e7\u00e3o do primeiro segmento da atual Rua Dem\u00e9trio Ribeiro, entre a costa do rio e a rua General Vasco Alves\u201d.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref5\">[5]<\/a> Os aterros na margem norte come\u00e7aram ainda no s\u00e9culo XIX, e a obra de retifica\u00e7\u00e3o do Porto estendeu-se de 1913 a 1921, na gest\u00e3o de Jos\u00e9 Montaury (ver Souza, 2010, p. 80).<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p><a href=\"#_ftnref6\">[6]<\/a> Respectivamente, os atuais Memorial do Rio Grande do Sul e MARGS, constru\u00eddos no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1910.<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como pesquisadora da hist\u00f3ria de Porto Alegre, esta reportagem fotogr\u00e1fica sobre como a evolu\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica e urbana da cidade como era vista em 1929 \u00e9 fascinante. Nela, pode-se perceber a sensibilidade e o senso de modernidade daquela \u00e9poca, referenciando coisas que j\u00e1 me eram conhecidas s\u00f3 que com outro nome. 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