{"id":3232,"date":"2019-02-22T11:35:24","date_gmt":"2019-02-22T14:35:24","guid":{"rendered":"http:\/\/becodorosario.com\/?p=3150"},"modified":"2021-04-30T11:59:30","modified_gmt":"2021-04-30T14:59:30","slug":"usando-a-famosa-aquarela-preta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/usando-a-famosa-aquarela-preta\/","title":{"rendered":"Usando a famosa aquarela preta"},"content":{"rendered":"<p>Por que estou falando em aquarela preta? Num dos desenhos que postei no Instagram nesta semana, ressaltei que usei uma tinta que quase nunca uso nas minhas pinturas: a aquarela preta, ou, mais exatamente, a Ivory Black (Preto de Marfim), da Winsor &amp; Newton.<\/p>\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-3152\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/black-ivory.jpg\" alt=\"\" width=\"196\" height=\"592\" \/><figcaption>Da cartela de amostras do meu god\u00ea, a aquarela preto de marfim em dilui\u00e7\u00e3o. Fonte: a pesquisadora.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n<p>Certo, mas o que tem de mais nisso? Quem me conhece das aulas de aquarela sabe que eu defendo que n\u00f3s temos que \u201cesquecer\u201d que a aquarela preta est\u00e1 ali, no estojo. Sim, ela, assim como a branca, sempre vem nos estojos! Mas ent\u00e3o porque deix\u00e1-la de lado na hora de pintar?<\/p>\n\n<p>De maneira intuitiva, muitas pessoas que come\u00e7am a pintar lan\u00e7am m\u00e3o da tinta preta como meio para obter tons mais escuros das outras cores. Claro, ela escurece mesmo! Mas o problema \u00e9 que ela n\u00e3o s\u00f3 escurece, mas tira o brilho da cor original. Assim, um vermelho, azul ou verde escurecidos com preto sempre ficar\u00e3o mais \u201cbaixos\u201d na escala de valores tonais, mas tamb\u00e9m menos vibrantes. Ou seja, h\u00e1 um pre\u00e7o crom\u00e1tico a ser pago quando se usa o preto na aquarela, por isso eu prefiro misturar os meus vermelhos, verdes ou azuis com outras cores ou entre si para obter tonalidades mais escuras destes matizes. Desta maneira, preserva-se o brilho da cor, ainda que ela fique mais escura.<\/p>\n\n<p>Por isto, quando decidi montar a paleta de preto de marfim, amarelo de n\u00e1poles, verde seiva (<em>sap green<\/em>) e vermelho alizarin, eu sabia que n\u00e3o misturaria o preto de marfim \u00e0s outras cores. Mas como ent\u00e3o, deixei-as mais escuras?<\/p>\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3153\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/caderno-com-a-paleta.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption><br \/>A paleta de cores no caderno de testes de paletas. Fonte: a pesquisadora.<\/figcaption><\/figure>\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Para escurecer o amarelo de n\u00e1poles, bem clarinho, misturei um pouco de s\u00e9pia e marrom Van Dycke;<\/li><li>Para escurecer o alizarin, pode-se usar um pouco de \u00edndigo (mais frio) ou verde de Hook (mais quente);<\/li><li>Para escurecer o verde seiva, pode-se tamb\u00e9m usar um pouco de \u00edndigo (mais frio) ou verde de Hook (mais quente);<\/li><\/ul>\n\n<p>E o preto? Segundo o fabricante, o preto de marfim, (<em>ivory black<\/em>) \u00e9 uma cor tradicionalmente obtida da queima do marfim de elefantes, e \u00e9 caracter\u00edstico o seu tom amarronzado quando dilu\u00eddo. Assim, usei-a pura, apenas variando a quantidade de \u00e1gua para deixar as \u00e1reas mais escuras praticamente sem dilui\u00e7\u00e3o, ou seja, mais concentradas. <br \/>Mesmo assim, eu geralmente n\u00e3o uso essa tinta.<\/p>\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>A cor preta que uso na aquarela \u00e9 quase sempre uma mistura de marrom Van Dycke ou siena queimada com azul ultramar, que resulta num cinza crom\u00e1tico vibrante com a luminosidade destas tintas.<\/p><\/blockquote>\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3154\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/frederica-aquarela-preta-01.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption><br \/>O desenho no suporte, pronto para a aquarela. Tinta Lilly (Rohrer &amp; Klingner) sobre papel Hahnem\u00fchle Aquarelle Anniversary. Fonte: a pesquisadora.<\/figcaption><\/figure>\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3155\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2019\/02\/frederica-aquarela-preta-03.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption><br \/>O desenho colorido, onde se nota o tom quente do preto de marfim. Fonte: a pesquisadora.<\/figcaption><\/figure>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que estou falando em aquarela preta? Num dos desenhos que postei no Instagram nesta semana, ressaltei que usei uma tinta que quase nunca uso nas minhas pinturas: a aquarela preta, ou, mais exatamente, a Ivory Black (Preto de Marfim), da Winsor &amp; Newton. Certo, mas o que tem de mais nisso? 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