{"id":2799,"date":"2018-08-16T11:30:01","date_gmt":"2018-08-16T14:30:01","guid":{"rendered":"http:\/\/becodorosario.com\/?p=2799"},"modified":"2021-05-25T11:53:54","modified_gmt":"2021-05-25T14:53:54","slug":"um-principe-africano-em-porto-alegre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/um-principe-africano-em-porto-alegre\/","title":{"rendered":"Um pr\u00edncipe africano em Porto Alegre"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Figura fascinante da hist\u00f3ria de Porto Alegre, o Pr\u00edncipe Cust\u00f3dio permanece no imagin\u00e1rio e tradi\u00e7\u00f5es religiosas da cidade e de suas comunidades negras, em especial da Cidade Baixa, onde viveu por 35 anos. A sua hist\u00f3ria se entrela\u00e7a \u00e0 hist\u00f3ria do imperialismo ingl\u00eas na \u00c1frica, \u00e0 hist\u00f3ria do Brasil no p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o e \u00e0 hist\u00f3ria dos cultos afrobrasileiros em Porto Alegre, tra\u00e7ando um panorama revelador em in\u00fameros aspectos. A seu respeito, l\u00ea-se em <em>Colonos e quilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre<\/em>, que<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito se escreveu sobre o lend\u00e1rio Cust\u00f3dio Joaquim de Almeida, nascido Osuanlele Okizi Erup\u00ea, conhecido entre negros e n\u00e3o negros, pobres e ricos como \u201cPr\u00edncipe Cust\u00f3dio\u201d. Esse africano, da dinastia tribal de glef\u00ea, chegou a Porto Alegre bem no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, trazendo na bagagem uma vida cheia de mist\u00e9rios e segredos que nem mesmo as marcas do tempo ajudaram a desvendar.<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<figure id=\"attachment_2800\" aria-describedby=\"caption-attachment-2800\" style=\"width: 478px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-2800\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2018\/08\/prc3adncipe-custc3b3dio-santos-2010-p26_w.jpg\" alt=\"Retrato do Pr\u00edncipe Cust\u00f3dio (Santos, 2010, p. 26)\" width=\"478\" height=\"886\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2800\" class=\"wp-caption-text\">Retrato atribu\u00eddo ao Pr\u00edncipe Cust\u00f3dio (Santos, 2010, p. 26). Aparentemente, esta fotografia \u00e9 na verdade do evangelista cabo-verdiano C. M. Daddy Grace (1898-1960).<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">De sua pessoa, tem-se que era \u201chomem forte, de 1,90m de altura\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, e que \u201cn\u00e3o falava bem o portugu\u00eas, mas expressava-se fluentemente em ingl\u00eas e franc\u00eas. Teve oito filhos, tr\u00eas homens e cinco mulheres, e v\u00e1rios empregados. Gostava de festas, especialmente de comemorar seu anivers\u00e1rio\u201d<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Ainda segundo o relato de uma antiga habitante da Cidade Baixa, \u201c[&#8230;] era um negro muito alto, que carregava sempre uma espada e vivia dando ordens para todo mundo\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m consta que esse personagem imponente habitava o n\u00famero 489 da rua Lopo Gon\u00e7alves, na atual Cidade Baixa, mas que \u00e0 \u00e9poca tamb\u00e9m era conhecida como Areal da Baronesa. Essa regi\u00e3o \u00e9 uma \u00e1rea de antiga e tradicional ocupa\u00e7\u00e3o pela popula\u00e7\u00e3o negra de Porto Alegre, remontando ainda aos tempos do sistema escravista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diferente de muitos de seus vizinhos, o Pr\u00edncipe Cust\u00f3dio tinha um estilo de vida digno da sociedade elegante da cidade, pois \u201cmantinha-se com a pens\u00e3o mensal que recebia do governo ingl\u00eas, via Banco do Brasil\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>. Fonseca e Rozano, se por um lado injustamente associam o Pr\u00edncipe \u00e0 profiss\u00e3o de \u201ctratador\u201d de cavalos, por outro detalham a origem desta renda que, segundo eles, era paga em libras esterlinas:<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A hist\u00f3ria documentou que o pr\u00edncipe governava seus s\u00faditos na regi\u00e3o em que os portugueses ergueram a fortaleza de S\u00e3o Jo\u00e3o Batista de Ajud\u00e1, em 1680, na Costa do Ouro (hoje a Rep\u00fablica de Gana), \u00c1frica, para proteger o com\u00e9rcio e as possess\u00f5es. Depois de ter pertencido a v\u00e1rios pa\u00edses em 1876, a Costa do Ouro passou ao dom\u00ednio ingl\u00eas, diante de acordos e compras. Para abrir caminho e evitar revoltas, os brit\u00e2nicos deportaram v\u00e1rios reis e pr\u00edncipes, governantes que sa\u00edam mediante a promessa de que seus s\u00faditos n\u00e3o sofreriam repres\u00e1lias nem maus-tratos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr\u00edncipe de Ajud\u00e1 fez o acordo em 1862 e escolheu exilar-se no Brasil, adotou o nome de Jos\u00e9 Cust\u00f3dio Joaquim de Almeida. Morou na cidade de Rio Grande por alguns anos e mudou-se para Bag\u00e9, onde permaneceu at\u00e9 1900.<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m consta que essa pens\u00e3o permitia ao Pr\u00edncipe cultivar a paix\u00e3o pela cria\u00e7\u00e3o e corrida de cavalos, o que fazia dele um c\u00e9lebre frequentador do Prado da Independ\u00eancia<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, no Bairro Moinhos de Vento, arrabalde tradicionalmente rico de Porto Alegre. Em reportagem dos anos 1970, os autores transcrevem uma v\u00edvida descri\u00e7\u00e3o dessa atividade:<\/p>\n<figure id=\"attachment_2801\" aria-describedby=\"caption-attachment-2801\" style=\"width: 405px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-2801 aligncenter\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2018\/08\/prc3adncipe-custc3b3dio-pesavento-1988-p133_w.jpg\" alt=\"Pr\u00edncipe Cust\u00f3dio - PESAVENTO 1988 p133_w\" width=\"405\" height=\"858\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2801\" class=\"wp-caption-text\">O Pr\u00edncipe Cust\u00f3dio em traje de gala, in\u00edcio do s\u00e9culo XX. Fot\u00f3grafo desconhecido. (Pesavento, 1988, p. 133).<\/figcaption><\/figure>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">[O Pr\u00edncipe Cust\u00f3dio] possu\u00eda [&#8230;] cavalos de ra\u00e7a, alguns importados da Inglaterra, os quais todos os domingos disputavam corridas organizadas pela Protetora do Turfe no Prado Independ\u00eancia. Nos domingos, os cavalos inscritos nos diversos p\u00e1reos sa\u00edam de sua coldelaria, devidamente cobertos por capas, tendo as cores oficiais de seu dono, rumavam pela Rua da Co[nc\u00f3rdia] em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Ven\u00e2ncio Aires, subindo, ap\u00f3s uma das ruas que ligam o Bonfim \u00e0 Independ\u00eancia, at\u00e9 chegarem ao Prado no Moinhos de Vento\u2019. O pr\u00edncipe acompanhava a tropa em seu \u2018laudeau\u2019<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>, puxado por dois cavalos e conduzido por um cocheiro.<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_2802\" aria-describedby=\"caption-attachment-2802\" style=\"width: 615px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2802\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2018\/08\/28-03-2018_mjc_landau-e-krupp-02.jpg?w=2048\" alt=\"28-03-2018_MJC_Landau e Krupp 02\" width=\"615\" height=\"459\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2802\" class=\"wp-caption-text\">Exemplar de &#8220;Landau&#8221; da exposi\u00e7\u00e3o permanente do Museu J\u00falio de Castilhos, de Porto Alegre. Pertencia ao governador Carlos Barbosa (1908-1913). Foto da pesquisadora, mar\u00e7o de 2018.<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo uma pessoa poderosa na sociedade porto-alegrense, o Pr\u00edncipe tamb\u00e9m usou de sua influ\u00eancia para cultivar e proteger a religiosidade afro-brasileira em Porto Alegre. Segundo Fonseca e Rozano, \u201c\u2018ficou popular por manter viva a tradi\u00e7\u00e3o religiosa de seu povo, com a pr\u00e1tica do que agora se conhece por umbanda\u2019.\u201d<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De fato, isso encontra confirma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m no livro <em>Negro em Preto e Branco: hist\u00f3ria fotogr\u00e1fica da popula\u00e7\u00e3o negra de Porto Alegre<\/em>, segundo o qual a religiosidade afro-ga\u00facha est\u00e1 estreitamente ligada \u00e0 mem\u00f3ria do Pr\u00edncipe: \u201c\u00e9 uma refer\u00eancia primordial \u00e0 figura do pr\u00edncipe Cust\u00f3dio e do seu respectivo assentamento de Bar\u00e1, o qual fora plantado na parea central do centen\u00e1rio Mercado P\u00fablico.\u201d<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> Na mesma publica\u00e7\u00e3o, a influ\u00eancia e tr\u00e2nsito do Pr\u00edncipe na alta sociedade porto-alegrense do in\u00edcio do s\u00e9culo XX estendia-se tamb\u00e9m \u00e0 sua religiosidade: \u201c[&#8230;] convivia muito familiarmente com a alta sociedade local, incluindo-se o Governador Borges de Medeiros, que, diz-se, <em>era seu filho de santo<\/em> [<em>grifo da pesquisadora<\/em>]\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>. Acrescenta ainda que \u201cseu bom relacionamento com grandes pol\u00edticos da \u00e9poca serviu para que n\u00e3o houvesse persegui\u00e7\u00f5es pela pol\u00edcia \u00e0s casas de religi\u00e3o, um fato que vai se tornar bem marcante ap\u00f3s sua morte.\u201d<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a> Aqui, cabe lembrar que as pr\u00e1ticas religiosas afro-brasileiras eram proibidas e reprimidas sistematicamente desde o s\u00e9culo XIX, sendo os terreiros e locais de culto alvos frequentes de depreda\u00e7\u00f5es por parte das autoridades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A morte do Pr\u00edncipe, no entanto, iria demorar: longevo, consta que seu centen\u00e1rio marcou a vizinhan\u00e7a como um grande evento: \u201ca festa de seus 100 anos [foi] a maior que a Cidade Baixa j\u00e1 vira. Durante os festejos, mostrando vitalidade, o pr\u00edncipe de Ajud\u00e1 montou um cavalo sem receber qualquer ajuda.\u201d<a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\">[14]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contudo, ele falece em 28 de maio de 1935, quando<\/p>\n<blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">[&#8230;] como nas festas oferecidas \u00e0 alta sociedade, os rituais f\u00fanebres foram acompanhados de muita comida e bebida ao som dos tambores africanos que batucaram sem parar por setenta e duas horas. Quando tudo findou, a casa, que ao longo dos anos, havia recebido in\u00fameras personalidades pol\u00edticas, como J\u00falio de Castilhos, Borges de Medeiros e Get\u00falio Vargas, ficou por muito tempo abandonada e desvalorizadas no mercado imobili\u00e1rio.<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[15]<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, no n\u00famero 489 da rua Lopo Gon\u00e7alves, ergue-se um sobrado t\u00edpico dos anos 1930-1940. Pela imagem de sat\u00e9lite pode-se ver que se trata de um terreno relativamente estreito e fundo, como os antigos lotes de Porto Alegre. Nesse fundo, curiosamente, \u00e9 bem prov\u00e1vel que tenha de fato existido uma <em>avenida<\/em> de modestas casinhas madeira para aluguel, como \u00e9 apontado em <em>Colonos e Quilombolas&#8230;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De qualquer forma, \u00e9 necess\u00e1rio preservar a mem\u00f3ria de um personagem t\u00e3o rico e fascinante da hist\u00f3ria de Porto Alegre, e que teve um tr\u00e2nsito singular na sociedade de uma cidade do sul brasileiro no per\u00edodo do p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o. A sua trajet\u00f3ria torna vis\u00edvel milhares de outras prov\u00e1veis trajet\u00f3rias negras que, infelizmente, permanecem invis\u00edveis at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> SANTOS, Irene (org.). <em>Colonos e quilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre<\/em>. Porto Alegre: [s.n.], 2010. Pp. 26-27.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> FONSECA, Ricardo Franco da, e ROZANO, M\u00e1rio. <em>Jockey Club: Hist\u00f3rias de Porto Alegre<\/em>. Porto Alegre: Nova Prova, 2005. P. 155.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> FONSECA, Ricardo Franco da, e ROZANO, M\u00e1rio. <em>Jockey Club: Hist\u00f3rias de Porto Alegre<\/em>. Porto Alegre: Nova Prova, 2005. P. 155.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> SANTOS, Irene (org.). <em>Colonos e quilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre<\/em>. Porto Alegre: [s.n.], 2010. Pp. 26-27.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> SANTOS, Irene (org.). <em>Colonos e quilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre<\/em>. Porto Alegre: [s.n.], 2010. Pp. 26-27.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> FONSECA, Ricardo Franco da, e ROZANO, M\u00e1rio. <em>Jockey Club: Hist\u00f3rias de Porto Alegre<\/em>. Porto Alegre: Nova Prova, 2005. P. 155.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Atual Parque Moinhos de Vento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Provavelmente, um <em>Landau<\/em>, carruagem de luxo de tra\u00e7\u00e3o animal do in\u00edcio do s\u00e9culo XX, produzido na cidade hom\u00f4nima na Alemanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> FONSECA, Ricardo Franco da, e ROZANO, M\u00e1rio. <em>Jockey Club: Hist\u00f3rias de Porto Alegre<\/em>. Porto Alegre: Nova Prova, 2005. P. 155.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> FONSECA, Ricardo Franco da, e ROZANO, M\u00e1rio. <em>Jockey Club: Hist\u00f3rias de Porto Alegre<\/em>. Porto Alegre: Nova Prova, 2005. P. 155.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> SANTOS, Irene (org.). <em>Negro em Preto e Branco: hist\u00f3ria fotogr\u00e1fica da popula\u00e7\u00e3o negra de Porto Alegre<\/em>. Porto Alegre: Do Autor, 2005. P. 38.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> SANTOS, Irene (org.). <em>Negro em Preto e Branco: hist\u00f3ria fotogr\u00e1fica da popula\u00e7\u00e3o negra de Porto Alegre<\/em>. Porto Alegre: Do Autor, 2005. P. 113.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> SANTOS, Irene (org.). <em>Colonos e quilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre<\/em>. Porto Alegre: [s.n.], 2010. Pp. 26-27.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> FONSECA, Ricardo Franco da, e ROZANO, M\u00e1rio. <em>Jockey Club: Hist\u00f3rias de Porto Alegre<\/em>. Porto Alegre: Nova Prova, 2005. P. 155.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> SANTOS, Irene (org.). <em>Colonos e quilombolas: mem\u00f3ria fotogr\u00e1fica das col\u00f4nias africanas de Porto Alegre<\/em>. Porto Alegre: [s.n.], 2010. Pp. 26-27.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Figura fascinante da hist\u00f3ria de Porto Alegre, o Pr\u00edncipe Cust\u00f3dio permanece no imagin\u00e1rio e tradi\u00e7\u00f5es religiosas da cidade e de suas comunidades negras, em especial da Cidade Baixa, onde viveu por 35 anos. 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