{"id":1896,"date":"2017-04-20T16:56:29","date_gmt":"2017-04-20T19:56:29","guid":{"rendered":"http:\/\/becodorosario.com\/?p=1896"},"modified":"2021-04-30T12:12:51","modified_gmt":"2021-04-30T15:12:51","slug":"o-beco-da-cadeia-e-hoje-uma-grande-avenida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/o-beco-da-cadeia-e-hoje-uma-grande-avenida\/","title":{"rendered":"O BECO DA CADEIA \u00c9 HOJE UMA GRANDE AVENIDA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\">Correndo paralelo \u00e0s ruas principais, entre a Rua da Ponte (Rua Riachuelo) e a Rua dos Andradas (Rua da Praia), o Beco da Cadeia ligava a antiga Rua da Miseric\u00f3rdia \u00e0\u00a0 Rua do Ros\u00e1rio (Rua Vig\u00e1rio Jos\u00e9 In\u00e1cio). Franco (1988) diz que ela \u201cfoi conhecida durante muito tempo como Beco da Cadeia ou Travessa da Cadeia Velha, por ter ali existido, no quarteir\u00e3o situado entre a rua Dr. Flores e a da Miseric\u00f3rdia, o acanhado pr\u00e9dio da primeira cadeia p\u00fablica da capital\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>. Esses nomes s\u00e3o substitu\u00eddos na planta de 1881 por \u201cTravessa 2 de Fevereiro\u201d.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1912\" aria-describedby=\"caption-attachment-1912\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1912\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2017\/04\/imagem-1.jpg\" alt=\"imagem 1\" width=\"900\" height=\"660\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/imagem-1.jpg 900w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/imagem-1-300x220.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/imagem-1-768x563.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/imagem-1-10x7.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/imagem-1-432x317.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/imagem-1-396x290.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/imagem-1-660x484.jpg 660w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1912\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1. Demoli\u00e7\u00f5es na antiga Travessa 2 de Fevereiro entre a atual rua Marechal Floriano Peixoto (Rua de Bragan\u00e7a) e Vig\u00e1rio Jos\u00e9 In\u00e1cio (Rua do Ros\u00e1rio). Porto Alegre:\u00a0Biografia duma cidade, 1941.<\/figcaption><\/figure>\n<p class=\"Ilustrao\" style=\"text-align:justify;\">Porto Alegre (1940)\u00a0 tamb\u00e9m refere-se ao nome encontrado na planta de 1881,\u00a0 ligando-o ao antigo nome relacionado \u00e0 antiga pris\u00e3o:\u00a0 \u201c[Travessa] 2 de Fevereiro: foi Cadeia Velha e becco do Trem\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[2]<\/a>. O Beco\u00a0do Trem a que o autor se refere corresponde ao trecho do Beco da Cadeia \u201cquase em continua\u00e7\u00e3o com a rua Nova\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[3]<\/a> (atual Andrade Neves); e que deve seu nome a outro referencial importante a\u00ed situado: segundo Franco (1988), \u201coutro de seus marcos referenciais importantes era o <em>Trem de Guerra<\/em> [grifo da pesquisadora], que funcionou na esquina do Beco da Cadeia com a Rua do Ros\u00e1rio.\u201d<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[4]<\/a>. Coruja (1983 [1881]), por sua vez, diz que o nome do logradouro persistiu mesmo ap\u00f3s a retirada deste marco:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:150px;\"><strong>&#8220;Na rua de Bragan\u00e7a um pouco abaixo da Rua Nova e em frente a ela, [&#8230;] havia um terreno devoluto que seguia para os lados da antiga Cadeia da Justi\u00e7a, tendo do lado de baixo na Rua do Ros\u00e1rio a casa de Joaquim Carioca e na esquina de cima a casa do Trem, [&#8230;]; pelo que era este terreno conhecido por Beco do Trem. O Trem mudou-se em tempo para o arsenal de guerra, deixando por\u00e9m a\u00ed o nome para perpetuar a sua mem\u00f3ria.&#8221;<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[5]<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify;padding-left:30px;\">Contudo, o Beco do Trem foi \u201cmandado tapar judicialmente em consequ\u00eancia de um processo havido entre a c\u00e2mara municipal e Francisco Pinto de Sousa\u201d<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[6]<\/a> iniciada nos anos 1850. Consistente com esse desenvolvimento, o beco aparece fechado por constru\u00e7\u00f5es j\u00e1 na planta de 1868. Curiosamente, n\u00e3o aparece indicado na planta de 1872. Hoje, \u00e9 a grande avenida Salgado Filho, que corta a Borges de Medeiros.<\/p>\n<figure id=\"attachment_1918\" aria-describedby=\"caption-attachment-1918\" style=\"width: 900px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1918\" src=\"https:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2017\/04\/imagem-2.jpg\" alt=\"imagem 2\" width=\"900\" height=\"669\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/imagem-2.jpg 900w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/imagem-2-300x223.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/imagem-2-768x571.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/imagem-2-10x7.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/imagem-2-432x321.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/imagem-2-396x294.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/imagem-2-660x491.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/imagem-2-296x220.jpg 296w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1918\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2: Demoli\u00e7\u00f5es na antiga Travessa 2 de Fevereiro junto \u00e0 Rua Nova (atual Andrade Neves). Porto Alegre: Biografia duma cidade, 1941<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align:justify;\">O logradouro permaneceu com o nome de \u201cTravessa 2 de Fevereiro\u201d at\u00e9 sua demoli\u00e7\u00e3o parcial em 1939 (figs. 1 e 2), dando lugar \u00e0 Avenida Salgado Filho. Segundo Franco (1988), \u201calgumas constru\u00e7\u00f5es remanescentes da Travessa Dois de Fevereiro ainda podem ser vistas no lado par e no \u00faltimo quarteir\u00e3o da Av. Salgado Filho\u201d<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[7]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Refer\u00eancias:<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a>FRANCO, S\u00e9rgio da Costa. <em>Porto Alegre: guia hist\u00f3rico<\/em>. Porto Alegre: Ed. da Universidade\/UFRGS, 1988. p. 138.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[2]<\/a>PORTO ALEGRE, Achylles. <em>Hist\u00f3ria popular de Porto Alegre.<\/em> Edi\u00e7\u00e3o organizada por Deusino Varela para as comemora\u00e7\u00f5es do bicenten\u00e1rio da cidade e officialisada pela Prefeitura Municipal. Porto Alegre, 1940. p. 16.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[3]<\/a>CORUJA, Ant\u00f4nio \u00c1lvares Pereira. <em>Antigualhas; reminisc\u00eancias de Porto Alegre<\/em>. Porto Alegre: Companhia Uni\u00e3o de Seguros Gerais, 1983. p. 30.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[4]<\/a>FRANCO, S\u00e9rgio da Costa. <em>Porto Alegre: guia hist\u00f3rico.<\/em> Porto Alegre: Ed. da Universidade\/UFRGS, 1988. p. 138.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[5]<\/a>CORUJA, Ant\u00f4nio \u00c1lvares Pereira. <em>Antigualhas; reminisc\u00eancias de Porto Alegre.<\/em> Porto Alegre: Companhia Uni\u00e3o de Seguros Gerais, 1983. p. 106.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[6]<\/a>CORUJA, Ant\u00f4nio \u00c1lvares Pereira. <em>Antigualhas; reminisc\u00eancias de Porto Alegre.<\/em> Porto Alegre: Companhia Uni\u00e3o de Seguros Gerais, 1983. p. 30.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[7]<\/a>FRANCO, S\u00e9rgio da Costa. <em>Porto Alegre: guia hist\u00f3rico.<\/em> Porto Alegre: Ed. da Universidade\/UFRGS, 1988. p. 138.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Correndo paralelo \u00e0s ruas principais, entre a Rua da Ponte (Rua Riachuelo) e a Rua dos Andradas (Rua da Praia), o Beco da Cadeia ligava a antiga Rua da Miseric\u00f3rdia \u00e0\u00a0 Rua do Ros\u00e1rio (Rua Vig\u00e1rio Jos\u00e9 In\u00e1cio). 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