{"id":126,"date":"2013-12-01T21:38:59","date_gmt":"2013-12-01T23:38:59","guid":{"rendered":"http:\/\/becodorosario.wordpress.com\/?p=126"},"modified":"2021-04-30T12:20:08","modified_gmt":"2021-04-30T15:20:08","slug":"materia-de-erick-azevedo-no-jornal-para-todos-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/materia-de-erick-azevedo-no-jornal-para-todos-2\/","title":{"rendered":"Mat\u00e9ria de Erick Azevedo no Jornal Para Todos #2"},"content":{"rendered":"<h3 style=\"text-align:justify;\">Ana Luiza Koehler<\/h3>\n<h3 style=\"text-align:justify;\">ou a arte de fazer arquitetura dos quadrinhos<\/h3>\n<p>Erick Azevedo<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">&#8220;J\u00e1 mencionei em outro artigo, sobre os motivos para fazer hqs, que ela \u00e9 ainda um linguagem subutilizada. Acredito que uma das causas principais \u00e9 o pr\u00f3prio mercado, que cria f\u00f3rmulas que aprisionam o autor e fazem uma sele\u00e7\u00e3o de publico, n\u00e3o s\u00f3 para o t\u00edtulo em quest\u00e3o, mas para os quadrinhos como meio de express\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Se olharmos os iniciantes, sobretudo aqueles que pretendem ingressar nos mercados mais rent\u00e1veis, identi\ufb01caremos uma padroniza\u00e7\u00e3o nos teasers e fanzines apresentados \u00e0s editoras.<br \/>\nMesmo se um roteiro \u00e9 mais ousado e experimental, o autor senta torn\u00e1- lo mais palat\u00e1vel ao p\u00fablico ou, pelo menos, ao que o editor pensa que o p\u00fablico quer.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Isso pode ser observado nos Estados Unidos, onde frequentemente o novo sucesso n\u00e3o tem a ver com o que estava na moda e surge quase por acaso. Bom exemplo \u00e9 Frank Miller, que foi durante anos um desenhista de segundo escal\u00e3o da Marvel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Por tudo isto \u00e9 animador encontrar um trabalho como o de Ana Luiza Koehler. N\u00e3o que ela tenha um desenho experimental, como os trabalhos independentes mais influenciados pelas artes pl\u00e1sticas e que muitas vezes nem s\u00e3o HQ.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Os belos desenhos de Ana Luiza t\u00eam a marca do quadrinho europeu, mercado para o qual ela trabalha j\u00e1 h\u00e1 alguns anos, realizando hist\u00f3rias com conte\u00fado hist\u00f3rico com temas europeus, como as guerras napole\u00f4nicas, por exemplo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Surpreende ouvir dela que seu tra\u00e7o teve grande inllu\u00eancia de George P\u00e9rez, que ela admira ainda. Ana critica a influ\u00eancia da Image, que teria distorcido e exagerado a anatomia, criando figuras cada va mais idealizadas, com homens bombados com cintura de bailarina e o que eu chamo de \u201cmulheres lordose\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Arquiteta, Ana vinculou sua pesquisa de mestreado \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de sua HQ, que tem como tema principal a moderniza\u00e7\u00e3o de Porto Alegre na d\u00e9cada de 20.\u00a0Apostando na caracteriza\u00e7\u00e3o de personagens como gancho para despertar e manter o interesse do p\u00fablico e na pesquisa hist\u00f3rica para dar pertin\u00eancia e valor ao trabalho, a autora busca lan\u00e7ar seu projeto por uma editora daqui. Por isso, fez circular de forma gratuita um teaser realizado de forma extremamente profissional e bela. Atrav\u00e9s dele podemos vislumbrar um pouco destas possibilidades n\u00e3o exploradas dos quadrinhos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mesmo com um tra\u00e7o \ufb01gurativo e uma linguagem nos moldes europeus, seu trabalho aponta para as possibilidades de registro hist\u00f3rico atrav\u00e9s da fic\u00e7\u00e3o, bem aos moldes de autores como Andr\u00e9 Toral, Marcelo Quitanilha e o franc\u00eas Bourgeon.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O diferencial est\u00e1 justamente nesta abordagem, onde a hist\u00f3ria da cidade, a arquitetura, os problemas sociais que a reforma causou, a libera\u00e7\u00e3o feminina, quest\u00f5es de g\u00eanero, ideologias e preconceitos, delineiam um cen\u00e1rio com ares antropol\u00f3gicos onde nossa identidade aparece naturalmente. Nas p\u00e1ginas podemos ver a cara e o jeito dos brasileiros e notar o cuidado da autora para n\u00e3o cair nos estere\u00f3tipos e simpli\ufb01ca\u00e7\u00f5es que tanto limitam o desenvolvimento das HQs e de outras artes visuais. Basta ver o cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mal posso esperar para ver o resultado \ufb01nal deste trabalho. Desejo a ela sucesso, e ao leitor boa sorte, no sentido de que alguma das editoras daqui entenda o seu papel como incentivadora dos quadrinhos e da cultura brasileira e publiquem o projeto.&#8221;<\/p>\n<figure id=\"attachment_131\" aria-describedby=\"caption-attachment-131\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2013\/12\/fiq2013_jornalparatodos02_w.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-131\" src=\"http:\/\/becodorosario.files.wordpress.com\/2013\/12\/fiq2013_jornalparatodos02_w.jpg?w=300\" alt=\"Mat\u00e9ria de Erick Azevedo sobre o preview de &quot;Beco do Ros\u00e1rio&quot;, no Jornal Para Todos #2, durante o FIQ 2013.\" width=\"300\" height=\"244\" srcset=\"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/fiq2013_jornalparatodos02_w.jpg 1250w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/fiq2013_jornalparatodos02_w-300x244.jpg 300w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/fiq2013_jornalparatodos02_w-1024x833.jpg 1024w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/fiq2013_jornalparatodos02_w-768x625.jpg 768w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/fiq2013_jornalparatodos02_w-10x8.jpg 10w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/fiq2013_jornalparatodos02_w-432x351.jpg 432w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/fiq2013_jornalparatodos02_w-396x322.jpg 396w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/fiq2013_jornalparatodos02_w-1120x911.jpg 1120w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/fiq2013_jornalparatodos02_w-660x537.jpg 660w, https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/fiq2013_jornalparatodos02_w-270x220.jpg 270w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-131\" class=\"wp-caption-text\">Mat\u00e9ria de Erick Azevedo sobre o preview de &#8220;Beco do Ros\u00e1rio&#8221;, no Jornal Para Todos #2, durante o FIQ 2013.<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ana Luiza Koehler ou a arte de fazer arquitetura dos quadrinhos Erick Azevedo &#8220;J\u00e1 mencionei em outro artigo, sobre os motivos para fazer hqs, que ela \u00e9 ainda um linguagem subutilizada. 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