{"id":6,"date":"2013-07-17T03:32:41","date_gmt":"2013-07-17T03:32:41","guid":{"rendered":"http:\/\/becodorosario.wordpress.com\/?page_id=1"},"modified":"2013-07-17T03:32:41","modified_gmt":"2013-07-17T03:32:41","slug":"about","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/about\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<h2>\u00c9 a d\u00e9cada de 1920, e Porto Alegre anseia pela modernidade.<\/h2>\n<p style=\"text-align:justify;\">Carros, largas avenidas retil\u00edneas, velocidade, gasolina e letreiros luminosos. Enfim, tudo que testemunhe e comemore os avan\u00e7os da jovem Rep\u00fablica, deixando para tr\u00e1s a cidade colonial: os velhos becos, \u00edngremes e tortuosos, onde se concentram os &#8220;marginais&#8221; da cidade, t\u00e3o incensados pelas cr\u00f4nicas policiais da \u00e9poca; as velhas casinhas de beiral e as pedras irregulares das ruas. Para uma minoria eloquente, modernizar a cidade \u00e9 acabar com esses tra\u00e7os do &#8220;atraso&#8221;. Para outros, esses espa\u00e7os s\u00e3o a casa, com sua vizinhan\u00e7a conhecida, t\u00e3o agradavelmente pr\u00f3ximos \u00e0s principais ruas do centro. O que acontece, ent\u00e3o, quando posi\u00e7\u00f5es t\u00e3o opostas como essas provocam o reencontro de amigos de inf\u00e2ncia, apenas para separ\u00e1-los ainda mais?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Pois esta \u00e9 a hist\u00f3ria das grandes transforma\u00e7\u00f5es da cidade vistas pelos olhos de Vit\u00f3ria, uma jovem moradora do Beco do Ros\u00e1rio que sonha em ser jornalista, e os irm\u00e3os Waldoff, Teo e Frederica, nascidos em uma rica fam\u00edlia de imigrantes alem\u00e3es. Apesar de terem compartilhado boa parte de sua inf\u00e2ncia, eles percorrer\u00e3o caminhos diferentes, e ser\u00e1 justamente com as grandes reformas urbanas que ver\u00e3o seus caminhos cruzarem-se novamente: Vit\u00f3ria, como uma jovem jornalista amadora indignada com os discursos da imprensa que difama lugares como o Beco do Ros\u00e1rio; Teo, como o jovem engenheiro prontamente unido \u00e0s fileiras da Comiss\u00e3o de Obras Novas da Intend\u00eancia, encarregada de demolir os becos e abrir largas avenidas; e Frederica, uma entediada dama da sociedade presa a um casamento frustrado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Estas p\u00e1ginas retratam um momento crucial da inf\u00e2ncia de Vit\u00f3ria, e que a marcar\u00e1 para sempre: quando v\u00ea seu nome impresso como um apedido no jornal &#8220;O Exemplo&#8221;, ela tem a certeza de que seu caminho est\u00e1 tra\u00e7ado e passa a perseguir o sonho de escrever e ser lida nos jornais de sua cidade. Por\u00e9m, ela sentir\u00e1 aquilo que os discursos republicanos que apregoam a igualdade de todos os brasileiros n\u00e3o gostam de admitir: que o caminho para o reconhecimento ser\u00e1 um caminho pedregoso para uma menina negra nas primeiras d\u00e9cadas ap\u00f3s a dita aboli\u00e7\u00e3o da escravatura no Brasil.<\/p>\n<h2>Sobre a autora<\/h2>\n<p style=\"text-align:justify;\">Meu nome \u00e9 Ana Luiza Koehler e sou porto-alegrense, formada em Arquitetura e Urbanismo pela UFRGS. Trabalho desde os meus 16 anos como ilustradora de livros para o mercado editorial nacional e europeu, bem como para o menos conhecido ramo da ilustra\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de arqueologia.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Entre meus principais trabalhos est\u00e3o as ilustra\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas para as exposi\u00e7\u00f5es &#8220;12.000 anos de hist\u00f3ria: arqueologia e pr\u00e9-hist\u00f3ria do Rio Grande do Sul&#8221; (atualmente no museu da UFRGS)&#8221;, &#8220;Welt der Kelten&#8221; (Alemanha) e o Wikinger Museum Haithabu (Alemanha). Entre meus trabalhos como ilustradora de livros e quadrinhos est\u00e3o os produzidos para a Freitag Editora (Brasil); os tomos 1 e 2 da BD \u201cAwrah\u201d para as \u00c9ditions Daniel Maghen (Fran\u00e7a) e o tomo 2 da BD \u201cCarthage\u201d para a editora Soleil (Fran\u00e7a).<\/p>\n<h3>Contatos:<\/h3>\n<p>Portfolio:\u00a0<a title=\"Ana Koehler Portfolio\" href=\"http:\/\/www.anakoehler.wordpress.com\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">www.anakoehler.wordpress.com<\/a><\/p>\n<p>Twitter: @Anakoe<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 a d\u00e9cada de 1920, e Porto Alegre anseia pela modernidade. Carros, largas avenidas retil\u00edneas, velocidade, gasolina e letreiros luminosos. Enfim, tudo que testemunhe e comemore os avan\u00e7os da jovem Rep\u00fablica, deixando para tr\u00e1s a cidade colonial: os velhos becos, \u00edngremes e tortuosos, onde se concentram os &#8220;marginais&#8221; da cidade, t\u00e3o incensados pelas cr\u00f4nicas policiais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"class_list":["post-6","page","type-page","status-publish","hentry","entry-image--landscape"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/6\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.analuizakoehler.com\/becodorosario\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}