O Club dos Caçadores na história em quadrinhos - 01

O Clube dos Caçadores

Quando se fala na Porto Alegre boêmia e musical das primeiras décadas do século XX, o nome do cassino e cabaré Clube dos Caçadores aparece em praticamente todos os lugares. Sem dúvida um dos mais famosos e sofisticados centro de diversões noturnas da cidade que se modernizava, o Club dos Caçadores recebia desde a intelectualidade da província, em figuras como as dos escritores Augusto Meyer e Erico Veríssimo, passando por artistas como Francis Pelíchek até líderes políticos de vulto, como Osvaldo Aranha e Getúlio Vargas. Este famoso ‘centro de diversões’ noturnas era de propriedade de Luiz Alves de Castro, o famoso Capitão Lulu dos Caçadores e seu sócio português José Carvalho, e contava com excelente cozinha, os melhores músicos e cabaretiers brasileiros e estrangeiros. Segundo Erico Veríssimo, o Clube dos Caçadores contava até mesmo com uma barbearia para a boa apresentação dos cavalheiros[1].

De fato, o Clube dos Caçadores era talhado para ser um lugar de convívio para o público masculino dentro da cidade moderna: da pressa e da intensidade do trabalho quotidiano os homens elegantes encontravam-se para relaxar num ambiente requintado, feito à imagem de seus congêneres parisienses. Essa vida noturna é uma das marcas inequívocas do processo de modernização por que passava Porto Alegre nos anos 1910 e 1920, ao lado do surgimento dos bondes elétricos, dos cinemas e a expansão de formas de comunicação de massa como a imprensa e, depois, o rádio. De certa forma, o cabaré é visto como uma marca de civilização à européia, especialmente na forma das prostitutas que o frequentavam:

“Graças a essas cortesãs […], graças a estas competentes profissionais os nossos estancieiros estão aprendendo boas maneiras. Em vez de cerveja, doutor, em vez de cerveja já bebem champanha, Cointreau, Beneditino. Já comem caviar e patê foie gras em vez do consagrado bife com ovos e batatinhas fritas. Já sabem segurar o garfo e a faca e não amarram mais guardanapos no pescoço […]. Os nossos casca-grossas até já beijam as mãos das damas. Civilizam-se, […] civilizam-se os guascas!”[2]

Ou seja, através destas mulheres, o cabaré se tornava também um espaço cosmopolita. Estas européias eram geralmente conhecida como ‘francesas’, embora muitas viessem na verdade traficadas do leste europeu, especialmente após a Primeira Guerra, para trabalharem em prostíbulos e cabarés na América Latina. Esta origem lhes dava por vezes também a alcunha de polacas. Conforme Fabiane Luckow,

“Em relação aos cabarés, espaço social de atração das chanteuses,  […], deve-se referir a um importante problema social – o tráfico de escravas brancas, recorrente na época. A literatura historiográfica […] aborda a forte relação entre os cabarés e a prostituição, sendo, portanto, provável a presença das famosas polacas também em Porto Alegre. Essas mulheres, recrutadas nos países pobres do Leste Europeu, eram muitas vezes seduzidas e enganadas por supostos noivos, que as alistavam na prostituição. Chegando na América Latina, mais precisamente em Buenos Aires, eram ‘distribuídas’ para os demais países”[3].

Chegando aqui, elas passavam serem conhecidas também como mulheres de vida airada, pois eram vistas como sendo disponíveis, promíscuas, sem família, quando muito um cafetão a lhe extorquir os ganhos. Às vezes tornavam-se artistas em companhias itinerantes, mas permaneciam sob o jugo da prostituição. Já a mulher da terra, bem nascida e criada para o casamento, permanecia em casa, longe de quaisquer vicissitudes, segura no conforto e controle do lar enquanto o marido desfrutava da companhia das artistas do cabaré. Como afirma Fabiane Luckow,

“senhoras e moças de família jamais seriam vistas em um cabaré, enquanto as artistas causavam escândalo às famílias”[4].

Nos numerosos anúncios encontrados especialmente na revista A Máscara, muitas destas cantoras e dançarinas são mostradas como atrações refinadas e internacionais do Clube dos Caçadores.

Estas eram as mulheres que cantavam e dançavam no palco triangular do luxuoso salão do Clube dos Caçadores, enquanto acompanhadas por orquestras afinadas dos melhores músicos da cidade.

A Máscara, Edição 0001, 1918, Num. I. Palco do Club dos Caçadores, p. 39. Hemeroteca da BN Digital.
O palco triangular e orquestra no Clube dos Caçadores. A Máscara, Edição 0001, 1918, Num. I. Palco do Club dos Caçadores, p. 39. Hemeroteca da BN Digital.

O repertório apresentado, também, era trazido especialmente dos cabarés da Europa, onde as canções ligeiras e cômicas eram o gênero privilegiado. Conforme Luckow,

“Pelo que pude apreender a partir das crônicas e das narrativas sobre os espetávulos e as programações dos cabarés porto-alegrenses, sua temática era mais voltada ao divertimento ligeiro, à música de boulevard, sem comprometimento político, ao menos no palco.

As operetas e revistas apresentadas nos cabarés porto-aelgrenses eram importadas, reproduzindo o modelo da revue musical francesa, ou seja, não eram compostas por músicos locais. As revistas musicais eram organizadas pelos cabaretiers. Constituíam uma sucessão de quadros, com números musicais diversos, aproveitando o repertório que as cantores da companhia já cantavam […] cada estabelecimento possuía sua orquestra.”[5]

Já os seus encontros sexuais com a distinta freguesia do cabaré e cassino se dava, conforme Fabiane Luckow, tantos nas pensões de artistas nas imediações do Clube dos Caçadores, quanto nos “luxuosos reservados”[6] nas dependências do próprio estabelecimento. Em suma, lugares como o Clube dos Caçadores ofereciam toda a gama de serviços para o seu público de homens de elite: cançonetas e teatro de revista à européia, prostitutas européias, jogos de azar, barbearia e fina cozinha. Como diria o personagem de Erico Verissimo na saga O tempo e o vento,

“A flor da política gaúcha marca rendez-vous aqui todas as noites. […] Deputados, intendentes, grandes causídicos reúnem-se fraternalmente neste templo. Quer que eu lhe diga uma coisa? O centro político mais importante do Rio Grande não é o Palácio do Governo, nem a Assembléia dos Representantes, nem as secretarias de Estado, mas o Clu-be dos Ca-ça-do-res!”[7]

Enquanto muitos outros cabarés e casas de diversão noturnas populares se localizavam em becos de péssima reputação como o do Oitavo[8] ou o da Cadeia[9], o Clube dos Caçadores estava em situação privilegiada no atual centro histórico de Porto Alegre: na rua Nova, a poucos passos da famosa rua da Praia e do seu trecho mais famoso: o Largo dos Medeiros.

Localização do Club dos Caçadores em foto de satélite atual (Google Maps).
Localização do Club dos Caçadores em foto de satélite atual (Google Maps). Em vermelho, a provável localização; em amarelo, a rua Nova ou Gen. Andrade Neves. à esquerda, a Praça da Alfândega.
Localização do Club dos Caçadores na Planta do 1º Distrito de Porto Alegre. Mapoteca do IHGRGS. Edição da pesquisadora.
Localização do Club dos Caçadores na Planta do 1º Distrito de Porto Alegre. Mapoteca do IHGRGS, edição da pesquisadora. Em azul, a provável localização da sede; em amarelo, a rua Nova ou Gen. Andrade Neves em destaque.

O prédio que sediava o cabaré parece ter sido, a julgar pelas fotos de acervos, um casarão mais antigo de dois andares sob o número 26 da rua Nova. Conforme Luckow, a data a partir da qual o Clube dos Caçadores começou a funcionar lá é incerta:

“Embora não tenha sido possível precisar a data da fundação do Caçadores, pode-se inferir que tenha acontecido entre os anos de 1915/1916. O endereço no qual o Clube estava sediado (rua Andrade Neves, 24) abrigou, até o final do ano de 1914, uma casa chamada ‘Concerto Recreio’, que possuía um apelo semelhante ao do cabaré. Seu mote era ‘O Rio em Porto Alegre’ […].”[10]

O Rio de Janeiro, com suas largas avenidas recém abertas e bem iluminadas, era sem dúvida uma marca de modernidade e sofisticação não só para Porto Alegre, mas para o resto do Brasil. E associar-se à imagem da cidade maravilhosa era, sem dúvida, almejar ao que havia de mais refinado e moderno.

Fotografia do Club dos Caçadores na edição comemorativa do Centenário da Independência da revista A Mascara, de 1922. Hemeroteca do Museu de Comunicação social Hipólito José da Costa.
Fotografia da Travessa Angustura ou Beco do Leite na revista A Mascara de 6/2/1925. Hemeroteca do Museu de Comunicação social Hipólito José da Costa.
Fotografia da Travessa Angustura ou Beco do Leite na revista A Mascara de 6/2/1925. Do outro lado deste prédio colonial ficava a sede do Clube dos Caçadores. Hemeroteca do Museu de Comunicação social Hipólito José da Costa.

Contudo, como era comum na época, as grandes ruas respeitáveis de Porto Alegre conviviam intimamente com os infames becos, e o Clube dos Caçadores situava-se bem na esquina da rua Nova com um deles, o Beco do Leite. Fabiane Luckow aponta que este beco era usado como entrada alternativa[11] à entrada principal na rua Nova, mais exposta aos olhares reprovadores das famílias residentes do entorno. De qualquer maneira, era impossível escapar à fama noturna daquela rua, como a mesma pesquisadora relata:

“A Rua da Praia representa a cidade familiar, trabalhadora, divertida, enquanto a rua Andrade Neves, antiga Rua Nova, ficaria conhecida como o lugar dos perdidos, do divertimento mundano, do jogo, do vício e da prostituição. Ambas efervescentes, agitadas, modernas.

Enquanto a primeira desfrutava de uma boa fama, sendo o local onde a boa sociedade em geral ia passear ao final do dia, onde as casas de comércio respeitadas estavam sediadas, a Rua Nova era descrita como de péssima forma, por conta das diversas pensões e clubes noturnos que lá funcionavam”[12].

O poeta e escritor Augusto Meyer assim descreve a rua Nova e seu entorno imediato à época:

“E agora, à esquerda [na rua da Ladeira], no trecho mais empinado, abre-se a Rua Nova, antiga na crônica, tão sólida das tradições do leal guaibense! Foi sempre singular mistura de cartórios e clubes noturnos, papel de tabelião e cançoneta alegre. Única travessa da Ladeira, convém parar um pouco e espiar o seu passado. Veja bem que ali floresceu o night club mais nomeado em seu tempo, os Caçadores, de generosa fama na política, nas letras, na vida noturna da cidade. Muita gente boa lá mastigava o pacato filé da madrugada”[13].

O Clube dos Caçadores reinou na noite elegante de Porto Alegre durante muitos anos, mas sua última década pode não ter sido a mais brilhante. A Revolução de 1930 teria trazido reviravoltas também na noite porto-alegrense, pois cogita-se que, a partir da assunção de Getúlio Vargas à presidência, Lulu dos Caçadores teria se mudado para o Rio de Janeiro, então capital federal, para trabalhar no famoso Cassino da Urca[14]. O que teria se seguido até o fechamento oficial, em 1942[15] com o decreto determinando o fechamento das casas de jogos no país, levantado por Hardy Vedana, é um perído possível decadência do estabelecimento indicado pela ausência de seus anúncios nos jornais[16].

No ricamente ilustrado “Número Comemorativo ao Centenário da Independência”, em 1922, a revista A Máscara traz uma reportagem publicitária do Clube dos Caçadores, o que demonstra o prestígio e poder econômico do estabelecimento naquele momento. Nela, é possível ler o apelo ao senso de modernidade urbana e requinte para os homens da elite porto-alegrense:

Centro dos Caçadores

Sentindo os salutares effeitos do intenso progresso, por que atravessa a vida de nossa capital, sua população aspirava pela creação de centros de diversões, em que a horas adequadas pudesse espairecer as duras impressões deixadas pelos residuos da laboriosa faina diurna.

Cidade grande, onde o struggle for life já exige o dispendio de enormes energias para conquista dos objectivos visados, sempre disputados por nummerosa concorrencia, em qualquer ramo de actividade, Porto Alegre resentio-se por muito tempo da falta de casas chics, onde sua melhor sociedade pudesse suavisar, em momentos bem humorados, a forte tensão nervosa em que vive o homem moderno, atribulado pela furia febricitante com que se praticam os negocios, em nossos dias. E quando maior se tornava a ausência de finos salões, em que nossos gentlemen pudessem fazer a hora deliciosa do repasto espiritual, entre a harmonia sonora de boa musica, em um vasto ambiente de luz, odorado pelo perfume suave de flores polychromas, surgio, como um oasis, o Centro dos Caçadores.

Installado com os mais apurados requintes da elegancia essa casa conquistou immediatamente a frequencia do elemento mais fino de Porto Alegre.

Caprichosamente montado o Centro dos Caçadores é um dos cabarets mais chics do Brasil.

Com o apparecimento dessa casa transformou-se a vida nocturna de nossa capital, perdendo desde então o aspecto soturno, em que um completo e profundo silencio amortalhava a cidade inteira.

A vida nocturna lhe intensificava o commercio, emprestando-lhe um aspecto de grande metropole; ninguem o pode constesar.

O Centro dos Caçadores, que é a mais procurada das casas de diversões da capital, tem concorrido muitissimo para a movimentação de nossa urbs, pois, sua numerosa freguezia alimenta a movimentação de um grande número de vehiculos.

Esse maginifico cabaret, artisticamente montado com deslumbrante luxo, tendo uma excellente cosinha e um inexcedivel serviço de bebidas, fez, pela atracção das maiores celebridades da cançoneta internacional, da velha, monotona e dorminhoca cidade, que era Porto Alegre de antanho, uma city moderna, onde a elegancia, o luxo, e o gosto pela musica de Montmartre imperam.

Os ultimos sonhos da nossa macambuzice desfizeram-se nos primeiros compassos alegremente contagiosos das primeiras cançonetas…

O topazio do champagne inebriante, nos avivou a physionomia e nos emprestou o aspecto civilisado e tout à fait parisien que hoje ostentamos.

A velha carranca com que os rigidos pápás encaravam as cousas alegres da vida, desappareceu de entre nós, e o cabaret passou já a ser considerado por tout le monde, como uma das mais brilhantes conquistas da nossa civilisação.

É uma das faces porque Porto Alegre se destaca, aos olhos do forasteiro, pela sua intensa e impressioante vida nocturna.

Frequentado pela fina flôr de nossa sociedade, os salões d’esta elegante casa, são sempre cheios de representantes de nossa jeunesse dorée, que vão aspirar alli as doçuras de um ambiente impregnado de arte, saturado de elegancia, tonificado de alegria esfusiante, propagada nas delicias arrebatadoras do canto impressionador.

Mantendo sempre uma magnifica orchestra, composta de seleccionado grupo de bons musicos, o Centro dos Caçadores proporciona aos seus frequentadores excellentes soirées.

Tendo sempre em contracto formosas cantatrices, de nacionalidades diversas, organisa seguidamente excellentes programmas de canto, com que atrahe numerosa assistencia ao elegante écran do sympathico cabaret. Não há burguez, por mais carranca que o seja, que penetrando nos attrahentes sações dos Caçadores, de la não volte sentindo uma saudade.

Gozando de magnifico renome esta casa é o centro chic, mais bem frequentado de nosso Estado, onde se reune o que mais selecto existe na vida mundana do Rio Grande”[17].

Autoria desconhecida.

A Máscara, Número Comemorativo do Centenário da Independência, 1922. O Centro dos Caçadores.
A Máscara, Número Comemorativo do Centenário da Independência, 1922. O Centro dos Caçadores.

 Referências:

[1] VERISSIMO, Erico. O tempo e o vento, parte III: O arquipélago, vol. 1. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. P. 140-152.

[2] VERISSIMO, Erico. O tempo e o vento, parte III: O arquipélago, vol. 1. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. P. 150.

[3] LUCKOW, Fabiane Behling. Chanteuses e Cabarés: performance musical como mediadora dos discursos de gênero na Porto Alegre do início do século XX. Porto Alegre: dissertação de mestrado em Música. UFRGS, 2011. P. 27.

[4] LUCKOW, Fabiane Behling. Chanteuses e Cabarés: performance musical como mediadora dos discursos de gênero na Porto Alegre do início do século XX. Porto Alegre: dissertação de mestrado em Música. UFRGS, 2011. P. 38.

[5] LUCKOW, Fabiane Behling. Chanteuses e Cabarés: performance musical como mediadora dos discursos de gênero na Porto Alegre do início do século XX. Porto Alegre: dissertação de mestrado em Música. UFRGS, 2011. P. 42-43.

[6] LUCKOW, Fabiane Behling. Chanteuses e Cabarés: performance musical como mediadora dos discursos de gênero na Porto Alegre do início do século XX. Porto Alegre: dissertação de mestrado em Música. UFRGS, 2011. P. 54.

[7] VERISSIMO, Erico. O tempo e o vento, parte III: O arquipélago, vol. 1. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. P. 150-151.

[8] Atual rua Desembargador André da Rocha.

[9] Atual avenida Senador Salgado Filho.

[10] LUCKOW, Fabiane Behling. Chanteuses e Cabarés: performance musical como mediadora dos discursos de gênero na Porto Alegre do início do século XX. Porto Alegre: dissertação de mestrado em Música. UFRGS, 2011. P. 48.

[11] LUCKOW, Fabiane Behling. Chanteuses e Cabarés: performance musical como mediadora dos discursos de gênero na Porto Alegre do início do século XX. Porto Alegre: dissertação de mestrado em Música. UFRGS, 2011. P. 49.

[12] LUCKOW, Fabiane Behling. Chanteuses e Cabarés: performance musical como mediadora dos discursos de gênero na Porto Alegre do início do século XX. Porto Alegre: dissertação de mestrado em Música. UFRGS, 2011. P. 23.

[13] MEYER, Augusto. Segredos de infância; No tempo da flor. Porto Alegre: IEL/Editora da Universidade/UFRGS, 1996. P. 150-151.

[14] LUCKOW, Fabiane Behling. Chanteuses e Cabarés: performance musical como mediadora dos discursos de gênero na Porto Alegre do início do século XX. Porto Alegre: dissertação de mestrado em Música. UFRGS, 2011. P. 51-52.

[15] VEDANA, Hardy. Jazz em Porto Alegre. Porto Alegr: L&PM, 1987. P. 126.

[16] LUCKOW, Fabiane Behling. Chanteuses e Cabarés: performance musical como mediadora dos discursos de gênero na Porto Alegre do início do século XX. Porto Alegre: dissertação de mestrado em Música. UFRGS, 2011. P. 51-52.

[17] Revista A Máscara. Número Comemorativo do Centenário da Independência, 1922. Hemeroteca do Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, Porto Alegre.

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