Grandes obras remodeladoras - Rua São Rafael

“As grandes obras remodeladoras da metrópole gaúcha”

Tem-se nesta longa e detalhada reportagem do Correio do Povo um panorama muito interessante das grandes reformas urbanas por que passou Porto Alegre no início do século XX, em especial com relação aos seus trabalhadores e condições de trabalho.

Primeiramente, a reportagem tem um tom de elogio ao ethos do trabalho típico da época, que condenava a ‘vagabundagem’ e ‘ociosidade’ das classes populares – grande parte das quais negras e oriundas do regime de trabalho escravista – num momento em que o país (ainda) se inseria no sistema de trabalho livre e remunerado.

Sabidamente, muita coisa de lá para cá mudou, especialmente o cuidado com os direitos dos trabalhadores, como a regulamentação de suas condições mínimas de segurança, habitação e descanso. Nesta reportagem, a satisfação com as condições de trabalho e remuneração por parte dos operários é sublinhada e comemorada, muito embora hoje se pudessem considerar provavelmente bastante precárias.

Em suma, o texto e as fotografias dão a ver um raro quadro, em escala quase individual, das pessoas que transformaram a cidade levantando e colocando pedras, chapas de concreto e cabos de aço, postes de iluminação e canos de esgoto não em projetos de gabinete, mas com suas próprias mãos. Testemunho de um tempo de celebração da cidade que se moderniza.

Grandes obras remodeladoras da metrópole gaúcha[1]

Cerca de 3000 operarios, com a picareta do progresso, revolvem a cidade em todas as direcções.

Porto Alegre atravessa, no momento actual, um período […] para actividade constructiva. tomada de uma febre vertiginosa de trabalho de de remodelação magnífica.

Suas ruas, suas praças abrem-se a novas perspectivas […] [abert]as por centenares e centenares de homens que lhe transformam o primitivo aspecto para dentro em breve, offerecer um outro mais moderno e mais lindo.

As pedras soltas e grosseiras de calçamentos primitivos, as […] gastas e inuteis da illuminação, abatem-se ao contato desse vertiginoso ar de vitalidade nova pra reflorir num […] transfigurador e necessario.

Tudo parece indicar que a capital rio-grandense, após a […] heroica e imprescindivel que a faz soffrer reaparecerá dos seus escombros em que ficarão soterradaos seus traços romanticos mas anachronicos de cidadezinha provincial.

E para esse certamen […] utilisadas consideraveis turmas de operarios que, em pontos diversos da cidade, sob a guia vigilante de seus capatazes e fiscaes, participam essa força de renovação e belleza.

Matéria no Correio do Povo, 17/1/1929. Hemeroteca do AHMMV de Porto Alegre. Fotografia da pesquisadora.

Auxiliando-os, facilitando-lhes o labor proficuo, se espalham pela vasta área de sua actividade machinarios os mais diversos, trituradores aplanadores e mais uma série de apetrechos e ferramentas.

Mas, nas mãos infatigadas e rudes de seus manejadores, [labut]ando ao sol claro da cidade, andando de encontro ás […] informes e longas, são [sinal] promissor de uma era […] de felizes realisações da […] está a um passo dos […] seus proprios passos.

[…]

Ainda interessante, de facto, contemplar esses obreiros do progresso em sua actividade […] ao seu trabalho, indagamos das suas horas de serviço […], enfim, […] auscultando o modo de pensar e […], se possivel, no intimo de cada um as suas queixas ou os seus louvores.

E com esse intuito mandamos o automovel rodar pela cidade afóra.

Rua 7 de Setembro, praça 15 de Novembro e Avenida São Raphael até a esquina da rua da Conceição onde tivemos que estacionar, por que dali para deante aquella via publica não nos dava mais passagem.

Chegamos á

Primeira colmeia de trabalho

Occupada por uma das innumeras turmas de operarios a serviço da empreza Dahne e Cia, encarregada da construcção do calçamento da capital.

Picareta rebrilante ao sol causticante da estação que atravessamos, sem cansaço[?] e de mangas arregaçadas, aquelle numeroso grupo de operarios, todos entregues a uma febricitante [?] actividade, nos deu a impressão nitida – collocados como estavam em fileira – desses carreiros de formigas que, de sol a sol, sem descanço, procuram com o seu trabalho productivo amealhar meios para o futuro distante [?] conseguir no verão o que a estação chuvosa do inverso lhes impossibilitará, talvez, de obter.

Á primeira vista, numa rapida visão de conjuncto, presidida pelo nosso espirito de observação, facil nos foi constatar a excellente disposição de animo de todos aquelles modestos artífices do progresso e do embellezamento da cidade, em cujos rostos suarentos se estampava, irradiante, a alegria sadia dos que encontram no trabalho a maior razão de ser da nossa transitoria passagem pela vida.

Depos de fazer com que a objectiva do nosso photographo focasse aquelle quadro de trabalho, acercamo-nos de um homem, que, pelo olhar attento com que dirigia os trabalhos, pelo interesse que parecia demonstrar pela boa marcha do serviço, nos fez suppor de logo que fosse ele o chefe daquella turma.

Obras na avenida São Raphael (atual Alberto Bins), coordenadas pelo capataz Victor Galvani (em destaque). Correio do Povo, 17/1/1929.
Fotógrafo desconhecido, reprodução da pesquisadora.

– O sr. é o capataz geral desta turma?

– Sim sr. Victor Galvani, um seu creado, respondeu-nos pollidamente o nosso interpelado.

Explicamos-lhe rapidamente a razão que ali nos levava e o sr. Victor Galvani, ao mesmo tempo que nos apresentava o sr. Virgilio Cauduro, o fiscal da Intendencia que se acercara do grupo, entrou a discorrer, a pedido nosso, sobre os trabalhos daquelle trecho da Avenida São Raphael, atacados [?] segunda-feira ultima.

Estão aqui sob a minha direcção os operarios que, diariamente, dentro do horario estabelecido pela empreza – das 7 ½ às 11 ½ e das 13 ½ ás 17 ½ – trabalham activamente, em meio da alegria que o sr. está presenciando.

– Signal de que estão satisfeitos com o salario e com o tratamento que lhes dispensam os chefes – obtemperamos.

– Perfeitamente, respondeu-nos um dos operarios, que naquelle momento viera transmittir um recado e receber instrucções do capataz geral. Estamos satisfeitos, porque recebemos bons salarios, que variam de 8$000 a 10$000 diarios e porque somos muito bem tratados pelos nossos chefes, de quem não temos razão de queixar. Além do mais – accrescentou – sabemos que estamos contribuindo, com o nosso esforço para o embellezamento da capital de nossa terra natal, e que constitue para nós um outro motivo de orgulho e satisfacção.

– Qual é a marcha do trabalho desta turma?

– Primeiramente – esclareceu-nos o capataz geral – temos que fazer a chapa de concreto para o assentamento da linha de bondes, cujos trilhos collocaremos em seguida para, depois então, iniciarmos o calçamento de paralelepipedos com rejuntamento de cimento.

– Então, demorarão muito neste trabalho?

– Nem tanto assim, porque os operarios, como já lhes disse, trabalham com muita vontade. Penso mesmo que esse trecho compreendido entre as ruas da Conceição e Barros Cassal estará completamente prompto até 20 do corrente, o mais tardar. Depois disso, porém, terão que esperar 21 dias para expo-lo ao trafego, tempo esse indispensavel para a secca completa do cimento.

Já nos estavamos demorando demasiadamente naquelle ponto e, por isso, agradecendo as informações que, sollicitamente nos havia ministrado o sr. Victor Galvani, cuja photographia tambem illustra esta pagina, nos despedimos e rumamos

Para a Floresta

Onde o calçamento está, tambem, sendo atacado com grande actividade.

Homens, em sua maioria de compleição robusta, ali se achavam entregues á faina constructora do calçamento do trecho que vae da rua Gaspar Martins até a rua Conde de Porto Alegre. O trabalho por enquanto está sendo feito somente na metade da rua, pelo lado esquerdo de quem, indo do centro, entra na rua Christovão Colombo. É que o lado opposto foi reservado para o trabalho sempre intenso daquella arteria pela qual se escoa, em grande parte, todo o movimento de vehiculos vindos dos arrabaldes de São João e Navegantes.

O sr. Manoel de Medeiros Junior, o capataz geral desta turma, com quem palestramos nos ministrou um punhado de informações interessantes com referencia ao serviço dos 200 operarios que ali trabalham sob a sua direcção.


Obras na avenida Cristóvão Colombo, coordenadas pelo capataz Antonio de Medeiros Junior (em destaque). Correio do Povo, 17/1/1929. Hemeroteca do AHMMV de Porto Alegre.
Fotógrafo desconhecido, reprodução da pesquisadora

Disse-nos elle que o trabalho marcha ás mil maravilhas com enorme rapidez, havendo dias em que se chega a fazer 75 metros de avançamento da construcção do calçamento que é todo elle feito de paralelepipedos, com rejuntamento de cimento.

– E qual o cimento que empregam nesse calçamento?

– O cimento comum – respondeu-nos o nosso interlocutor e accrescentou: o Ferrocrete[2] só é empregado quando ha necessidade de se entregar, com a maxima urgencia, o trecho calçado ao transito publico, casos em que não se pode dispensar a excellencia daquelle material que tem uma particularidade ainda não alcançada por nenhum outro qual seja a secca completa em tres dias, ao passo que os de mais qualidade levam 21 dias em media para poderem ser livremente transitados.

Quanto aos salarios dos operarios que trabalham sob a sua direcção, informou-nos o sr. Manoel de Medeiros Junior que variam de 8$000 a 15$000 por dia, segundo a sua cathegoria. Assim, enquanto que os serventes de calceteiros percebem a diaria minima de 8$000, os soccadores ganham de 9$000 a 10$000 e os calceteiros são aquinhoados com salarios que oscillam entre 13$000 e 15$000 diarios.

Interpellado pelo nosso representante sobre quando calculava pudesse estar terminado aquelle trecho do calçamento da Floresta, respondeu-lhe promptamente o capataz geral da turma que isso se daria até o proximo dia 25 do corrente graças ao esforço continuado que todos os operarios despendiam, sempre satisfeitos e cheios de boa vontade.

Agora, com o prosseguimento da palestra, o sr. Antonio de Medeiros Junior nos estava fazendo uma revelação deveras interessante e intimamente ligada ao relevante problema social do proletariado.

Explicava-nos elle que, apesar de toda uma enorme febre de trabalho, que mau grado esta sendo a cidade[?], por assim dizer quasi completamente revolvida pela picareta do progresso, ainda havia carencia de braços. E – accrescentou-nos – não fosse o grande numero de operarios que, de diversos pontos do interior do Estado e de fóra delle, tem accorrido para a capital, todas as emprezas que estão atacando estes multiplos serviços se veriam embaraçadas para a resolução do problema.

Olhe – disse-nos elle – nesse trabalho da confecção  das chapas de cimento, por exemplo, a maioria dos operarios são naturaes do Estado de Santa Catharina, de onde vieram em numero approximado a 300. E no que concerne a pontualidade no serviço os ‘catharinetas’ são extraordinarios. Nunca falta um único ao serviço ao passo que os nossos numa turma de 300 só as pôde contar effectivos ao serviço com pouco mais de 200. Aliás – continuou – isto é facilmente explicavel, razoável e justo, por isso que os ‘catharinetas’, não possuindo aqui familias, fizeram o seu acampamento commum lá para os lados da Estação do Riacho de onde saem todos, nos caminhões da empreza, para o trabalho e dali voltam nos mesmos caminhões para as refeições em commum e, á noite, para o descanço reconfortante do somno. Com os nossos operarios já não succede o mesmo. Elles tem as suas casas, e suas familias, no seus lares organisados onde, em companhia dos seus, se deixam ficar nos dias de anniversarios, ou mesmo quando por qualquer outra circumstancia não lhes appetece o trabalho.

E depois dessa palestra que já se ia tornando por demais longa, quando agradecendo a gentilesa com que o sr. Manoel de Medeiros Junior nos auxiliara a reportagem, delle nos despedimos, já nos assaltara a ideia de uma visita ao acampamento dos operarios de Santa Catharina, o que faremos num capitulo especial desta pagina.

No caminho do meio

Nesta zona de actividade o nosso trabalho de reportagem iria sofrer uma pequena difficuldade, um ameaço de syncope ante um inexplicavel espirito de grosseira hostilidade ao final, felizmente, compensado.

Ao chegarmos ao Caminho do Meio indagamos de um dos muitos operarios que ali se encontravam em serviço onde poderiamos falar com o capataz encarregado da direcção.

Mostraram-n’o a pequena distancia.

– É aquelle que ali está de collete e lenço branco ao pescoço.

Agradecemos e chegamos até a pessoa indicada.

– O capataz da turma?

– Eu mesmo. O que ha?

Explicamos o fim que ali nos trazia e o justo desejo de colher algumas notas a exemplo das turmas já visitadas.

Á necessaria polidez da nossa parte o homenzinho retrucou com uma grosseria impertinente e tola e, após meia duzia de respostas, propositadamente sem nexo feita no mesmo tom de baixa indelicadeza, virou-nos as costas abruptamente. Seu nome: Luiz Candiota…

Foi quando em soccorro de nossa legitima decepção veio um outro capataz de turma, o sr. Antonio Boni, que expontaneamente nos forneceu as rapidas notas que abaixo insermos.

No Caminho do Meio, trecho compreendido pela avenida Bomfim ao Hospital Jesus Nazareno será construída uma larga faixa de cimento, a exemplo das existentes na capital e noticiadas em pormenores pelo ‘Correio do Povo’.

Essa pavimentação de concreto occupa nada menos de 270 homens divididos em cinco turmas cada uma das quaes sob a direcção de um capataz, utilisando, ainda, duas machinas de grande capacidade.

Segundo os calculos do nosso prestimoso informante essa facha [?], cuja necessidade se torna desnecessario frisar, estará prompta e entregue ao trafego dentro de um prazo estimado em 45 dias no maximo.

O proletariado da municipalidade

Mas, não é somente a empreza Dahne e Cia. que tem uma verdadeira legião de operarios sob suas ordens. A Intendência Municipal, tambem, os possue e em grande numero, atacando os differentes serviços ligados aos problemas da hydraulica, dos exgottos sanitarios, das aguas pluviaes, da fabricação de tubos moldados e aramados.

Para generalisar a reportagem, fomos, por isso, […] na seção de Obras Novas, o chefe desta commissão, o dr. Emilio Lucio Esteves, a quem estão diretamente subordinados todos os serviços das 3ª e 4ª secções, bem como a fiscalização dos exgottos sanitarios que a Intendencia tem contractado com a firma Ullen e Cia.

Attendido, sollicitamente em seu gabinete de trabalho, aquelle engenheiro nos ministrou, gentil e promptamente, uma serie enorme de informações, todas ellas de grande interesse e utilidade para a população rio-grandense.

Assim, graças á gentileza do dr. Emilio Lucio Esteves ficamos sabendo que no serviço de construcção da rede de distribuição d’agua trabalham actualmente cerca de 400 operarios, que estão agindo em diversas zonas, principalmente no Menino Deus e adjacencias. A rede daquelle arrabalde, já quasi concluida, estará prompta dentro de pouco mais de uma semana, devendo ser inaugurada, provavelmente, a 25 do corrente, em condições de fazer a distribuição de agua, por um lado até a Gloria, e, pelo outro, até o Chrystal. Alem disso, esses operarios, sob a direcção de diversos engenheiros e technicos, ampliam as redes já existentes, principalmente nas zonas do Parthenon, Caminho do Meio, São João e Navegantes. Estes são os trabalhos affectos á 2ª secção da Commissão de Obras Novas da Municipalidade.

A 4ª secção, por sua vez, attende a ampliação da rede de exgottos sanitarios nas zonas Rio Branco, Moinhos de Vento, Menino Deus e adjacencias.

A rede da primeira dessas zonas já se encontra concluida, a dos Moinhos de Vento ficará prompta dentro de duas semanas e a do Menino Deus será terminada possivelmente em março proximo.


Obras no bairro Moinhos de Vento com trabalhadores da firma Ullen e Cia. Correio do Povo, 17/1/1929. Hemeroteca do AHMMV de Porto Alegre. Fotógrafo desconhecido, reprodução da pesquisadora.

Quanto ás aguas pluviaes – informou-nos o dr. Emilio Lucio Esteves – esta actualmente se collocando a canalisação para o seu escoamento nas zonas que levam o novo calçamento. Na fabrica de tubos se fabricam canos moldados para exgottos, para as aguas pluviaes e tubos armados para os poços de visita para a rede de exgottos sanitarios.

Nestes differentes serviços emprega actualmente a Municipalidade 450 operarios, que, sommados aos 400 da 3ª secção, já nos fornecem o apreciável total de 950 trabalhadores.

A firma Ullen e Cia. é quem está construindo os exgottos sanitarios do arrabalde do Menino Deus e adjacencias debaixo da fiscalização da 4ª secção da Commissão de Obras Novas da Intendencia Municipal, empregando nesse serviço cerca de 400 operarios.

A 3ª secção tem produzido o assentamento medio de 10.000 metros de canalisação para agua por mês e os canos para os exgotos sanitarios tem tido um asssentamento de 6.000 metros em media por mez, dos quaes 3.000 são feitos pela Intendencia e os restantes 3.000 pela firma Ullen e Cia.

Na empreza contratante do calçamento trabalham cerca de 300 operarios de Santa Catharina

Alem disso, esclarece-nos, por ultimo, o dr. Emilio Lucio Esteves, a Intendencia Municipal tem, ainda, em diversas zonas turmas pequenas de operarios empregados nas ligações de agua, exgotto e installações sanitarias em diversas zonas da cidade e a Directoria de Obras publicas tem sob suas ordens numerosas turmas para a reposição de calçamento e para a conservação de estradas e ruas.

Quase todas essas concentrações operarias foram por nós, também, visitadas, como o attestam algumas das photographias, que illustram esta pagina. Ali, como nos pontos em que a empreza Dahne e Mazzini está activando o calçamento, fomos encontrar a mesma intensidade de trabalho, a mesma boa vontade por parte dos trabalhadores, que, como aquelles, se sentem orgulhosos pela cooperação que o seu braço vigoroso está prestando ao crescente desenvolvimento e embellezamento de Porto Alegre.

Rapido retrospecto

Pelos dados acima anunciados, vê-se que os differentes serviços de calçamento, illuminação, etc., occupam mais de tres mil operarios diariamente, que podem se classificar assim:

“A collocação dos fócos de Nova Lux, feita por operarios da Energia Electrica na rua Independencia.” Correio do Povo, 17/1/1929. Hemeroteca do AHMMV de Porto Alegre.
Fotógrafo desconhecido, reprodução da pesquisadora.

F. Dahne e Cia. 1.440 homens

Intendencia Municipal … 1.400 “

C. B. Força Electrica … 311 “

Total … 3.151 “

Mas, tendo em conta que esta ultima companhia, após recepção de grande quantidade de material encommendado, augmentará o numero de seus operarios, e dado, ainda o crescente desenvolvimento das demais turmas e pedreiras, cremos não ser exagero computar em 5.000 o numero daquelles que emprestarão seu concurso á obra que serviu de thema á presente reportagem.

Os beneficios que della defluem [?] são por demais valiosos e meritorios, para que se fixem adjectivações em seu louvor: a sua amplitude continuará sendo o seu mais claro e justo encomio.”

[Autor desconhecido]

Referências:


[1] A grafia original foi mantida. As lacunas de transcrição se devem a passagens ilegíveis da imagem.

[2] Espécie de cimento de cura rápida fabricado pela empresa Dahne & Cia.

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